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O
que é a Doença de Parkinson?
A doença de Parkinson é uma afecção do sistema
nervoso central que acomete principalmente o sistema motor. É
uma das condições neurológicas mais freqüentes
e sua causa permanece desconhecida. As estatísticas disponíveis
revelam que a prevalência da doença de Parkinson na população
é de 100 a 150 casos por 100 000 habitantes e a cada ano surgem
20 novos casos por 100 000 habitantes. Os sintomas motores mais comuns
são: tremor, rigidezmuscular, acinesia e alterações
posturais. Entretanto, manifestações não motoras
também podem ocorrer, tais como: comprometimento da memória,
depressão, alterações do sono e distúrbios
do sistema nervoso autônomo.
A
doença de Parkinson é uma condição crônica.
A evolução dos sintomas é usualmente lenta mas é
variável em cada caso. A doença de Parkinson é a
forma mais freqüente de parkinsonismo. O termo parkinsonismo refere-se
a um grupo de doenças que podem ter várias causas e que
apresentam em comum os sintomas descritos acima em combinações
variáveis, associados ou não a outras manifestações
neurológicas. A doença de Parkinson é também
chamada de parkinsonismo primário porque é uma doença
para a qual nenhuma causa conhecida foi identificada. Por outro lado,
diz-se que um parkinsonismo é secundário naqueles casos
em que uma causa pode ser identificada. Cerca de 75% de todas as formas
de parkinsonismo correspondem à forma primária. Os Sintomas
Iniciais
Os primeiros sintomas da doença de Parkinson têm início
de modo quase imperceptível o que faz com que o próprio
paciente não consiga identificar o início preciso das primeiras
manifestações. Muitas vezes, amigos ou familiares são
os primeiros a notar as primeiras mudanças. O primeiro sinal pode
ser um ou mais dos seguintes:
- Sensação
de cansaço ou mal-estar no fim do dia;
- Caligrafia
menos legível ou com tamanho diminuído;
- fala
monótona e menos articulada;
- Depressão
ou isolamento sem motivo aparente;
-
Lapsos de memória, dificuldade de concentração
e irritabilidade;
-
Dores musculares, principalmente na região lombar;
- Um
dos braços ou uma perna movimenta-se menos do que a do outro
lado;
- A
expressão facial perde a espontaneidade, diminui a freqüência
dos piscamentos;
-
Os movimentos tornam-se mais vagarosos, a pessoa permanece por mais
tempo em uma mesma posição.
Manifestações
Clínicas
Sintomas motores
-
Tremor
É o sintoma mais freqüente e o que mais chama a atenção
embora não seja o mais incapacitante. Para a maioria dos pacientes,
o tremor é o principal motivo que os leva a procurar, pela
primeira vez, ajuda médica. O tremor apresenta-se de forma
característica: é rítmico, relativamente lento
quando comparado com outros tipos de tremor (4 a 7 ciclos por segundo)
e ocorre principalmente quando o membro está em repouso. Quando
o paciente movimenta um membro, o tremor ali presente cessa de imediato
para retornar logo após o fim do movimento. No início
da doença, o tremor ocorre em um lado e assim permanece por
períodos variáveis de tempo. Após algum tempo,
o outro lado também é acometido podendo aparecer na
cabeça, mandíbula, lábio, queixo e nos membros
inferiores. Situações de estresse emocional ou a sensação
de ser observado aumentam visivelmente a intensidade do tremor. Por
outro lado, durante estado de relaxamento ou durante o sono, o tremor
desaparece por completo.
-
Rigidez
A rigidez muscular decorre do aumento da resistência que os
músculos oferecem quando um segmento do corpo é deslocado
passivamente. Em outras palavras: para cada grupo de músculos
existem outros que possuem atividade oposta, chamados músculos
antagonistas. Dessa forma, quando um músculo é ativado
para realizar determinado movimento, em condições normais
seu antagonista é inibido para facilitar esse movimento. Na
doença de Parkinson, essa inibição não
é feita de modo eficaz pois alguns comandos originados do cérebro
chegam aos músculos de modo alterado. Como conseqüência,
os músculos tornam-se mais tensos e contraídos e o paciente
sente-se rígido e com pouca mobilidade. Quando determinado
membro é deslocado passivamente pelo examinador, pode-se sentir,
superpostos à rigidez, curtos períodos de liberação
rítmicos e intermitentes, fenômeno que recebe o nome
de sinal da roda denteada.
-
Acinesia
e Bradicinesia
O termo acinesia refere-se à redução da quantidade
de movimento enquanto que bradicinesia significa lentidão na
execução do movimento. O paciente apresenta redução
da movimentação espontânea em todas as esferas.
