|
||
| |
|
|
| Últimas
Notícias |
- Roupas
só para deficientes são criadas em Pernambuco - Deficientes físicos enfrentam dificuldades na hora de fazer viagens aéreas - Legislação é regulamentada por Lula - Esperança para voltar a andar - Aposentadoria por invalidez não permite trabalho em paralelo - Táxis são adaptados para deficientes |
|
O que é Deficiência Física 1. DEFINIÇÃO A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis, segundo o(s) segmento(s) corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida. 2. TIPOS Lesão cerebral (paralisia cerebral, hemiplegias),Lesão medular (tetraplegias, paraplegias), Miopatias (distrofias musculares), Patologias degenerativas do sistema nervoso central (esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica),Lesões nervosas periféricas, Amputações,Seqüelas de politraumatismos, Malformações congênitas, Distúrbios posturais da coluna, Seqüelas de patologias da coluna, Distúrbios dolorosos da coluna vertebral e das articulações dos membros, Artropatias, Reumatismos inflamatórios da coluna e das articulações, Lesões por esforços repetitivos (L.E.R.), Seqüelas de queimaduras. 3. DADOS ESTATÍSTICOS A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, em tempos de paz, 10% da população de países desenvolvidos são constituídos de pessoas com algum tipo de deficiência. Para os países em vias de desenvolvimento estima-se de 12 a 15%. Destes, 20% seriam portadores de deficiência física. Considerando-se o total dos portadores de qualquer deficiência, apenas 2% deles recebem atendimento especializado, público ou privado. (Ministério da Saúde - Coordenação de Atenção a Grupos Especiais, 1995). 4. PRINCIPAIS CAUSAS DA DEFICIÊNCIA FÍSICA
5. PARA FAZER A IDENTIFICAÇÃO
Paralisia Cerebral:
por prematuridade; anóxia perinatal; desnutrição; materna; rubéola; toxoplasmose;
trauma de parto; subnutrição; outras. Acidente vascular cerebral (derrame cerebral) - Hemiplegias: por acidente vascular cerebral; aneurisma cerebral; tumor cerebral e outras - A.V.C. é a deficiência do fornecimento sanguíneo a alguma região do cérebro, causando assim, a morte ou degeneração desta região comprometida. Como o cérebro é o órgão que controla as atividades corporais, esta falência resultará em problemas como, hemiplegia (paralisia de um lado do corpo), paralisia facial, etc. Éconsiderada emergência e o paciente deve ser encaminhado para o hospital mais próximo tão logo seja notado o sinal característico. Quanto antes iniciar o tratamento, mais rápido e melhor resultados serão obtidos.
Os derrames são de dois tipos: Lesão medular:
por ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca; acidentes de
trânsito; mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos; quedas; processos
infecciosos; processos degenerativos e outros.O cérebro comanda
todas atividades do nosso corpo, enviando e recebendo informações
pelos neurônios (nervos). Desta forma o cérebro sabe que
nossos pés estão pisando na areia quente, através
da informação que recebeu através de nervos sensitivos
e ordena que o caminhar passe a ser corrida (para alcançar mais
rápido a água do mar). Esta órdem chega aos músculos
através dos nervos motores. Autismo
- Em 1943, o estudioso Léo Kanner definiu o autismo como
um diagnóstico de contato afetivo (para aquelas crianças
que não estabelecem relações normais com os outros),
atraso na linguagem e na comunicação. Um autista apresenta
gestos esteriotipados e sugere que seu ambiente deve permanecer inalterado.
