Gif bandeirinha do Brasil
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Sugestões para quando você encontrar uma pessoa com deficiência Auditiva

 

Faça isso e você verá o quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver com a diversidade!

Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".

Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.

Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.

As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.

Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.

Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas actividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.

A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.

Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.

Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceite, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo.
Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.

Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.

As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.

Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.

Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.

PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

  • Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não.
  • Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque, levemente, em seu braço.
  • Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.
  • Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.
  • Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.
  • Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.
  • Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.
  • Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.
  • Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças subtis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.
  • Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
  • Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita.
  • Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas.
  • Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.
  • Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.
  • Algumas pessoas mudas preferem a comunicação escrita, algumas usam linguagem em código e outras preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Talvez você tenha que se encarregar de grande parte da conversa.
  • Tente lembrar que a comunicação é importante. Você pode ir tentando com perguntas cuja resposta seja sim/não. Se possível ajude a pessoa muda a encontrar a palavra certa, assim ela não precisará de tanto esforço para passar sua mensagem. Mas não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.

COMO AJUDAR UM SURDOCEGO

  • Ao aproximar-se de um surdocego deixe que se perceba, com um simples toque, da sua presença.
  • Qualquer que seja o meio de comunicação adaptado faça-o gentilmente.
  • Combine com ele um sinal para que ele o identifique.
  • Aprenda e use qualquer que seja o método de comunicação que ele saiba, mesmo que elementar.
  • Se houver um método mais adequado que lhe possa ser útil ajude-o a aprender.
  • Tenha a certeza de que ele o está percebendo.
  • Encoraje-o a usar a fala se ele conseguir mesmo que ele saiba apenas algumas palavras.
  • Se estiverem outras pessoas presentes avise-o quando for apropriado para ele falar.
  • Avise-o sempre do que o rodeia.
  • Informe-o sempre de quando vai embora, mesmo que seja por um curto espaço de tempo.
  • Assegure-se que fica confortável e em segurança. Se não estiver, vai precisar de algo para se apoiar durante a sua ausência, coloque a mão dele no que servirá de apoio. Nunca o deixe sozinho num ambiente que não lhe seja familiar.
  • Mantenha-se próximo dele para que ele perceba sua presença.
  • Ao andar deixe-o apoiar-se no braço, nunca o empurre à sua frente.
  • Utilize sinais simples para o avisar da presença de escadas, uma porta ou um carro.
  • Um surdocego que apoia no seu braço percebe-se qualquer mudança do seu andar.
  • Confie na sua cortesia, consideração e senso comum. É normal esperar algumas dificuldades na comunicação.

ESCREVA NA PALMA DA MÃO DO SURDOCEGO COM O SEU DEDO INDICADOR


COMO FAZER:

QUALQUER PESSOA QUE POSSA ESCREVER LETRAS MAIÚSCULAS, PODE IMEDIATAMENTE USAR O ALFABETO ACIMA INDICADO COMUNICANDO COM A MAIOR PARTE DAS PESSOAS SURDOCEGAS. TRAÇOS, SETAS E NÚMEROS INDICAM A DIREÇÃO, SEQUÊNCIA E NÚMERO DE PANCADAS. ESCREVA SÓ NA ÁREA DA PALMA DA MÃO. NÃO TENTE JUNTAR AS LETRAS. QUANDO QUISER `PASSAR A ESCREVER NÚMEROS, FAÇA UM PONTO NA BASE DA PALMA DA MÃO; É O SINAL DE QUE VAI PASSAR A ESCREVER NÚMEROS.

TRADUÇÃO DE UM FOLHETO DO: HELEN KELLER NATIONAL CENTER -NOVA YORK

Fonte: http://www.lerparaver.com/amigos/josepedro_comunicar_surdocega.html

 

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