| Sáude
e Doenças - Drogas
Fotos
de uma estudante norte-americana, presa várias vezes por porte
e uso de drogas.
Acompanhe a decadência, foto a foto... É realmente deprimente.
Clique na foto para amplia-la
A
primeira vez foi pouco aos 14 anos
A última em 1997, com 28.
Faleceu de overdose aos 30 anos, e a família - visando auxiliar
no combate às drogas, autorizou a divulgação.
O
Perigo das Drogas
Muitas substâncias químicas causam sensações
de prazer, relaxamento, aliviam a dor, alteram a percepção
da realidade e até mesmo funcionam com depressoras do Sistema Nervoso
Central (SNC). Tais substâncias são conhecidas como drogas
e, há milhares de anos são consumidas pelo homem. Quase
sempre causam dependência física e psicológica, transformando
o usuário ocasional em viciado. Quando isso acontece, muita coisa
muda e, geralmente, é para pior, causando sérios danos à
saúde do dependente. As drogas podem levar à morte pelo
consumo excessivo e até mesmo debilitar progressivamente o organismo
de quem as usa.
Confira
o texto elaborado pela Coordenação Nacional de Saúde
Mental do Ministério da Saúde. Saiba quais são as
estratégias desenvolvidas pelo MS para reverter o atual quadro
de atenção psiquiátrica de pessoas dependentes no
Brasil
Drogas
uma questão de Saúde Pública: A magnitude do problema
do uso indevido de drogas, verificada nas últimas décadas,
ganhou proporções tão graves que hoje é um
desafio da saúde pública no país. Além disso,
este contexto também é refletido nos demais segmentos da
sociedade por sua relação comprovada com os agravos sociais,
tais como: acidentes de trânsito e de trabalho, violência
domiciliar e crescimento da criminalidade.
Ciente
deste fato, o Ministério da Saúde vem definindo, ao longo
do tempo, estratégias que visam ao fortalecimento da rede de assistência
aos usuários de álcool e outras drogas, com ênfase
na reabilitação e reinserção social dos mesmos.
A assistência ao usuário de substâncias psicoativas
no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS - é
realizada por meio da rede psiquiátrica existente.
Cabe
esclarecer que um importante número de internações
destes usuários é efetuado com o intuito de desintoxicar
pessoas dependentes das drogas. Para reverter esse quadro o Ministério
da Saúde, desde 1990, está definindo como diretriz básica
de suas ações, a reestruturação da atenção
psiquiátrica no Brasil, na qual a atenção às
dependências químicas está inserida.
Nesse
sentido, tem como premissa fundamental a ampliação da rede
ambulatorial e o fortalecimento de iniciativas municipais e estaduais
que propiciem a criação de equipamentos intensivos e intermediários
entre o tratamento ambulatorial e a internação hospitalar,
com ênfase nas ações de reabilitação
psicossocial dos pacientes.
Em
decorrência desse processo, o número de hospitais psiquiátricos
no país reduziu de 313, em 1991, para 260, em 2001, enquanto o
número de leitos especializados caiu de 86 mil para 62 mil, no
mesmo período. Paralelamente a este fator, dos 03 Centros de Atenção
Psicossocial/CAPS e Núcleos de Atenção Psicossocial/NAPS
existentes, passamos para 266 em 2001, destes, estimamos que 10% sejam
específicos para dependentes químicos.
Com
relação às ações e atividades de prevenção
ao uso indevido de drogas propostas atualmente pelo Ministério
da Saúde, há algumas diretrizes que vêm norteando
essa atuação:
A
capacitação de recursos humanos - por meio de cooperação
técnica nacional e internacional;
Produção de material informativo e instrucional;
Realização de pesquisa de opinião sobre o consumo
de drogas;
Campanhas publicitárias voltadas para o público em geral,
bem como para populações específicas;
Implantação de novos serviços, como o Centro de Atenção
Psicossocial, especializados em álcool e drogas (PAA 2001).
Cabe ressaltar ainda, o apoio dado ao Congresso Nacional pela emissão
de pareceres técnicos sobre os Projetos de Leis que visam ao incremento
da legislação sobre drogas vigente no país.