Embora tenha boa memória, seu sintoma fundamental é o isolamento. Síndrome
de Down - É uma anomalia cromossômica, também
chamada de Trissomia do 21, há um excesso de material genético
provocado por essa anomalia cromossômica, várias relações
essenciais ao bom desempenho do sistema do organismo não se fazem
de forma apropriada. Amputações: causas vasculares; traumas; malformações congênitas; causas metabólicas e outras. Mal formações congênitas: A maior parte das causas é determinada durante a gestação. Neste período, o fumo, droga, álcool e alguns medicamentos podem levar à formação de uma criança com deficiência mental.Causas sociais: desnutrição e fome podem causar uma série de deficiências mentais. Quando não debilitam de forma total causam desenvolvimento retardado de uma série de potencialidades das pessoas. Artropatias: por processos inflamatórios; processos degenerativos; alterações biomecânicas; hemofilia; distúrbios metabólicos e outros. Fonte:
As úlceras de pressão também denominadas úlceras de decúbito (do latim "decumbere"=deitar, daí a ser um nome inadequado, porque inclui apenas um tipo de causa) ou escaras. Com todo avanço da medicina permanecem como um problema atual, mesmo nos países mais desenvolvidos, apesar de ser um problema médico antigo, pois foram encontrados indícios delas até em múmias egípcias (Thomson-Rowling J - Pathological Change in Mummies - Proc R Soc Med 1961; 54:409-15 = Op. Cit. by R K Vohra in BMJ).
Como ocorrem Clique nas fotos para vê-las ampliadas.
O tratamento O
tratamento varia de acordo com localização, o tempo de evulução,
a idade, as doenças associadas, o quadro clínico geral,
o estado nutricional e a profundidade das lesões e inclui uso de: Curativos de escaras Técnica 1.
Lavar as mãos em água corrente. 1.
Observar sistematicamente o aspecto externo do curativo quando das mudanças
de decúbitos. http://www.medicalexpress.saudeglobal.com/ http://www.globalmed.com.br/index.asp http://www.copespuma.com.br/ Exemplo
de Coragem de um Tetraplégico
Últimas
Notícias ROUPAS
SÓ PARA DEFICIENTES Estudantes de um curso técnico em Paulista (PE) criaram uma coleção de moda exclusiva para deficientes físicos, a partir de entrevistas em que eles revelaram problemas que têm com roupas. As peças não têm acessórios como zíperes, detalhes em metal e bolsos traseiros, que se tornam incômodos para quem tem de andar de muletas ou de cadeira de rodas, entre outras necessidades especiais. A iniciativa é pioneira no Brasil. Página 10 Peças não têm incômodos como detalhes em metal RECIFE. Para as cerca de 25 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência física, detalhes da moda podem ser um incômodo. Bolsos chapados, botões na cintura, zíperes, detalhes metálicos em calças, costuras salientes e roupas justas podem atrapalhar tanto quanto calçadas sem rampas ou prédios só com escadarias. Agora os que precisam de muletas e cadeiras de rodas ganharam um presente de Natal: uma moda exclusiva para suas necessidades. A primeira coleção do gênero no país acaba de ser lançada em Recife, desenvolvida no Centro Regional de Tecnologia (Certtex). Pesquisa orientou roupas da coleção O centro responsável pela idéia é mantido pelo Senai, e funciona no município de Paulista, a 15 quilômetros de Recife. A coleção foi o resultado de pesquisas dos alunos que estavam terminando o curso técnico Têxtil e de Vestuário do Certtex. Para elaborar as roupas, eles investigaram os hábitos dos moradores do Centro de Convivência Albert Sabin, localizado em Paulista. O centro é um conjunto habitacional construído para atender os portadores de necessidades especiais. A coleção foi lançada com tudo que um desfile de moda tem direito: passarela, luzes e músicas alucinantes e até curvas em meia lua dos manequins no final de cada visual apresentado. Com um detalhe: tudo sobre duas rodas. RECIFE. Casal mais aplaudido do desfile que apresentou a coleção para deficientes, o professor de musculação Sandro Alves da Silva, com uma grande diferença de tamanho nas duas pernas, e a dona de casa Aldeci Maria da Silva, que só anda de cadeiras de rodas, aguardam o segundo filho. Por esse motivo a roupa dela foi idealizada com aberturas práticas nas laterais. A camisa dele é mais larga devido à grande musculatura do tórax e braços e a calça tem detalhes que amenizam as diferenças. — Do mesmo jeito que há roupas especiais para gordos, nós também precisamos — diz Aldeci. Atleta paraolímpico com medalhas de ouro, bronze e prata em competições internacionais, Fernando Barbosa dos Santos, de 32 anos, também elogia a iniciativa: — Não conheço em nenhum outro lugar do mundo alguma grife voltada só para deficientes. CONTRA