A mímica facial torna-se menos expressiva, transmitindo com
menor intensidade sentimentos e emoções que, por sua
vez, mantém-se preservados. A caligrafia torna-se menos legível
e de tamanho reduzido, fenômeno conhecido por micrografia. As
atividades diárias, antes realizadas com rapidez e desembaraço,
são agora realizadas com vagar e à custa de muito esforço.
O paciente anda com passos mais lentos e pode apresentar alguma dificuldade
para equilibrar-seA postura geral do paciente modifica-se: existe
predominância dos músculos flexores de modo que a cabeça
permanece fletida sobre o tronco, este sobre o abdômen e os
membros superiores são mantidos ligeiramente à frente
com os antebraços semi-fletidos na altura do cotovelo.
Outros
Sintomas
Além
dos sintomas motores acima mencionados, várias outras manifestações
podem ocorrer, muitas das quais podem ser tratadas com medicação
apropriada. A intensidade desses sintomas é variável em
cada caso e podem ou não aparecer em determinado paciente. Entretanto,
em alguns casos, constituem motivo de grande desconforto e não
devem ser deixados de lado pois sua resolução muitas vezes
é possível com medidas médicas adequadas. Alguns
desses sintomas serão descritos a seguir.
-
Depressão
Sintomas depressivos ocorrem em 40-50% dos pacientes parkinsonianos.
Embora considerada como reativa a uma condição que limita
a atividade normal, pacientes com doença de Parkinson costumam
ter depressão mais freqüentemente se comparados a pacientes
portadores de outras doenças ainda mais incapacitantes. Além
disso, em número considerável de casos, a depressão
inicia-se antes mesmo do aparecimento dos sintomas clássicos,
em um momento em que não há qualquer evidência
de incapacidade.
Em
alguns pacientes, a depressão pode se acompanhar de ansiedade e,
mais raramente, de episódios de agitação. A intensidade
dos sintomas depressivos pode variar desde quadros leves até aqueles
mais graves em que a depressão
torna-se o sintoma mais importante e um dos fatores determinantes de incapacidade.
Nesses casos, o tratamento específico com medicamentos antidepressivos
é fundamental para o controle dos sintomas.
Alterações
emocionais também são comuns. Pacientes podem sentir-se
inseguros e temerosos quando submetidos a alguma situação
nova. Podem evitar sair ou viajar e muitos tendem a retrair-se e evitar
contatos sociais. Alguns perdem a motivação e tornam-se
excessivamente dependentes dos familiares.
-
Distúrbios
do sono
Constituem um dos problemas mais comuns. Compreendem uma ampla gama
de sintomas que incluem: dificuldade em conciliar o sono, freqüentes
despertares durante a noite, sonhos "reais" (em que o paciente
tem dificuldade em distinguir o sonho da realidade) e pesadelos. Uma
das observações mais comuns é a inversão
do ciclo vigília-sono em que o paciente "troca o dia pela
noite". Esse fenômeno ocorre lentamente como resultado
de uma combinação de fatores (que incluem freqüentes
cochilos durante o dia e dificuldade progressiva para dormir à
noite) que se auto-perpetuam e culminam em importante inversão
do ciclo. Outras vezes, ocorrem movimentos bruscos (pequenos pulos
ou movimentos rápidos com os membros) chamados mioclonias que
podem ser normais quando ocorrem raramente. Na doença de Parkinson,
essa mioclonias podem ser mais freqüentes e intensas e acordar
o cônjuge e mesmo o próprio paciente.
O
tratamento dos vários distúrbios do sono vai depender de
uma série de fatores como idade, tipo específico de sintoma
e o quadro clínico do paciente. Medicamentos indutores do sono
ou antidepressivos (lembre-se de que a depressão é uma das
causas de insônia) podem ser usados. A levodopa, ao mesmo tempo
em que pode melhorar a qualidade do sono, por proporcionar maior mobilidade,
pode ser um dos fatores na produção de mioclonias e sonhos
"reais".
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Distúrbios
cognitivos
A maior parte dos pacientes com doença de Parkinson não
apresenta declínio intelectual. Isso significa que a capacidade
de raciocínio, percepção e julgamento encontram-se
intactas. Entretanto, alguns pacientes relatam dificuldades com a
memória (geralmente na forma de "brancos" momentâneos),
cálculos e em atividades que requerem orientação
espacial. Tais alterações podem ocorrer em qualquer
estágio da doença mas tendem a ser mais intensas nas
fases mais adiantadas e nos pacientes mais idosos. Por outro lado,
demência franca pode ocorrer em cerca de 20% dos pacientes mas,
quando ocorre no início da doença, deve-se levar em
conta a possibilidade de outros diagnósticos que não
a doença de Parkinson.
Muitas
vezes, a própria medicação antiparkinsoniana pode
contribuir para a produção de alterações mentais.
