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O
que é Deficiência Mental
A
deficiência mental se caracteriza por uma redução
generalizada da capacidade intelectual, que compromete o desenvolvimento
cognitivo global do indivíduo.
Essa redução da capacidade mental é quantificada
através de testes que avaliam o chamado Coeficiente de Inteligência,
mais popularmente conhecido com Teste de QI. A deficiência mental
é caracterizada por um QI menor que 70.
A identificação da deficiência mental é precoce,
e é feita em geral no primeiro ano de vida. No caso de algumas
síndromes genéticas pode identificada por testes durante
a gestação
Deficiência
Mental não é o Fim do Mundo
O
deficiente mental não é uma pessoa inútil e incapaz.
Nós podemos ser seu amigo e companheiro. Ele tem condições
de relacionar-se, brincar, conversar, etc., conosco. Isso só o
ajudará a melhorar a sua integração em nosso meio.
Não sinta “pena” do deficiente mental. Ele não
precisa disto, mas sim de oportunidade para demonstrar o que é
capaz de realizar.
Deficiência
Mental “Não Pega”
A
maioria das pessoas fica sem jeito de aproximar-se do deficiente mental,
com medo de ser contagiada pela “doença”. Deficiência
mental não é doença, é uma condição
especial de desenvolvimento de uma pessoa, por isso não “passa”
de um indivíduo para outro. Você já ouviu falar de
alguém que ficou “doente” só porque abraçou
um deficiente mental?
Respeite
o Deficiente Mental!
O
deficiente mental tem os mesmos sentimentos que qualquer indivíduo
possui. E, como qualquer um de nós, ele percebe tudo o que se passa
ao seu redor. A aparência ou os aspectos diferentes que o deficiente
mental pode apresentar, não significa que necessitamos tratá-lo
de modo diferente, muito menos com medo ou desrespeito. Tratá-lo
assim, só o deixaria magoado e triste.
Não
Fuja do Deficiente Mental!
Sempre
que encontrar um deficiente mental não se afaste dele, não
tenha medo de chegar perto dele. Ao contrario, converse com ele como se
fosse qualquer outro coleguinha seu. Você vai perceber que isso
é muito simples. É importante que nos aproximemos dele com
naturalidade. Trata-lo de igual para igual é importantíssimo
para a sua integração social e para a sua auto-estima.
Você
pode Auxiliar o Deficiente Mental
Se
você conhece um deficiente mental ou tem, um coleguinha assim, procure
conhecer as suas habilidades, suas formas de reagir, seus desejos, suas
necessidades e também as suas dificuldades.
Aproxime-se
do deficiente mental. Converse com ele, brinque e seja seu amigo. Não
será difícil agir assim. Basta apenas tentar!
Se
precisar ajuda-lo a fazer as atividades da aula, faça isso! Explique
quantas vezes for preciso, seja paciente! Mas deixe que ele mesmo faça
o que lhe foi designado, pois assim você estará respeitando
suas limitações e tratando-o como qualquer outro colega.
Não
Assuma a Dificuldade do Deficiente Mental!
Não
tente enganar o deficiente mental. Se ele não puder participar
de alguma brincadeira que você gosta, em outro momento brinque com
uma atividade em que ele também possa participar. Assim, você
estará sendo justo, dando oportunidade para que o deficiente mental
participe com você e desfrute de muitas brincadeiras agradáveis
que juntos poderão descobrir. Isso significa que você não
assumiu as dificuldades dele, mas sim que acredita na capacidade e habilidades
que ele possui.
Causas
e Fatores de Risco
Inúmeras
causas e fatores de risco podem levar à Deficiência Mental,
mas é muito importante ressaltar que muitas vezes não se
chega a estabelecer com clareza a causa da Deficiência Mental.
Fatores de Risco e Causas Pré Natais - São
os fatores que incidirão desde a concepção até
o início do trabalho de parto, e podem ser:
- Desnutrição
materna;
- Má
assistência à gestante;
- Doenças
infecciosas na mãe: sífilis, rubéola, toxoplasmose;
- Fatores
tóxicos na mãe: alcoolismo, consumo de drogas,
efeitos colaterais de medicamentos (medicamentos teratogênicos),
poluição ambiental, tabagismo;
- Fatores
genéticos: alterações cromossômicas
(numéricas ou estruturais), ex.:síndrome de down, síndrome
de matin bell; alterações gênicas, ex.:erros inatos
do metabolismo (fenilcetonúria), síndrome de williams,
esclerose tuberosa, etc.