O DIREITO DE IR E VIR Deficientes físicos enfrentam dificuldades na hora de fazer viagens aéreas
Segundo a Instrução de Aviação Civil 2.508, do DAC, é das companhias aéreas a responsabilidade pelo acesso do passageiros com deficiência aos aviões. Há diversas maneiras de garanti-lo, sem que os passageiros tenham de ser carregados nos braços, o que consideram humilhante. A solução mais comum, quando não há o finger — corredor que liga a sala de embarque à aeronave — é a utilização de uma cadeira movida a bateria, que sobe e desce as escadas do avião automaticamente. O uso de um elevador, o ambulift, também é difundido. Problema é comum, diz superintendente No Rio, só há finger no Aeroporto Internacional Tom Jobim. E o Santos Dumont, o mais tradicional da cidade, único que liga o Rio a São Paulo e ponto de embarque e desembarque de nove mil passageiros por dia, também não dispõe do ambulift, considerado por quem usa cadeira de rodas uma boa solução. Já as cadeiras automáticas, reconhece o superintendente do aeroporto, Luiz Carlos Aguieiras, estão indisponíveis mais freqüentemente do que seria desejável. — Se as companhias têm tantos problemas com as cadeiras, que encontrem soluções! Ano passado, Herbert passou pela mesma situação. Outros passageiros também passam. A Infraero tem uma esteira à qual é acoplada a cadeira de rodas. Emprestamos para as empresas. Mas elas não podem se eximir do seu dever — diz Aguieiras, que anuncia a inauguração de oito fingers ali em 2006. Na mesma semana do problema com Herbert, o professor Idari Alves da Silva, de Uberlândia (MG), passou por similar constrangimento no Santos Dumont. Ele veio ao Rio participar do encontro anual do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conad), do qual é membro. Ao embarcar de volta, a TAM não lhe ofereceu a cadeira automática. Idari, que tem alguma mobilidade com as pernas, subiu quase se arrastando: — O DAC precisa obrigar e não só orientar as companhias. Nós pagamos pela passagem o mesmo valor que as pessoas que não têm deficiências. Mas o tratamento não é o mesmo — protesta. DAC: solução é dada pelas companhias O DAC diz que faz a sua parte. De acordo com o órgão, o número de reclamações feitas ao Serviço de Aviação Civil (SAC), nos aeroportos ou pela internet, não corresponde ao total de casos. “Na maioria das vezes a própria empresa aérea, conhecedora de suas obrigações prescritas em legislação, resolve junto aos passageiros as pendências causadas por mau atendimento ou problema operacional. Só quando a empresa não resolve, ou o passageiro sente que deve fazer a reclamação, ela é registrada e gera um processo administrativo no DAC, que investiga o caso e multa a empresa, caso seja constatada a falha”, informa o órgão em nota. Além do transporte inadequado para dentro da aeronave, outro problema freqüente relatado por quem usa cadeira de rodas refere-se às reservas dos assentos das primeiras filas. Para passageiros com dificuldades de locomoção, é importante sentar-se logo na entrada do avião. Apesar de reservar esses lugares, muitos deles não conseguem viajar ali. —- Foi um bocado atribulado meu embarque para Brasília há duas semanas, no Tom Jobim — conta o aposentado Messias Tavares de Souza, tetraplégico, membro do Conad. — Fiz reserva para a primeira fila com a TAM. Ao chegar à aeronave, constatei que não haviam me dado o lugar. Tive que brigar com Varig e TAM, que fazem vôos compartilhados. Nenhuma delas resolvia o problema. O músico Marcelo Yuka, ex-integrante do grupo O Rappa, também relata problemas freqüentes nas viagens que faz a partir do Rio, sobretudo pelo Santos Dumont: — Já tive de