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O Governo Federal criou o Passe Livre para Pessoas Carentes Portadoras
de Deficiência em viagens interestaduais. Com essa medida, o número
de passageiros com deficiência certamente vai crescer. E todos os
funcionários precisam estar preparados para receber esses novos
clientes. É você quem vai atender, orientar e acompanhar
esses passageiros na estação de embarque, no transporte
e no desembarque. Ofereça a sua ajuda, mas não exagere.
Se for preciso, pergunte ao passageiro como você pode auxiliá-lo.
Trate o portador de deficiência como um passageiro normal e não
como um incapaz. Cuidado é bom. Mas na medida certa. Neste manual,
você vai encontrar algumas dicas básicas de como atender
a um portador de deficiência. Leia com atenção, use
o bom senso e faça sua parte. Ajude a fazer do Brasil um país
mais solidário.
Assentos
e bagagens
- Os
assentos reservados para os portadores de deficiência devem estar,
de preferência, na primeira fila das poltronas.
- Os
acompanhantes devem ser instalados em poltronas próximas às
dos portadores de deficiência.
- A
bagagem e os equipamentos especiais devem ser transportados gratuitamente.
- Os
equipamentos indispensáveis à locomoção
da pessoa portadora de deficiência devem ser transportados em
lugar adequado e de fácil acesso.
Deficiência mental
.A
pessoa com deficiência mental, na maioria das vezes, é carinhosa,
disposta e comunicativa. Lembre-se de que a deficiência mental pode
ser conseqüência de uma doença, mas não é
uma doença , é uma condição de ser. Podendo,
ofereça ajuda ou apoio aos pais de deficientes mentais uma vez
que estes geralmente ficam isolados de qualquer vida social por não
terem com quem deixar seu filho.
-
Não
use palavras como "doentinho" ou "maluquinho",
quando se referir a um portador dessa deficiência.
-
Cumprimente-o
normalmente.
-
Quando
for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente
ou adulto, trate-o como tal.
-
Dê
atenção. Expresse alegria e converse com ele até
onde for possível.
-
Evite
superproteção. Ajude somente quando for necessário.
-
A
pessoa portadora de deficiência deve tentar fazer tudo sozinha.
-
Não
vire o rosto ou evite um deficiente mental. Esta é uma realidade
que deve ser enfrentada com naturalidade;
-
Alguns
deficientes mentais atingem idades avançadas. Apesar do comportamento,
muitas vezes bem infantil, não os trate apenas como crianças.
Ou seja, enquanto for criança, trate-o como criança.
Ao se tornar adolescente ou adulto, trate-o como tal. Se você
depositar alguma confiança e lhe destinar tarefas que podem
ser monitoradas, ele certamente corresponderá.
Paralisia
Cerebral
Em
geral, a pessoa com paralisia cerebral é inteligente e sensível,
ela
sabe que é diferente dos outros.
- A
pessoa com paralisia cerebral faz gestos faciais involuntários,
anda com dificuldade ou, às vezes, não anda.
- Não
se impressione com seu aspecto. Comporte-se de forma natural. Ela
merece todo seu respeito.
- Você
pode ajudá-la a seguir seu ritmo. Se não entender sua
fala (ela pode ter problemas na fala), peça que repita.
Deficiência
física (em cadeira de rodas)
O deficiente físico com uma lesão medular é uma pessoa
normal como qualquer outra, com a mesma personalidade, forma de pensar,
agir e desejos, como antes da lesão. O que difere dos não
deficientes é a forma de locomover-se, segurar uma caneta, digitar
em um computador e outros, sem que isso diminua ou aumente o seu valor
perante a sociedade. Portanto, devemos abordar e tratá-los com
naturalidade, sem preconceito ou discriminação.
- Se
quiser oferecer ajuda, pergunte antes e nunca insista.
- Caso
aceite a ajuda, deixe o deficiente físico dizer como quer ser
ajudado.
- Ao
ajudar um usuário de cadeira de rodas a descer uma rampa ou
degrau, use a marcha a ré. Isso evita que a pessoa perca o
equilíbrio e caia para frente.
- Caso
tenha curiosidade sobre o defeito físico, pergunte com naturalidade,
sem ficar se lamentando sobre o que gerou o defeito físico
ou o que isso traz de dificuldades no dia a dia, porque, só
assim, a sociedade ficará esclarecida e informada sobre o assunto,
diminuindo o preconceito, a discriminação e quebrando
tabus e inverdades;
- Caso
queira convidar o deficiente para visitar algum lugar, eventos sociais,
restaurantes, cinemas, viagens, etc, nunca diga que o lugar é
impossível para ele ir. Se conhecer o local, o acesso, expliquem
quais são as dificuldades, facilidades e dê a sugestão
de pesquisar sobre os assuntos, para que ele analise os prós
e contras e decida o que fazer, sem causar transtornos a ele e às
pessoas que o cercam.
- Trate
naturalmente, converse com naturalidade, fale a respeito de todos
os assuntos, mesmo aqueles em que o deficiente não pode atuar
fisicamente, como algumas modalidades esportivas, danças, etc.
Olhe nos olhos;
- Não
segure a cadeira de rodas. Você pode estar querendo ajudar,
mas é preciso lembrar que ela faz parte do espaço corporal
da pessoa, quase uma extensão do seu corpo;
- Se
a conversa com um deficiente físico, principalmente se este
usar cadeira de rodas, se alongar um pouco, procure sentar. É
incômodo ficar olhando para cima;
- Não
fique constrangido ao usar os termos "andar" ou "correr".
As pessoas que usam cadeiras de rodas também usam estas palavras;
- Fique
atento com a presença de barreiras físicas que impeçam
que o deficiente possa se deslocar livremente;
- Em
muitas cidades já existem vagas especiais para os deficientes
físicos estacionarem seus carros. Não ocupe estas, pois
isto faz parte de uma grande conquista;
- A
arquitetura da maior parte dos prédios não está
adaptada para as necessidades especiais destas pessoas. Se de alguma
forma você pode influir na construção de qualquer
obra, lembre-se de projetar acessos para os deficientes.
Deficiência
física (com muletas)
- Antes
de ajudar, pergunte se a pessoa quer ajuda e como a quer.
- Acompanhe
o ritmo de sua marcha.
- Tome
cuidado para não tropeçar nas muletas.
- Deixe
as muletas sempre ao alcance da pessoa portadora de deficiência.
- Nunca
pegue no braço de alguém usando bengalas, muletas ou
andadores, pois isso poderá derrubá-lo.
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