A
atuação do Ministério da Saúde está
voltada para ações de prevenção, assistência
na área de drogas, visando a redução da crescente
demanda e promover a mudança de percepção da população
dentro de um contexto de promoção da saúde.
Efeitos
e tipos de drogas
Existem maneiras menos prejudiciais de consumir droga?
Existem maneiras menos prejudiciais de consumir drogas. Podemos tomar
como exemplo a cocaína. Na região dos Andes, mascar folhas
de coca é um hábito de muitos anos, praticamente sem conseqüências
danosas e sem que isso leva a dependência. Por sua vez o pó
de cocaína (cloridrato de cocaína) usado de forma aspirada
(cheirada) apresenta um grande potencial tóxico. Se esse mesmo
pó for diluído e injetado nas veias, a toxidade aumenta
ainda mais. Fumar crack (cristais de cocaína) chega a ser tão
perigoso quanto a cocaína injetada. Isso se deve basicamente à
grande quantidade da substância que atinge o organismo quando a
droga é fumada ou injetada.
As
drogas naturais são menos prejudiciais do que as drogas químicas?
Substâncias obtidas a partir de plantas, como a cocaína podem
ser tão ou até mesmo mais perigosas do que as drogas produzidas
em laboratórios, como o LSD.
Existem
drogas leves e drogas pesadas?
Muitos jovens questionam sobre a diferença entre drogas leves e
pesadas. Do ponto vista da lei, a diferença está entre drogas
legais e ilegais (ou lícitas e lícitas). Fumar maconha ou
injetar cocaína, por exemplo. As duas atitudes infringem igualmente
a lei. Na prática, porém, o uso de maconha não chega
a ter as mesmas conseqüências perigosas à saúde
como a cocaína. A morfina, por exemplo, é uma substância
legalizada, cujos efeitos são muito semelhantes aos da cocaína,
mas não causa necessariamente a mesma dependência. Na verdade,
não deveríamos falar em drogas leves e pesadas, mas sim
em uso leve e uso pesado de drogas. Já em relação
ao álcool, existem dependentes que nunca conseguem beber moderadamente,
ao mesmo tempo, existem usuários ocasionais que jamais se tornarão
dependente de álcool. Para os primeiros, o álcool é
droga extremamente perigosa (droga pesada), enquanto para últimos
o álcool é um produto inofensivo (droga leve).
Todo
usuário de drogas vai se tornar um dependente?
A maioria das pessoas que consomem bebidas alcoólicas não
se torna alcoólatra (dependente de álcool). Isso também
é valido para grande parte das outras drogas. De maneira geral,
as pessoas que experimentam drogas o fazem por curiosidade e as utilizam
apenas uma vez ou outra (uso experimental). Muitos passam a usá-las
de vez em quando, de maneira esporádica (uso ocasional), sem maiores
conseqüências na maioria dos casos. Apenas um grupo menor passa
a usar as drogas de forma intensa, em geral quase todos os dias, com conseqüências
danosas (dependencia). O grande problema é que não se dá
para saber, entre as pessoas que começam a usar drogas, quais serão
apenas usuários experimentais, quais serão ocasionais e
quais se tornarão dependentes.
É importante lembrar, porém, que o uso – ainda que
experimental – pode vir a produzir danos à saúde da
pessoa.
O
que são Perturbadores ou Alucinógenos sintéticos?
São substâncias fabricadas (sintetizadas) em laboratório,
não sendo, portanto, de origem natural, e que são capazes
de promover alucinações no ser humano. Vale a pena recordar
um pouco o significado de alucinação: "é uma
percepção sem objeto". Isto significa que, mesmo sem
ter um estímulo (objeto) a pessoa pode sentir, ver, ouvir. Como
exemplo, se uma pessoa ouve uma sirene tocando e há mesmo uma sirene
perto, esta pessoa está normal; agora se ela ouve a sirene e não
existe nenhuma tocando, então a pessoa está alucinando ou
tendo uma alucinação auditiva. Da mesma maneira, sob a ação
de uma droga alucinógena ela pode ver um animal na sala (por exemplo
um elefante) sem que, logicamente, exista o elefante; ou seja, a pessoa
está tendo uma alucinação visual.