enfrentar todo tipo de situação dramática. Quase nunca a cadeira automática está disponível no Santos Dumont ou mesmo no Tom Jobim, quando não há o finger. Além disso, temos direito por lei a um desconto de 80% nas passagens dos acompanhantes. As companhias não informam isso e, por vezes, quando exigimos, dizem não ter conhecimento da lei. É duro. Hélcio Rizzi, assessor técnico da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, ligada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos, conta que a Infraero se comprometeu a atuar junto às companhias e ao DAC para contornar as dificuldades registradas: — É um evidente gargalo no sistema a relação com o deficiente. A norma do DAC hoje vigente não teve força para obrigar as companhias a fazerem a sua parte. As companhias dizem já respeitar a legislação. Os problemas com Herbert e outros deficientes no Santos Dumont, dizem TAM e Varig, foram isolados. A Varig dispõe de três cadeiras automáticas para o acesso às aeronaves. A TAM tem uma. A pane de todas, segundo as empresas, foi excepcional. Quanto
ao problema das reservas nas primeiras filas e de descontos para acompanhantes,
as duas principais companhias aéreas do país disseram que
há, sim, uma orientação aos funcionários para
cumprir a norma. Quando ocorrem problemas na questão da primeira
fila, os comissários, alegam as empresas, solicitam aos ocupantes
que cedam o lugar para os deficientes. O advogado Geraldo Nogueira, que usa cadeira de rodas e é um dos maiores especialistas em direito do deficiente no país, cogita entrar na Justiça com uma ação civil pública contra as companhias aéreas, a exemplo do que já fez com empresas de ônibus: —
Já estou processando a Gol por embarque inadequado — diz.
— Fiz sugestões ao DAC para que haja uma norma tornando obrigatórias
a reserva dos assentos da primeira fila e a gratuidade para acompanhantes
de quem não pode viajar só. Além disso, tem de haver
manutenção das cadeiras. Não queremos ser carregados
como sacos de batatas. Só queremos respeito. LEGISLAÇÃO É REGULAMENTADA POR LULA 03/12/2004 Presidente pede a entidades e a deficientes que fiscalizem cumprimento de normas
— Esta será uma lei que vai pegar, porque ela não é feita por um advogado apenas ou por um ministro. Essa lei é resultado da convergência de anos e anos de experiência de vocês, que nos debates públicos conseguiram consagrar o texto que acabo de assinar. Vocês têm agora a responsabilidade de fazer com que este decreto seja cumprido em sua plenitude — disse Lula, acrescentando que as pessoas precisam “ficar no pé das prefeituras e dos governos dos estados” para que a lei seja cumprida. O presidente disse que, a partir de agora, os bancos federais vão exigir no financiamento de projetos que os interessados — empresas, prefeituras ou governos estaduais — se enquadrem na legislação, de forma a garantir aos portadores de deficiência “a cidadania a que todo ser humano tem direito”. Para Lula, a garantia dos direitos das pessoas portadoras de deficiência é mais uma questão cultural do que de lei. No início do discurso, em frente a uma platéia composta de portadores das mais diversas deficiências, o presidente cometeu uma gafe. Bastante gripado e limpando o nariz freqüentemente, Lula reclamou da coriza: — Eu não sei se vocês perceberam, estou portador de uma deficiência nasal, que está insuportável — disse. Durante parte da solenidade, Eduarda do Vale Lopes, de 2 anos, ficou no colo do presidente. Ela foi à solenidade acompanhada da avó, a professora aposentada Tânia do Vale Botelho, e da tia Karla do Vale Bastos Botelho, portadora de deficiência. Segundo a avó, Eduarda é fã de Lula e disse ao presidente que votou nele. Depois da solenidade, o presidente vistoriou uma perua e um ônibus adaptados para transportar pessoas que usam cadeiras de rodas. No final, Lula pediu o testemunho de Idari Alves da Silva, do conselho de apoio aos portadores de deficiência de Uberlândia. O presidente sugeriu que ele dissesse aos jornalistas qual a sua impressão sobre os dois carros. — Isso é o verdadeiro significado da liberdade — afirmou. Jornal O Dia 09/06/04 Esperança