Fatores de Risco e Causas Peri-Natais - São os fatores
que incidirão do início do trabalho de parto até
o 30º dia de vida do bebê, e podem ser:
- Má
assistência ao parto e traumas de parto;
- Hipóxia
ou anóxia (oxigenação cerebral insuficiente);
- Prematuridade
e baixo peso (PIG - Pequeno para idade Gestacional).
- Icterícia
grave do recém nascido - kernicterus (incompatibilidade RH/ABO)
Fatores de Risco e Causas Pós-Natais - Aqueles
que incidirão do 30º dia de vida até o final da adolescência
e podem ser:
- Desnutrição,
desidratação grave, carência de estimulação
global;
- Infecções:
meningoencefalites, sarampo, etc;
- Intoxicações
exógenas (envenenamento): remédios, inseticidas, produtos
químicos (chumbo, mercúrio);
- Acidentes:
trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas,
etc.
- Infestações:
neurocisticircose (larva da Taenia Solium).
O
atraso no desenvolvimento dos portadores de Deficiência Mental pode
se dar em nível neuro-psicomotor, quando então a criança
demora em firmar a cabeça, sentar, andar, falar. Pode ainda dar-se
em nível de aprendizado com notável dificuldade de compreensão
de normas e ordens, dificuldade no aprendizado escolar. Mas, é
preciso que haja vários sinais para que se suspeite de Deficiência
Mental e, de modo geral, um único aspecto não pode ser considerado
indicativo de qualquer deficiência.
A
avaliação da pessoa deve ser feita considerando-se sua totalidade.
Isso significa que o assistente social, por exemplo, através do
estudo e diagnóstico familiar, da dinâmica de relações,
da situação do deficiente na família, aspectos de
aceitação ou não das dificuldades da pessoa, etc.
analisará os aspectos sócio-culturais.
O
médico, por sua vez, procederá ao exame físico e
recorrerá a avaliações laboratoriais ou de outras
especialidades. Nesse caso, serão analisados os aspectos biológicos
e psiquiátricos. Finalmente psicólogo, através da
aplicação de testes, provas e escalas avaliativas especificas,
avaliará os aspectos psicológicos e nível de Deficiência
Mental.
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SÍNDROMES
GENÉTICAS
A
Síndrome de Down e a do X-Frágil são
os exemplos mais comuns de causas genéticas da deficiência
mental. Mas ela também pode ser devida a desordens do desenvolvimento
embriológico ou outros distúrbios estruturais e funcionais
de origem diversas e que reduzem a capacidade operacional do cérebro.
Algumas
desordens cromossômicas causadoras da deficiência mental são:
Síndrome
de Down
Diferente do que muitas pessoas pensam, a síndrome de Down é
uma alteração genética que ocorre por ocasião
da formação do bebê, no início da gravidez.
Sua primeira descrição clínica foi publicada em 1866
por Langdon Down. É também chamada de mongolismo devido
à aparência facial de seus portadores.
O
grau de deficiência mental provocada pela síndrome é
variável, e deve depender do grau de ativação dos
genes que controlam a proteínas sinápticas. O QI pode variar
bastante, atingindo valores inferiores a 40.
As
habilidades visuais estão relativamente preservadas, em contraste
com um maior compromentimento da linguagem. As interações
sociais podem se desenvolver bem e o jogo simbólico pode estar
preservado. Entretanto, pode-se observar, também, distúrbios
psiquiátricos tais como, hiperatividade, depressão, distúrbios
de conduta, etc. As
crianças Down apresentam dificuldades na compreensão de
conceitos matemáticos, mesmo quando seu QI é praticamente
normal.
É a síndrome genética causadora de deficiência
mental mais estudada e é devida à trissomia do cromossomo
21, isto é, as células do portador da síndrome contém
um cromossomo 21 a mais. Essa trissomia pode ser total ou parcial. Nesse
caso, apenas uma parte do cromossomo não se separa durante a meiose.
A síndrome se caracteriza por um quadro bastante variado de comprometimento
de vários orgão e sistemas.