Tipos
de drogas
Álcool
- Da diversão ao vício
O álcool é uma substância que causa dependência
chamada popularmente de alcoolismo, razão pela qual é incluído
em todas as relações de drogas. No mundo, "a doença
causada pelo álcool" preocupa enormemente os sistemas de saúde,
estimando-se o número de dependentes entre 10% e 15% da população
mundial. No Estado de São Paulo, por exemplo, pelo menos 1 milhão
de pessoas sofrem desse mal. Muitas pessoas têm uma idéia
formada do que vem a ser alcoolismo, ficando claro que o ser humano que
vive nas ruas, de bar em bar, afastado da família e que um dia
passou a sofrer de cirrose (degeneração do fígado)
é um dependente do álcool. No entanto, muitos outros dependentes
descrevem o seu uso como "social". O que é então
o alcoolismo? Quais os riscos e as conseqüências de beber exageradamente?
Quem é alcoolista? Como é possível um dependente
se recuperar?
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Anfetaminas
As anfetaminas são substâncias estimulantes da atividade
do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar
mais depressa, deixando as pessoas mais "acesas", "ligadas"
com "menos sono", "elétricas", etc. Conhecida
como "rebite", principalmente entre os motoristas que precisam
dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir
prazos pré-determinados. Também é chamada como bolinha
por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que
costumam fazer regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico.
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Cocaína - Pasta de Coca, Crack, Merla
A cocaína é uma substância natural, extraída
das folhas de uma planta que ocorre exclusivamente na América do
Sul: a Erythroxylon coca, conhecida como coca ou epadú, este último
nome dado pelos índios brasileiros. A cocaína pode chegar
ao consumidor sob a forma de um sal, o cloridrato de cocaína, o
"pó", "farinha", "neve", "branquinha",
solúvel em água e, portanto, serve para ser aspirado ("cafungado");
dissolvido em água, para uso endovenoso ("pelos canos");
ou sob a forma de uma base, o crack, pouco solúvel em água
mas que se volatiliza quando aquecida e, portanto, é fumada em
"cachimbo".
Também sob a forma base, a merla (mela, mel ou melado) preparada
de forma diferente do crack e que também é fumada. Enquanto
o crack ganhou popularidade em São Paulo, Brasília foi a
cidade vítima da merla. De fato, pesquisa recente mostra que mais
de 50% dos usuários de drogas da nossa Capital fazem uso de merla
e apenas 2% de crack.
Há ainda a pasta de coca, um produto grosseiro, obtido das primeiras
fases de separação de cocaína das folhas da planta
quando estas são tratadas com álcali, solvente orgânico
como querosene ou gasolina e ácido sulfúrico. Essa pasta
contém muitas impurezas tóxicas e é fumada em cigarros
chamados "basukos".
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Êxtase
O MDMA (MetilenoDioxoMetAnfetamina), conhecido popularmente como ÊXTASE
foi sintetizado e patenteado por Merck em 1914, inicialmente como moderador
de apetite. É uma droga de uso relativamente recente e esporádico
no Brasil. Além de seu efeito alucinógeno, caracterizado
por alterações na percepção do tempo, diminuição
da sensação de medo, ataques de pânico, psicoses e
alucinações visuais, provoca efeitos estimulantes como o
aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial,
boca seca, náusea, sudorose e euforia. Em resumo, o MDMA é
a droga que, além de produzir alucinações, pode também
produzir um estado de excitação, o que é duplamente
perigoso. Dado que esse produto ainda é pouco usado em nosso meio
(e seus efeitos psíquicos não diferem muito dos do LSD).
LSD
O LSD-25 (abreviação de dietilamina do ácido lisérgico)
é, talvez, a mais potente droga alucinógena existente. É
utilizado habitualmente por via oral, embora possa ser misturado ocasionalmente
ao tabaco e ser fumado. Algumas microgramas (e micrograma é um
milésimo de uma miligrama que, por sua vez, é um milésimo
de um grama) já são suficientes para produzir alucinações
no ser humano.