para voltar a andar Os cientistas utilizaram células de Schwann (CS) – que recobrem os nervos do sistema nervoso periférico – combinadas com as substâncias AMP cíclico, molécula presente no organismo e que participa de diferentes reações intracelulares, e o medicamento Rolipram, usado normalmente como antidepressivo. “Foram dois anos de intenso trabalho”, conta Francisco. As células e o AMP cíclico foram injetados na medula lesionada dos ratos, enquanto o Rolipram foi administrado nas duas semanas seguintes à lesão. Os animas foram divididos em sete grupos e receberam diferentes tratamentos. “A melhor recuperação da capacidade motora se deu no grupo em que administramos as células de Schwann associada às duas substâncias”, conta o professor. “Nós conseguimos uma melhora de 70% nos movimentos dos animais, dos membros posteriores. Dentro de uma escala que vai até 21, esses animais conseguiram nota 14”, explicou o professor Francisco. Médico crê que remédio será usado em humanos As células usadas nos enxertos nos ratos também existem no corpo humano. Apesar dos resultados positivos, experiências deste tipo em humanos ainda deverão levar algum tempo. “Abrimos um espaço importante para que novas pesquisas sejam realizadas. Creio que em pouco tempo o Rolipram seja mais um medicamento no arsenal terapêutico em pacientes com lesão medular." “A vantagem dessa técnica é que você pode usar um nervo do próprio paciente para fazer um enxerto nele mesmo”, completou o professor. O artigo assinado pelos cientistas, em que é descrito o avanço nessa área, acaba de ser publicado na revista científica Nature Medicine, dos EUA. Rede SACI Cascavel-RJ, 13/02/2003 A APOSENTADORIA POR INVALIDEZ NÃO PERMITE TRABALHO EM PARALELO Enio Rodrigues da Rosa e Maria Filomena C. André São grandes as dificuldades de inserir no mercado de trabalho as pessoas com deficiência. A histórica condição de exclusão, o preconceito ainda existente, a concepção de inutilidade, entre outros fatores, são responsáveis pela elevada taxa de desemprego deste segmento. Conforme registra José Pastore (2000, p. 07): O Brasil possui uma das maiores populações de portadores de deficiência do mundo (16 milhões de pessoas) e uma das menores taxas de participação no mercado de trabalho. Segundo estimativas disponíveis, 9 milhões estão em idade de trabalhar. Destes, os que trabalham no mercado formal somam cerca de 2%, enquanto nos países mais avançados essa proporção fica entre 30% e 45%. Outro elemento determinante que reduz a capacidade de inserção no mundo do trabalho é o fato da pessoa aposentada por invalidez não poder trabalhar sob pena de ter cancelado o benefício. Essa proibição legal coloca a pessoa na difícil situação de ter que optar entre a "segurança" do recebimento mensal de uma aposentadoria irrisória, que não atende todas as suas necessidades e a insegurança de um emprego instável. Se abrir mão da aposentadoria, voltando à ativa, corre o risco de ser demitida a qualquer momento, uma vez que não tem nenhuma garantia da manutenção do emprego. Nessa situação e diante dos obstáculos para conquista de uma nova vaga, essa pessoa certamente ficará na condição de miserável. Não se pode olvidar, também, o fato de que muitas pessoas com deficiência necessitam de apoios, medicamentos, auxílio de terceiros, etc., para sobreviver. Assim, aproveitando o ensejo das discussões sobre a possível reforma da Previdência Social, propõe-se uma reflexão: a possibilidade da flexibilização da Lei, de modo a permitir que uma pessoa aposentada por invalidez possa voltar a trabalhar sem perder direito ao benefício. É assim que a Lei n. 8.213/91, nos seus artigos 46 e 47 dispõe sobre a questão: Art. 46 O aposentado por invalidez que retornar voluntariamente à atividade terá sua aposentadoria automaticamente cancelada, a partir da data do retorno. Art. 47. Verificada a recuperação da capacidade de trabalho do aposentado por invalidez, será observado o seguinte procedimento: I - quando a recuperação ocorrer dentro de 5 (cinco) anos, contados da data do início da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a antecedeu sem interrupção, o benefício cessará: a) de imediato, para o segurado