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X-
Frágil
As pessoas com a Síndrome do X Frágil, na maioria das vezes,
não são identificadas pelas suas características
clínicas. Portanto, o teste laboratorial para diagnóstico
da síndrome está indicado sempre que a pessoa tiver comprometimento
intelectual de causa desconhecida, seja menino ou menina.
O diagnóstico é realizado pelo estudo do DNA para detectar
a Síndrome do X Frágil. É feito através de
amostra de sangue, analisada em laboratório de genética.
Este teste identifica tanto portadores de pré-mutação
como de mutação completa. Se o resultado do teste for positivo,
deve-se procurar aconselhamento genético. Quando se sabe que um
membro da família é portador da síndrome, os outros
familiares devem ser testados.
Mulheres que pretendem engravidar devem fazer o teste, se qualquer membro
da família apresentar traços característicos do X
Frágil. O planejamento familiar precisa considerar os riscos de
transmissão do gene alterado. O diagnóstico pré-natal
já pode ser realizado. O estudo do DNA das células das vilosidades
coriônicas, permite o diagnóstico de fetos portadores da
mutação completa no primeiro trimestre de gestação.
Só
o diagnóstico conclusivo permite definir estratégias de
atendimento mais adequadas para o desenvolvimento dos indivíduos
afetados pela Síndrome do X Frágil. Aspectos
sociais e de saúde pública são relevantes e confirmam
a necessidade de diagnóstico preciso e precoce. Na
Síndrome do X Frágil prevenção é o
melhor tratamento.
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Síndrome
de Turner
A Síndrome de Turner é uma anomalia cromossômica que
afeta aproximadamente 1:2000 nascimentos com fenótipo feminino.
Nos últimos anos essa incidência vem se mantendo e o que
tem mudado são os conceitos novos em termos de diagnóstico
pré-natal, no diagnóstico pós-natal: indicação
e novas técnicas de análise do cariotipo, terapia hormonal
de baixa estatura, insuficiência ovariana e os avanços da
fertilização "in vitro", tem grandemente melhorado
a perspectiva em termos de crescimento, desenvolvimento sexual e a possibilidade
da maternidade.
Permanecem as indicações de pesquisa de Síndrome
de Turner nas crianças que apresentam estigmas da síndrome
com baixa estatura e infantilismo sexual. Hoje, pelo reconhecimento da
grande variabilidade clínica, dependente da anomalia cromossômica
observada (transparência de X e hipogonadismo), as indicações
foram estendidas a:
- Portadores
de cardiopatia congênita do lado esquerdo: principalmente, coarctação
da aorta e hipoplasia das ...câmaras
esquerdas.
- Baixa estatura sem causa reconhecida.
- Amenorréia secundária.
- Esterilidade sem causa reconhecida.
A
baixa estatura é um dos sinais clínicos mais constantes
na Síndrome de Turner, afetando 95% dos seus portadores. O
déficit de crescimento na Síndrome de Turner pode começar
intra- útero, com altura média ao nascer 3 cm abaixo da
média normal para a idade gestacional e com desaceleração
pós-natal.
Deve
ser enfatizado que a maioria das crianças com Síndrome de
Turner podem ser saudáveis, felizes e membros produtivos da sociedade.
Leia
mais no Link: Sindrome
de West
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Síndrome
de Prader-Willi
A Síndrome de Prader-Willi é um defeito que pode afetar
as crianças independentemente do sexo, raça ou condição
social, de natureza genética e que inclui baixa estatura, retardo
mental ou transtornos de aprendizagem, desenvolvimento sexual incompleto,
problemas de comportamento característicos, baixo tono muscular
e uma necessidade involuntária de comer constantemente, a qual,
unida a uma necessidade de calorias reduzida, leva invariavelmente à
obesidade.
Mesmo estando a Síndrome de Prader-Willi associada a uma anomalia
no cromossomo 15 (em 70% dos portadores), ainda não está
pode ser considerada como uma condição absolutamente hereditária.
Ates disso, é preferível considerá-la um defeito
genético espontâneo que se dá durante algum momento
da concepção.
Assim
sendo, a pessoa nasce com a síndrome, a qual acompanha seus portadores
durante toda a vida. Até hoje não se tem descoberto a causa
que a origina, nem as possibilidades de cura.