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Maconha
A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma planta chamada cientificamente
de Cannabis sativa. Em outros países ela recebe diferentes nomes
como os mencionados acima. Ela já era conhecida há pelo
menos 5.000 anos, sendo utilizada até mesmo para fins medicinais.
Talvez a primeira menção da maconha na nossa língua
tenha sido um escrito de 1.548 onde está dito, no português
daquela época: "e já ouvi a muitas mulheres que, quando
hião ver algum homem, para estar choquareiras e graciosas a tomavão".
Até o início do presente século, a maconha era considerada
por vários países, inclusive o Brasil, como um medicamento
útil para vários males. Mas também já era
utilizada para fins não-medicinais por pessoas desejosas de sentir
"coisas diferentes", ou mesmo utilizavam-na abusivamente. Como
conseqüência desse abuso, e de um certo exagero sobre os seus
efeitos maléficos, a planta foi proibida em praticamente todo o
mundo ocidental nos últimos 50-60 anos. Porém, atualmente,
graças a pesquisas recentes, a maconha (ou substâncias dela
extraídas) é reconhecida como medicamento em pelo menos
duas condições clínicas: reduz ou abole as náuseas
e vômitos produzidos por medicamentos anticâncer e tem efeito
benéfico em alguns casos de epilepsia (doença caracterizada
por convulsões ou "ataques").
Entretanto, é bom lembrar que a maconha (ou as substâncias
extraídas da planta) têm também efeitos indesejáveis
que podem prejudicar uma pessoa.
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Ópio e Morfina
Muitas substâncias com grande atividade farmacológica podem
ser extraídas de uma planta chamada Papaver somniferum, conhecida
popularmente com o nome de papoula do oriente. Ao se fazer cortes na cápsula
da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio
(a palavra ópio em grego quer dizer suco).
Quando seco, este suco passa a se chamar pó de ópio. Nele
existem várias substâncias com grande atividade. A mais conhecida
é a morfina, palavra que vem do deus da mitologia grega Morfeu,
o deus dos sonhos.
Pelo próprio segundo nome da planta somniferum, de sono, e do nome
morfina, de sonho, já dá para se ter uma idéia da
ação do ópio e da morfina no homem: são depressores
do sistema nervoso central, isto é, fazem nosso cérebro
funcionar mais devagar. Mas o ópio ainda contém mais substâncias,
sendo que a codeína é também bastante conhecida.
Ainda, é possível obter-se outra substância, a heroína,
ao se fazer pequena modificação química na fórmula
da morfina. A heroína é então uma substância
semi-sintética (ou semi-natural).
Estas substâncias todas são chamadas de drogas opiáceas
ou simplesmente opiáceos, ou seja, oriundas do ópio; podem
ser opiáceos naturais quando não sofrem nenhuma modificação
(morfina, codeína) ou opiáceos semi-sintéticos quando
são resultantes de modificações parciais das substâncias
naturais (como é o caso da heroína).
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Solventes ou Inalantes
A palavra solvente significa substância capaz de dissolver coisas
e inalante é toda substância que pode ser inalada, isto é,
introduzida no organismo por meio da aspiração pelo nariz
ou boca. Via de regra, todo solvente é uma substância altamente
volátil, isto é, evapora-se muito facilmente, daí
a facilidade para a inalação. Outra característica
dos solventes ou inalantes é que muitos deles (não todos)
são inflamáveis, isto é, podem pegar fogo.
Um número enorme de produtos comerciais, como esmaltes, colas,
tintas, thinners, propelentes, gasolina, removedores, vernizes, etc, contém
estes solventes. Eles podem ser aspirados tanto involuntariamente (por
exemplo, trabalhadores da indústria de sapatos ou oficinas de pintura
o dia inteiro expostos ao ar contaminado por estas substâncias)
ou voluntariamente (por exemplo, a criança de rua que cheira cola
de sapateiro; o menino que cheira em casa acetona ou esmalte, ou o estudante
que cheira o corretivo Carbex, etc).