empregado que tiver direito a retornar à função que desempenhava na empresa quando se aposentou, na forma da legislação trabalhista, valendo como documento, para tal fim, o certificado de capacidade fornecido pela Previdência Social; ou b) após tantos meses quantos forem os anos de duração do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez, para os demais segurados; II - quando a recuperação for parcial, ou ocorrer após o período do inciso I, ou ainda quando o segurado for declarado apto para o exercício de trabalho diverso do qual habitualmente exercia, a aposentadoria será mantida, sem prejuízo da volta à atividade: a) no seu valor integral, durante 6 (seis) meses contados da data em que for verificada a recuperação da capacidade; b) com redução de 50% (cinqüenta por cento), no período seguinte de 6 (seis) meses; c) com redução de 75% (setenta e cinco por cento), também por igual período de 6 (seis) meses, ao término do qual cessará definitivamente. Mesmo a Lei garantindo ao assegurado a possibilidade de continuar recebendo o benefício durante 18 meses, numa escala decrescente dos valores, ao término do período o benefício cessa deixando-o, a partir de então, a mercê de um mercado extremamente competitivo que não leva em consideração o fato da pessoa possuir uma limitação física, mental ou sensorial, importando apenas a produtividade e a lucratividade do capital. Neste caso, uma das alternativas seria acabar com a proibição automática da cessação do benefício, criando uma flexibilização que garantisse a opção para o aposentado por invalidez que desejasse se reinserir no mercado produtivo de trabalho. Assim, caso uma pessoa fizesse a escolha pelo retorno ao trabalho, mesmo após a sua dispensa do emprego, seria assegurado a continuidade do recebimento do benefício. Em resumo: significaria apenas a suspensão do pagamento do benefício durante o tempo em que a pessoa estivesse trabalhando. Dessa forma, a suspensão do pagamento do benefício ocorreria mediante apresentação, ao órgão competente, de documento da empresa comprovando a contratação do beneficiário. Já a autorização para o retorno, após a apresentação, pelo próprio beneficiário, do documento de dispensa do emprego. Esta flexibilização poderá trazer benefícios tanto para o segurado, como para a própria Previdência Social, uma vez que empregado, além de não receber a totalidade do benefício, em certos casos, na condição de trabalhador da ativa contribuirá com os cofres da Previdência, ajudando assim a superar o déficit. Quanto ao recebimento da totalidade ou não do benefício durante o tempo em que estiver empregado, uma alternativa seria adotar uma tabela progressiva que atingisse no máximo 50% do valor. A defesa de tal proposta pode parecer um privilégio, mas quem conhece a realidade das pessoas com deficiência sabe que parte desse segmento necessita de apoios, recursos auxiliares adaptativos que, além de não serem comuns para as demais pessoas, normalmente não são garantidos pelo Estado, muito embora assegurados em Leis. Por isso, a idéia de um valor que atinja no máximo 50% do valor do benefício cuja concessão seria estudada caso a caso, dependendo da real necessidade da pessoa. Portanto, não se pretende aqui expor os mecanismos para viabilizar tal idéia, pois isto demandaria estudos técnicos que pudessem ao final dizer se o benefício continuaria sendo uma aposentadoria custeada com os recursos da própria Previdência Social, ou transformado num seguro permanente custeado com os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, por exemplo. O que importa neste momento, em linhas gerais, é estimular uma discussão que não deve ser vista pela sociedade como uma questão menor. Não se pretende, também, entrar nos infindáveis debates jurídicos e filosóficos, se é ou não legal, moral ou ético. Entende-se que é possível, basta vontade política. Alguns sustentam que essa proposição não tem fundamento, uma vez que o retorno ao trabalho por si só representaria o fim da invalidez. Ora, em inúmeras situações o termo invalidez parece totalmente impróprio, pois coloca na mesma condição pessoas com características e possibilidades