Estudos
com DNA têm demonstrado que na Síndrome de Prader-Willi o
cromossomo 15 aberrante é sempre, de origem paterna, sugerindo
que a presença do gene/genes do cromossomo paterno é necessária
para evitar a síndrome. O risco de repetição numa
mesma família e baixo, menos que 0,1%. Quase invariavelmente só
tem um membro de a família afetado, e os irmãos e irmãs
também não transmitem a doença.
quadro clínico da Síndrome de Prader-Willi varia de paciente
a paciente e mesmo de acordo com a idade. No período neonatal encontramos,
usualmente, severa hipotonia muscular, baixo peso e pequena estatura.
Devidas às dificuldades em sugar e deglutir, são muito comuns
dificuldades alimentares nesta fase da vida.
Essa
hipotonia persiste como sintoma evidente durante toda a infância.
O diagnóstico da síndrome pode ser difícil até
os 2 anos, quando então surge a hiperfagia e obesidade, facilitando
o esclarecimento da natureza da doença.
A
maioria dos portadores tem (não necessariamente todos) os seguintes
sintomas; Hipotonia infantil, que melhora com a idade, chegando a caminhar
até os 2 anos.
Apresentam
problemas de aprendizagem e dificuldade para pensamentos e conceitos abstratos.
A Síndrome de Prader-Willi é responsável por cerca
de 1% dos casos de retardo mental (Bray e colaboradores, 1983, Zellweger
e Soyer, 1979).
O
comprometimento intelectual pode assumir na criança pequena um
quadro de retardo no desenvolvimento. O QI em pacientes mais velhos varia
muito, porém, freqüentemente está em torno dos 60.
Alguns pacientes apresentam inteligência limítrofe (subnormais)
ou em faixas borderline da normalidade mas, de regra, todos apresentam
dificuldades de aprendizagem.
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Síndrome
de Angelman
É um distúrbio neurológico que também causa
Retardo Mental, alterações do comportamento e algumas características
físicas próprias. A Síndrome de Alageman é
uma doença genética pouco divulgada. Esse desconhecimento
compromete substancialmente o diagnóstico por parte dos profissionais
da saúde infantil e mesmo da neuro-psiquiatria.
Os
portadores de SA apresentam, com freqüência, sintomas comuns
aos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, além de retardo mental
de nível grave, sintomas autísticos, comprometimento ou
ausência da fala , epilepsia e retardo psicomotor .
Nas crianças que já andam, o que chama atenção
são os movimentos trêmulos e imprecisos, o andar desequilibrado,
com as pernas abertas e com os bracinhos afastados do corpo. Abrir os
bracinhos pode ser uma tentativa do paciente em melhorar seu equilíbrio.
O
comportamento no paciente com Síndrome de Angelman se caracteriza
por expansividade e riso fácil e freqüente. A comunicação
é bastante prejudicada em virtude da capacidade reduzida da expressão
pela fala. A Síndrome de Angelman pode ser confundida com Deficiência
Mental de causa indeterminada, Autismo Infantil ou Paralisia Cerebral.
Caracterísiticas da Síndrome de Angelman:
- Atraso na aquisição motora (sentar, andar, etc.)
- Ausência da fala
- Andar desequilibrado, com pernas afastadas e esticadas
- Natureza afetiva e risos freqüentes
- Sono entrecortado e difícil
- Redução do tamanho da cabeça e achatamento de sua
porção posterior.
Características faciais:
- boca grande, protusão da língua, queixo proeminente, lábio
superior fino, dentes espaçados.
Características cutâneas:
- redução da pigmentação, cabelos finos e
loiros, pele mais clara, olhos claros.
- Estrabismo (40% dos casos).
- Desvio na coluna (10%).
- Crises epilépticas, especialmente ausências, associadas
a padrão característico do eletroencefalograma (EEG).
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Síndrome
de Willians
É
uma das mais bem estudadas síndromes genéticas causadoras
de deficiênica mental. Está ligada a deleções
do cromossomo 7, que alteram a funcionalidade de inúmeros genes,
incluindo aqueles produtores de elastina.
As
alterações do gene da elastina são responsáveis
pelos efeitos sobre os sistema cardiovascular, mas parecem não
estarem ligados aos déficits cerebrais. Estes devem ocorrer a partir
das alterações envolvendo outros genes localizado próximos
ao gene da elastina.