Por exemplo, os anticolinérgicos (grupo de drogas ainda largamente
usado principalmente contra o tremor) podem resultar em distúrbios
de memória e, em casos mais graves, confusão mental e alucinações.
Esses sintomas ocorrem mais freqüentemente em pacientes mais idosos
que, em geral, não devem fazer uso desse tipo de medicação.
A própria levodopa, bem como os agonistas da dopamina e a amantadina
também podem, em alguns casos, desencadear reações
semelhantes. Felizmente, todos esses sintomas desaparecem quando o medicamente
é suspenso ou as doses são reduzidas.
-
Distúrbios
da fala
A doença de Parkinson, em virtude da localização
predominantemente subcortical do processo degenerativo, não
produz alterações da linguagem no que diz respeito aos
mecanismos de expressão e compreensão da palavra falada
e/ou escrita. Dessa forma, as afasias não fazem parte do rol
de sintomas que podem acometer o parkinsoniano. Além disso,
alguns pacientes podem não apresentar qualquer alteração
da fala, seja em relação ao volume de emissão
da voz ou à entonação e melodia do fraseado.
Em
outros, entretanto, a fala pode estar afetada de modo característico.
Tais alterações podem ocorrer no início da doença
mas raramente constituem o primeiro sintoma. A primeira manifestação
é percebida geralmente por amigos ou familiares que referem dificuldade
na compreensão da palavra falada, principalmente ao telefone. A
voz torna-se mais fraca, o volume de voz diminui e pode haver certa rouquidão.
Dificuldade na articulação constitui sintoma freqüente
em todas as fases da doença, mas pode ser bastante incapacitante
nas fases mais avançadas, ou naqueles pacientes nos quais a voz
é mais exigida como professores e atores, por exemplo. Outra característica
marcante é o que se denomina fala monótona: as frases são
emitidas de modo constante, pausado, com a perda da entonação
e cadência naturais que conferem à fala sua musicalidade
e capacidade de expressão emocional. Alguns pacientes tendem a
acelerar o ritmo da fala de modo a encurtar o tempo de emissão
de uma frase, embaralhando as palavras e dificultando sua compreensão.
A essa alteração do ritmo pode-se associar a palilalia,
que consiste na repetição de uma sílaba ou palavra
uma ou várias vezes, no meio ou no fim de uma frase. Outros pacientes,
por sua vez, apresentam significativa redução da velocidade
da fala.
Embora
a medicação antiparkinsoniana possa reverter algumas dessas
dificuldades, a terapia de voz resulta em evidente benefício e
deve ser estimulada.
-
Sialorréia
Ao contrário do que antes se imaginava, esse sintoma não
decorre de aumento de produção de saliva (embora em
alguns pacientes isso possa ocorrer) mas de maior dificuldade em degluti-la.
Em condições normais, engole-se saliva automaticamente
à medida que vai sendo produzida. Na doença de Parkinson,
esse comportamento motor automático (assim como vários
outros) deixa de ser realizado, o que leva a acúmulo de saliva,
que pode escorrer pelo canto da boca. Medicações anticolinérgicas
(que inibem a acetilcolina) costumam ser benéficas nesses casos.
-
Distúrbios
respiratórios
Dificuldade para respirar ou falta de ar após pequenos esforços
podem ser sinais de comprometimento cardíaco ou pulmonar. Entretanto,
esses mesmos sintomas podem ocorrer como resultado de rigidez e/ou
acinesia dos músculos da parede torácica que dificultam
a expansão dos pulmões. Nesses casos, um ajuste da medicação
antiparkinsoniana deve melhorar o problema.
Por
outro lado, a própria levodopa pode causar movimentos anormais
nos músculos respiratórios e causar desconforto semelhante,
geralmente acompanhado de ruídos respiratórios. Esses sintomas
são controlados com pequenas reduções nas doses de
levodopa.
- Dificuldades
urinárias
Podem ocorrer disfunções urinárias como resultado
da própria doença ou pela ação de alguns
medicamentos. A parede da bexiga pode tornar-se rígida e sua
contrações são mais lentas. Medicamentos anticolinérgicos
podem precipitar dificuldades urinárias ou agravar disfunções
preexistentes.
Podem
aparecer de várias formas: urgência urinária (necessidade
imperiosa de urinar, muitas vezes sem tempo de chegar ao banheiro), freqüência
aumentada de micções, esvaziamento incompleto da bexiga
ou dificuldade em iniciar a micção. Patologias locais próprias
de idade mais avançada, tais como, aumento da próstata no
sexo masculino e flacidez dos músculos pélvicos no sexo
feminino, podem contribuir para agravar esses sintomas.