Um produto muito conhecido no Brasil é o "cheirinho",
"loló" ou ainda o "cheirinho da loló".
Um preparado clandestino (fabricado não por um estabelecimento
legal, mas sim por pessoal do submundo), à base de clorofórmio
mais éter e utilizado só para fins de abuso. Mas já
se sabe que quando estes "fabricantes" não encontram
uma daquelas duas substâncias eles misturam qualquer outra coisa
em substituição. Assim, em relação ao cheirinho
da loló não se sabe bem a sua composição,
o que complica quando se tem casos de intoxicação aguda
por esta mistura.
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Tranquilizantes
Existem medicamentos que têm a propriedade de atuar quase que exclusivamente
sobre a ansiedade e tensão. Estas drogas foram chamadas de tranqüilizantes,
por tranqüilizar a pessoa estressada, tensa e ansiosa. Atualmente,
prefere-se designar tais medicamentos pelo nome de ansiolíticos,
ou seja, que "destróem" (lise) a ansiedade. De fato,
este é o principal efeito terapêutico destes medicamentos:
diminuir ou abolir a ansiedade das pessoas, sem afetar em demasia as funções
psíquicas e motoras.
Há tempos atrás, o principal agente ansiolítico era
uma droga chamada meprobamato que praticamente desapareceu das farmácias
com a descoberta de um importante grupo de substâncias: os benzodiazepínicos.
De fato estes medicamentos estão entre os mais utilizados no mundo
todo, inclusive no Brasil. Para se ter idéia, atualmente há
mais de 100 remédios em nosso país à base destes
benzodiazepínicos. Estes têm nomes químicos que terminam
geralmente pelo sufixo pam. Sendo assim, é relativamente fácil
a pessoa, quando toma um remédio para acalmar-se, saber o que de
fato está tomando: tendo na fórmula uma palavra terminando
em pam, é um benzodiazepínico. Exemplos: diazepam, bromazepam,
clobazam, clorazepam, estazolam, flurazepam, flunitrazepam, lorazepam,
nitrazepam, etc. A única exceção é a substância
chamada clordizepóxido que também é um benzodiazepínico.
(saiba
mais)
Fonte:
CEBRID
- Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas
Departamento de Psicobiologia
UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo
Apoio: Ministério
da Saúde
Coordenação Nacional de DST e AIDS
Coordenação de Saúde Mental
Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional
de Drogas
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NOTÍCIAS
Vacina
contra a cocaína- O
DIA 15/6/04
Produto fez metade dos voluntários ficar seis meses sem
a droga:
LONDRES - Metade dos voluntários que receberam uma vacina que
ajuda a acabar com o vício da cocaína deixou de usar a
droga por seis meses. A vacina TA-CD foi desenvolvida pela Xenova, companhia
farmacêutica britânica e os testes, realizados nos Estados
Unidos.
A substância não
acaba com o desejo pela cocaína, mas inibe a sensação
proporcionada droga. Este efeito previne que as pessoas voltem a utilizá-la.
“É o terceiro estudo nos Estados Unidos que estamos relatando
e mostra que quase metade dos viciados ficou livre da cocaína
por seis meses”, afirmou David Oxlade, da Xenova.
Segundo
Oxlade, a TA-CD funciona como uma vacina normal. O motivo pela qual
os viciados usam a droga por anos sem gerar uma resposta imunológica
é porque ela possui moléculas muito pequenas.
A
solução foi anexar partículas de cocaína
a uma molécula maior. Assim, o sistema imunológico produz
anticorpos que reconhecem a droga. “A vacina impede que a cocaína
passe do sangue para o cérebro, onde a pessoa sente seus efeitos”
afirma Oxlade.
“A
vacina parece estar funcionando bem para alguns usuários de cocaína.
Mas temos que lembrar que nem todas as pessoas reagem da mesma forma
aos tratamentos. Muitos dos usuários têm problemas sociais
e psicológicos complexos. Uma vez que a droga pára de
funcionar, elas mudam para uma outra droga”, disse um porta-voz
do Drugscope, grupo britânico de assistência aos usuários
de drogas.
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