As
alterações gênicas promovem uma redução
do volume cerebral em cerca de 20%, mas preserva estruturas fronto-límbica-cerebelares.
A redução do volume cerebral se faz principalmente às
custas da diminuição da substância branca.
A principal característica da síndrome de Willians é
uma performance em linguagem e música muito superior àquelas
ligadas a atividades visuoespaciais. Esse padrão decorre do tipo
de comprometimento cerebral, caracterizado por uma redução
importante de áreas visuais posteriores, e uma aparente preservação
de circuitos fronto-temporo-cerebelares que podem estar associados aos
sistemas de linguagem.
O
grau de deficiência mental é de leve a moderado. Embora experimentem
um retardo na aquisição da linguagem e habilidades motoras,
exibem depois um vocabulário em geral mais rico do que os indivíduos
normais. A capacidade de manuseio semântico e sintático se
aproxima muito do normal, em contraste com suas deficiências importantes
em processamento visual e espacial.
Em
contraste com o bom desenvolvimento da linguagem oral, os portadores da
síndrome mostram dificuldades no aprendizado da leitura e escrita.
Eles também têm problemas em copiar, produzir e entender
diagramas. Suas habilidades matemáticas estão comprometidas.
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Autismo
Autismo
é uma desordem na qual uma criança jovem não pode
desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo
compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência
normal.
O
autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão
cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham
essas doenças.
Sinais
de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes
dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes
mais comum em meninos do que em meninas.
A
causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos
idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética,
porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um.
Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia,
alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por
exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão
citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada
de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).
Uma
criança autista prefere estar só, não forma relações
pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho,
resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos
familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança
pode começar a falar depois de outras crianças da mesma
idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir
- por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos
com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender
o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela
(ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando
o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.
Sintomas
de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico,
que é feito através da observação. Embora
nenhum teste específico para autismo esteja disponível,
o médico pode executar certos testes para procurar outras causas
de desordem cerebral.
A
maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual,
assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples.
Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças
autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades
motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão
de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças
com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do
que 70).
Entre
20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas
com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes
da adolescência.
Algumas
crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais
que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos
com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar
anormalidades cerebrais adicionais.
Uma
variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental
pervasiva de início na infância ou autismo atípico,
pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim
como a criança com autismo de início precoce, a criança
com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais
normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões
anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome
de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.
Assim,
pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas
condições.
Prognóstico
e tratamento: Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo
de toda a vida.
Muitos
especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado
a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até
os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência
subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão
- provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo
integral quando adultos.
Crianças
autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente
se beneficiam de psicoterapia e educação especial.
Fonoterapia
é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.
A
linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação
com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos.
Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas
a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil
quando uma criança autista testar a paciência de até
mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.
Algumas
medicações às vezes são úteis, embora
elas não possam mudar a desordem subjacente. Haloperidol é
usado principalmente para controlar um comportamento severamente agressivo
e autodestrutivo.
Fenfluramina,
buspirona, risperidona e os inibidores de recaptação de
serotonina (fluoxetina, paroxetina, e sertralina) são todos usados
para tratar os vários sintomas e comportamentos de crianças
autistas
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Distúrbios
Estruturais, Desenvolvimento e / ou Funcionais
Epilepsia
É
uma alteração temporária e reversível do funcionamento
do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas
ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos,
uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos
a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será
chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada.
Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de
epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância
se a crise for menos aparente.
Por se tratar de um distúrbio da atividade elétrica
cerebral, pode levar a dificuldades cognitivas, que se severas caracterizam
um quadro de deficiência mental. Além disso, encontra-se
associada muitas vezes a outras patologias que resultam anomalidades estruturais
do cérebro. Nessas condições atua como um fator coadjuvante
na promoção da redução da capacidade de processamento
cerebral. Outras vezes, está associada a alterações
de canais iônicos da membrana neural, e portanto tem uma origem
em alterações da expressão gênica, que pode
ser hereditária no sentido clássico de ser determinada por
genes mutantes que se fixam em uma linhagem, ou por genes variantes que
migram na população ao saber dos casamentos realizados.