-
Tonturas
Sensação de cabeça vazia ou de tonturas vagas,
geralmente associada a escurecimento visual quando o paciente se levanta
podem ser sinais de queda de pressão arterial dependente da
postura (a que se dá o nome de hipotensão ortostática
ou hipotensão postural). Existem várias causas para
o seu aparecimento e as principais são:
Efeito
de medicamentos (levodopa, agonistas da dopamina, alguns antidepressivos,
tranqüilizantes, antihipertensivos, diuréticos), desidratação
(principalmente em pacientes mais idosos), diabetes e estados de desnutrição,doença
cardíaca associada,ação da própria doença.
Embora a doença de Parkinson não cause hipotensão
postural significativa, algumas formas de parkinsonismo atípico
- como a doença de Shy-Drager - costumam evoluir com quedas acentuadas
da pressão arterial).
O tratamento da hipotensão postural vai depender da(s) causa(s)
específica(s) que for(em) diagnosticada(s). Se houver suspeita
de que algum determinado medicamento possa ser a causa, sua dose deve
ser reduzida ou o medicamento suspenso. A suplementação
de sal na dieta e o uso de medicamentos específicos para evitar
quedas importantes da pressão costumam dar bons resultados.
-
Dores
e outras sensações anormais
A doença de Parkinson é uma afecção essencialmente
motora. Entretanto, é comum o aparecimento de dores musculares
em várias regiões do corpo. As áreas mais afetadas
são os ombros, braços, membros inferiores e região
lombar. Muitas vezes o sintoma que mais incomoda é uma sensação
de fadiga muscular que piora em determinadas posições.
A explicação mais comum leva em conta a ação
do tremor e da rigidez que resultam em aumento da atividade muscular.
Por outro lado, essas sensações dolorosas podem ocorrer
mesmo quando os sintomas motores são mínimos - o que
sugere a existência de outros mecanismos envolvidos. Em alguns
casos, sensações dolorosas podem se manifestar meses
antes do aparecimento dos primeiros sintomas.
Uma
das formas mais conhecidas de sintomas dolorosos na doença de Parkinson
são as câimbras. Câimbras nos pés ocorrem geralmente
pela manhã (câimbras matinais) ou durante a noite - o que
pode acordar o paciente. Câimbras nos pés podem também
aparecer durante o caminhar e dificultar a marcha pois os músculos
da panturrilha e dos pés entram em espasmo e curvam o pé
em arco, com os artelhos em garra. Em alguns pacientes, câimbras
nos pés durante o caminhar podem constituir os primeiros sintomas
da doença. Mais raro é o aparecimento de câimbras
em uma ou ambas as mãos, principalmente durante a realização
de movimentos finos.
Alguns
pacientes relatam dores musculares na região do ombro e do pescoço,
ou mesmo dores de cabeça, relacionadas à rigidez da musculatura
cervical. Mais comum é a queixa de dor lombar em pacientes que
apresentam alterações posturais com flexão do tronco
para a frente. São dores geralmente relacionadas à posição,
uma vez que melhoram quando o paciente procura assumir postura mais ereta
e tendem a piorar enquanto sentado.
Além
das dores musculares descritas acima, outras sensações desagradáveis
podem ocorrer. Sensações de frio em uma ou mais extremidades
podem ser muito incômodas. Acometem geralmente os pés ou
as mãos mas podem ser internas - geralmente associadas ao trato
gastrintestinal. Mais comum é a sensação de calor
ou queimação em uma ou mais extremidades ou mesmo referidas
como sendo no esôfago ou estômago. As sensações
térmicas anormais são variáveis em um mesmo paciente
e podem desaparecer por longos períodos de tempo. Geralmente são
mais intensas nos períodos em que os sintomas motores também
estão piores.
Os
mecanismos envolvidos na produção de dor e sensações
térmicas anormais em pacientes parkinsonianos não são
totalmente conhecidos. De modo geral não há necessidade
de medicação analgésica. Quando relacionadas a flutuações
motoras, podem responder ao ajuste da medicação antiparkinsoniana.
Dores musculares relacionadas a alterações da postura melhoram
com fisioterapia e reeducação postural. Câimbras matinais
nos pés podem ser controladas com o uso de levodopa de liberação
lenta ou com injeções locais de toxina botulínica.
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AO TOPO
Tratamento dos sintomas primários
Embora,
até o presente, não exista cura para a doença de
Parkinson, estão disponíveis alguns medicamentos capazes
de melhorar significativamente a maioria dos sintomas. A escolha do(s)
medicamento(s) vai depender das condições de cada paciente:
idade, sintomas predominantes e estágio da doença são
alguns dos fatores que o médico deve levar em conta na hora de
planejar o tratamento.
Para
saber mais sobre a doença e o tratamento , acesse o site: http://parkinson.locaweb.com.br/doen/default.asp?act=trat
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Fonte:http://parkinson.locaweb.com.br/doen/default.asp?act=trat
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