físicas, mentais e sensoriais totalmente diferentes, inclusive em termos laborais. Todos nós sabemos que se houvesse neste País um serviço sério de reabilitação/recolocação no trabalho, com qualidade e verdadeiramente comprometido com a reinserção social dessas pessoas, a começar pelos da própria Previdência Social, grande parte das pessoas hoje consideradas inválidas pelas perícias médicas, poderiam perfeitamente estar exercendo uma atividade profissional, contribuindo com a formação da riqueza do País e tornando-se menos inúteis aos olhos da sociedade. É por isso que aqui resumidamente não interessa se legal ou moralmente, a pessoa continuará sendo considerada inválida após a modificação da Lei. Entende-se que existe um fato concreto que não tem retórica ou sofisma capaz de destruir. Exemplificando: quem foi aposentado por invalidez porque adquiriu cegueira e continua sendo cego, não deve perder o benefício, já que a base real sob a qual foi concedido o benefício (a cegueira) ainda continua presente. Mas alguém poderá argumentar que a base real não foi a cegueira e sim a incapacidade para o trabalho que a deficiência produziu na pessoa.. Não foi a incapacidade que o tornou cego, mas a cegueira que o tornou incapaz, assim a incapacidade é decorrente da cegueira, e não o inverso. Deste modo, o antes considerado inválido por ter adquirido a cegueira, não poderia ser considerado capaz se retornou ao trabalho continuando cego, do contrário poder-se-ia dizer que a incapacidade atribuída não existia, pois como pode alguém ser considerado incapaz para o trabalho por ser cego hoje, e amanhã deixar de ser incapaz mesmo continuando cego? Parece que o problema aqui é mais complexo: por que reabilitar e recolocar no trabalho se existe mão-de-obra abundante "capaz" sobrando? Atualmente, diante das inúmeras possibilidades de recursos técnicos/adaptativos disponíveis e das inúmeras possibilidades de trabalho existentes, nenhuma pessoa, por qualquer razão deveria ser considerada inválida ou incapaz para o trabalho. Todos nós sabemos que a questão central não é a invalidez ou a incapacidade dessas pessoas, mas sim a incapacidade de um sistema que não consegue gerar emprego para todos. Estabelece o art. 3º, IV da Constituição Federal: Constituem objetivos fundamentais da Republica Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Diante disso, questiona-se: quem é o incapaz? O Estado ou as pessoas que, em regra, nada mais são do que vítimas de um sistema que mesmo fazendo um discurso a favor da inclusão, na prática cria todos os tipos de obstáculos de acesso e permanência no trabalho, base fundamental de subsistência de qualquer pessoa, especialmente numa sociedade de consumo. Sustentar que os aposentados por invalidez continuem com o direito de retornar ao benefício no caso de dispensa do emprego, pode parecer, para alguns, privilégio. No entanto, assevera-se que apesar do discurso em favor da empregabilidade das pessoas com deficiência, grande maioria dos empresários somente contrata por força de Lei, sendo que essas pessoas são dispensadas do trabalho com uma freqüência muito maior; quanto ao privilégio, basta ampliar a visão e constatar o que de fato é privilégio neste País. Reflitamos sobre o assunto. Jornal O Dia - 06/05/04 Táxis são adaptados para deficientes RIO
- A prefeitura apresentou nesta quinta-feira protótipo do táxi
adaptado para melhor acomodar portadores de deficiências ou pessoas
com dificuldades de locomoção. Sexo
e Deficiência
Muitas pessoas, por não saberem como funciona o corpo de um
(d)Eficiente lesionado da coluna (PARAPLÉGICOS, TETRAPLÉGICOS)
após suas lesões, acabam na sua maioria fazendo comentários
preconceituosos, maliciosos e maldosos em relação a
um CADEIRANTE; isso, por serem leigas. ""
Sent: Tuesday, February 04, 2003 6:52 PM
-------------------------------------------------------------------------------- -----
Original Message -----
-------------------------------------------------------------------------------- ABAIXO,
ALGUNS EXEMPLOS DE MASSAGEADORES VIBRATÓRIOS Link onde os massageadores acima podem ser encontrados:http://www.saudestore.com.br/
FONTE : Voltar
|
||||