Por esses motivos, existe uma tendência de relatos de sua ocorrência
em membros da família
Sintomas: Em crises de ausência, a pessoa apenas
apresenta-se "desligada" por alguns instantes, podendo retomar
o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente
experimenta sensações estranhas, como distorções
de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do
corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago,
ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência,
a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio,
enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits
de memória. Tranqüilize-a e leve-a para casa se achar necessário.
Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência
e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo
tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises.
Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência,
são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.
Causas: Muitas vezes, a causa é desconhecida,
mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente
ou não. Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas,
tumores e outras doenças neurológicas também facilitam
o aparecimento da epilepsia.
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Microcefalia
A microcefalia é um defeito no crescimento do cérebro.
O cérebro (parte mole) está contido dentro do crânio
(parte óssea). O crânio de um bebê, ao nascer, é
formado por vários ossos interligados, mas não soldados.
O cérebro consegue crescer porque as suturas que os ligam ainda
não estão soldados. Caso se fechem precocemente ocorre o
que se chama de craniossinosteose. A calota óssea do crânio
acaba impedindo que o cérebro cresça, trazendo conseqüências
graves para a criança. É a principal causa da microcefalia
(tamanho do crânio abaixo do normal).
O pediatra deve medir o perímetro cefálico (circunferência
do crânio) do bebê no nascimento e mensalmente, até
que ele complete um ano. Esse é o período de maior aceleração,
de toda a vida da pessoa. O perímetro cefálico (pc) aumenta
dois centímetros por mês, no primeiro trimestre de vida;
um centímetro por mês, no segundo trimestre e meio centímetro
por mês, no segundo semestre, crescendo, portanto, 12 centímetros
no primeiro ano, o que corresponde a cerca de 80% do seu total.
A
chamada moleira (fontanela anterior) fecha a partir de mais ou menos seis
meses a um ano e meio. É um dado a mais a ser observado, embora
esse tempo de fechamento varie muito de criança para criança.
O pc é o parâmetro clínico mais importante.
Outro
dado a que o pediatra deve ficar atento é para a simetria do crânio,
já que nem sempre todas as suturas estão fechadas por igual.
Por
outro lado, algumas doenças, além da microcefalia, são
acompanhadas de outras deformidades como, por exemplo, a sindactilia (fusão
dos dedos das mãos) ou deformidade facial.
São
síndromes que, além dos sintomas próprios da microcefalia
(retardo mental, convulsão, etc.), agregam outras anomalias.
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Esquizofrenia
É uma doença da personalidade total que afeta a
zona central do eu e altera toda estrutura vivencial. Culturalmente o
esquizofrênico representa o estereotipo do "louco", um
indivíduo que produz grande estranheza social devido ao seu desprezo
para com a realidade reconhecida.
A esquizofrenia pode desenvolver-se gradualmente, tão lentamente
que nem o paciente nem as pessoas próximas percebem
que algo vai errado: só quando comportamentos abertamente desviantes
se manifestam. O período entre a normalidade e a doença
deflagrada pode levar meses.
Por outro lado há pacientes que desenvolvem esquizofrenia rapidamente,
em questão de poucas semanas ou mesmo de dias. A pessoa muda seu
comportamento e entra no mundo esquizofrênico, o que geralmente
alarma e assusta muito os parentes.
Não há uma regra fixa quanto ao modo de início: tanto
pode começar repentinamente e eclodir numa crise exuberante, como
começar lentamente sem apresentar mudanças extraordinárias,
e somente depois de anos surgir uma crise característica.
Geralmente a esquizofrenia começa durante a adolescência
ou quando adulto jovem. Os sintomas aparecem gradualmente ao longo de
meses e a família e os amigos que mantêm contato freqüente
podem não notar nada. É mais comum que uma pessoa com contato
espaçado por meses perceba melhor a esquizofrenia desenvolvendo-se.
Geralmente os primeiros sintomas são a dificuldade de concentração,
prejudicando o rendimento nos estudos; estados de tensão de origem
desconhecida mesmo pela própria pessoa e insônia e desinteresse
pelas atividades sociais com conseqüente isolamento. A partir de
certo momento, mesmo antes da esquizofrenia ter deflagrado, as pessoas
próximas se dão conta de que algo errado está acontecendo.
Nos dias de hoje os pais pensarão que se trata de drogas, os amigos
podem achar que são dúvidas quanto à sexualidade,
outros julgarão ser dúvidas existenciais próprias
da idade.
A permanência da dificuldade de concentração
levará à interrupção dos estudos e perda do
trabalho. Aqueles que não sabem o que está acontecendo,
começam a cobrar e até hostilizar o paciente que por sua
vez não entende o que está se passando, sofrendo pela doença
incipiente e pelas injustiças impostas pela família. É
comum nessas fases o desleixo com a aparência ou mudanças
no visual em relação ao modo de ser, como a realização
de tatuagens, piercing, cortes de cabelo, indumentárias estranhas
e descuido com a higiene pessoal. Desde o surgimento dos hippies e dos
punks essas formas estranhas de se apresentar, deixaram de ser tão
estranhas, passando mesmo a se confundirem com elas. O que contribui ainda
mais para o falso julgamento de que o filho é apenas um "rebelde"
ou um "desviante social".
Não há um exame que diagnostique precisamente a
esquizofrenia, isto depende exclusivamente dos conhecimentos e da experiência
do médico, portanto é comum ver conflitos de diagnóstico.
O reconhecimento precoce da esquizofrenia é uma tarefa
difícil porque nenhuma das alterações é exclusiva
da esquizofrenia incipiente; essas alterações são
comuns a outras enfermidades, e também a comportamentos socialmente
desviantes mas psicologicamente normais. Abaixo estão enumeradas
algumas dicas, Nenhum desses sinais por si comprovam doença mental,
mas podem indicá-la:
-
Dificuldade para dormir, alternância do dia pela noite, ficar andando
pela casa a noite, ou mais raramente dormir demais
- Isolamento social, indiferença em relação aos sentimentos
dos outros
- Perda das relações sociais que mantinha
- Períodos de hiperatividade e períodos de inatividade
- Dificuldade de concentração chegando a impedir o prosseguimento
nos estudos
- Dificuldade de tomar decisões e de resolver problemas comuns
- Preocupações não habituais com ocultismos, esoterismo
e religião
- Hostilidade, desconfiança e medos injustificáveis
- Reações exageradas às reprovações
dos parentes e amigos
- Deterioração da higiene pessoal
- Viagens ou desejo de viajar para lugares sem nenhuma ligação
com a situação pessoal e sem propósitos específicos
- Envolvimento com escrita excessiva ou desenhos infantis sem um objetivo
definido
- Reações emocionais não habituais ou características
do indivíduo
- Falta de expressões faciais (Rosto inexpressivo)
- Diminuição marcante do piscar de olhos ou piscar incessantemente
- Sensibilidade excessiva a barulhos e luzes
- Alteração da sensação do tato e do paladar
- Uso estranho das palavras e da construção das frases
- Afirmações irracionais
- Comportamento estranho como recusa em tocar as pessoas, penteados esquisitos,
ameaças de auto-mutilação e ferimentos provocados
em si mesmo
- Mudanças na personalidade
- Abandono das atividades usuais
- Incapacidade de expressar prazer, de chorar ou chorar demais injustificadamente,
risos imotivados
- Abuso de álcool ou drogas
- Posturas estranhas
- Recusa em tocar outras pessoas
Até bem pouco tempo se pensava que a esquizofrenia era sempre incurável
e que se convertia, obrigatoriamente, numa doença crônica
e por vida. Hoje em dia, entretanto, sabemos que este não é
necessariamente o caso e uma porcentagem de pessoas que sofrem deste transtorno
pode recuperar-se por completo e lavar uma vida normal como qualquer outra
pessoa.
Outras pessoas, com quadros mais graves, apesar de dependerem de medicação,
chegam a melhorar até o ponto de poderem desempenhar o trabalho,
casar-se e ter família. Embora não se possa falar em cura,
tal como se conceitua a cura total na medicina, a reabilitação
psicossocial da expressiva maioria desses pacientes tem sido bastante
evidente.
Apesar da esquizofrenia tender à deixar mais seqüelas a cada
novo surto, o importante é saber que estas pessoas podem chegar
a ter funções na sociedade e podem chegar a ser muito produtivas,
mais ou menos sócio-cupacionalmente normais e dentro de suas possibilidades.
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Como
ajudar uma pessoa com Deficiência mental
A
pessoa com deficiência mental, na maioria das vezes, é carinhosa,
disposta e comunicativa. Lembre-se de que a deficiência mental pode
ser conseqüência de uma doença, mas não é
uma doença , é uma condição de ser. Podendo,
ofereça ajuda ou apoio aos pais de deficientes mentais uma vez
que estes geralmente ficam isolados de qualquer vida social por não
terem com quem deixar seu filho.
-
Não
use palavras como "doentinho" ou "maluquinho",
quando se referir a um portador dessa deficiência.
-
Cumprimente-o
normalmente.
-
Quando
for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente
ou adulto, trate-o como tal.
-
Dê
atenção. Expresse alegria e converse com ele até
onde for possível.
-
Evite
superproteção. Ajude somente quando for necessário.
-
A
pessoa portadora de deficiência deve tentar fazer tudo sozinha.
-
Não
vire o rosto ou evite um deficiente mental. Esta é uma realidade
que deve ser enfrentada com naturalidade;
-
Alguns
deficientes mentais atingem idades avançadas. Apesar do comportamento,
muitas vezes bem infantil, não os trate apenas como crianças.
Ou seja, enquanto for criança, trate-o como criança.
Ao se tornar adolescente ou adulto, trate-o como tal. Se você
depositar alguma confiança e lhe destinar tarefas que podem
ser monitoradas, ele certamente corresponderá.
Paralisia
Cerebral
Em
geral, a pessoa com paralisia cerebral é inteligente e sensível,
ela
sabe que é diferente dos outros.
- A
pessoa com paralisia cerebral faz gestos faciais involuntários,
anda com dificuldade ou, às vezes, não anda.
- Não
se impressione com seu aspecto. Comporte-se de forma natural. Ela
merece todo seu respeito.
- Você
pode ajudá-la a seguir seu ritmo. Se não entender sua
fala (ela pode ter problemas na fala), peça que repita.
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DECLARAÇÃO
DE DIREITOS DO DEFICIENTE MENTAL
Proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas
em 20 de dezembro de 1971
ARTIGO
1
O deficiente mental deve gozar, no máximo grau possível,
os mesmos direitos dos demais seres humanos.
ARTIGO
2
O deficiente mental tem o direito à atenção médica
e ao tratamento físico exigidos pelo seu caso, como também
à educação, à capacitação profissional,
à reabilitação e à orientação
que lhe permitam desenvolver ao máximo suas aptidões e possibilidades.
ARTIGO
3
O deficiente mental tem direito à segurança econômica
e a um nível de vida condigno. Tem direito, na medida de suas possibilidades,
a exercer uma atividade produtiva ou alguma outra ocupação
útil.
ARTIGO
4
Sempre que possível o deficiente mental deve residir com sua família,
ou em um lar que substitua o seu, e participar das diferentes formas de
vida da sociedade. O lar em que vive deve receber assistência. Se
for necessário interná-lo em estabelecimento especializado,
o ambiente e as condições de vida nesse estabelecimento
devem se assemelhar ao máximo aos da vida normal.
ARTIGO
5
O deficiente mental deve e poder contar com a atenção de
um tutor qualificado quando isso se torne indispensável à
proteção de sua pessoa e de seus bens.
ARTIGO
6 (primeira parte)
O deficiente mental deve ser protegido de toda exploração
e de todo abuso ou tratamento degradante.
ARTIGO
6 (segunda parte)
No caso de ser um deficiente objeto de ação judicial ele
deve ser submetido a um processo justo, em que seja levado em plena conta
seu grau de responsabilidade, de acordo com suas faculdades mentais.
ARTIGO
7
Se alguns deficientes mentais não são capazes, devido à
gravidade de suas limitações, de exercer afetivamente todos
os seus direitos, ou se se tornar necessário limitar ou até
suspender tais direitos, o processo empregado para esses fins deverá
incluir salvaguardas jurídicas que protejam o deficiente contra
qualquer abuso. Esse procedimento deverá basear-se numa avaliação
da capacidade social do deficiente por peritos qualificados. Mesmo assim,
tal limitação ou suspensão ficará sujeita
a revisões periódicas e reconhecerá o direito de
apelação para autoridades superiores.
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