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Diabetes
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O que é Diabetes? O
Diabetes Melitus é um distúrbio causado pela falta absoluta
ou relativa de insulina no organismo. Quando a insulina produzida pelo
pâncreas se torna insuficiente, a glicose é impedida de ser absorvida
pelas células, o que provoca a elevação dos níveis sanguíneos de glicose,
cuja taxa normal, em jejum, é de 70 a 110 mg por 100 ml de sangue. Principais Suspeitas A doença só se manifesta pelo aparecimento de vários destes sinais e sintomas, ao mesmo tempo. |
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A DOENÇA Se você possui e pensa que é a única pessoa portadora de diabetes, está muito enganado. De cada 100 pessoas, pelo menos 6 ou 7 tem a doença, o que o fará encontrar diabéticos onde for. Assim, é lógico que algum conhecimento sobre a doença é importante e a primeira informação que você deve ter é que a INSULINA, hormônio produzido pelo pâncreas, é o pivô da história. Ela tem a responsabilidade de manter a utilização adequada dos nutrientes (alimentos), entre os quais a GLICOSE, que é a mais simples de um grupo de substâncias chamadas CARBOIDRATOS ou açúcares. Qualquer carboidrato ingerido (por exemplo: o amido encontrado nos cereais e raízes - batata), para ser absorvido no intestino, tem de ser quebrado nas suas formas mais simples, SACAROSE (açúcar de mesa) e GLICOSE. Uma vez absorvida, a glicose, para ser utilizada, tem de entrar nas células e é a INSULINA que torna este processo possível ou mais fácil. Se uma pessoa não tem insulina, ou se sua ação está diminuída, o primeiro resultado é fácil de se imaginar: a glicose, não podendo entrar na célula e ser consumida, acumula-se no sangue (HIPERGLICEMIA). Esse excesso de glicose tem de ser eliminado e o caminho mais fácil é a urina (GLICOSÚRIA). Para sair na urina, necessita levar água consigo e isto faz a pessoa urinar mais que o normal (POLIÚRIA). Ao eliminar muita água pela urina, a pessoa se desidrata, tem sede e passa a beber água exageradamente (POLIDIPSIA). Se a célula não recebe glicose, além dos outros nutrientes que a insulina controla (proteínas e gorduras), o cérebro "pensa" que está faltando alimento (ENERGIA) para o corpo e ativa mecanismos de emergência para arranjar esse alimento. Esses mecanismos fazem o fígado produzir glicose e mandá-la para o sangue, além de obrigar o tecido gorduroso a queimar suas reservas para produzir mais energia que movimentará o corpo humano. Você pode imaginar, e é verdade, que a glicose vai subir mais ainda e o paciente começa a EMAGRECER e a sentir FRAQUEZA (pois falta energia). Esses fenômenos levam a pessoa a sentir fome (POLIFAGIA), o que vai aumentar ainda mais os níveis sangüíneos de glicose. A queima de gorduras para produzir energia gera um sub-produto chamado ACETONA, que tem de ser eliminado pela respiração dando um hálito com cheiro adocicado (HÁLITO CETÔNICO) – e pela urina (ACETONÚRIA). Agora você sabe como é a doença e como ela se manifesta e já pode começar a entender algumas exigências do tratamento. O DIAGNÓSTICO Não será difícil você imaginar como se descobre a doença, já que, numa pessoa com todas as queixas descritas, o exame a ser feito é a dosagem de glicose no sangue (GLICEMIA) e na urina ( GLICOSÚRIA). Os médicos costumam classificar o diabetes em 2 tipos principais:
Quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue; as células começam a "passar fome" e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina subcutânea (embaixo da pele) para que possa ser absorvida pelo sangue. Ainda não é possível produzir uma forma de insulina que possa ser administrada oralmente já que a insulina é degradada pelo estômago, em uma forma inativa. Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de "reviver" as células produtoras de insulina no pâncreas. O transporte de um pâncreas sadio ou, apenas, o transplante de células produtoras de insulina de um pâncreas sadio já foram tentados, mas ainda são considerados em estágio experimental. Portanto, a dieta correta e o tratamento com a insulina ainda são necessários por toda a vida de um diabético. Não se sabe o quê causa a destruição das células produtoras de insulina do pâncreas ou porquê do diabetes aparecer em certas pessoas e não em outras. Fatores hereditários parecem Ter o seu papel, mas o distúrbio, praticamente, nunca é diretamente herdado. Os diabéticos, ou as pessoas com diabetes na família, não devem Ter restrições quanto a ter filhos. Se o paciente não usa insulina, rapidamente atinge um quadro grave, chamado Coma Diabético. Ocorre mais em pessoas jovens. Quando o pâncreas não funciona adequadamente, os nutrientes não são totalmente utilizados e as células não absorvem a glicose do sangue.
Todos os diabéticos tipo II produzem a insulina quando diagnosticados e, a maioria, continuará produzindo insulina pelo resto de suas vidas. O principal motivo que faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos está na incapacidade das células musculares e adiposas de usar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitado por estas células. Esta ação reduzida de insulina é chamada de "resistência insulínica". Os sintomas do Diabetes Tipo II são menos pronunciados e esta é a razão para considerar es tipo de diabetes mais "brando" que o tipo I. O Diabetes Tipo II deve ser levado a sério; embora seus sintomas possam permanecer desapercebidos por muito tempo, pondo em sério risco a saúde do indivíduo. Os diabéticos tipo II produzem um pouco de insulina natural, mas por muitas razões suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sangüínea. CONSEQÜÊNCIAS DO DIABETES NÃO CONTROLADO
"Todas estas conseqüências podem ser evitadas através de um controle eficaz". Fonte:http://www.anad.org.br/diabetes.htm Sexta, 21 de janeiro de 2005- Jornal O Dia Transplante
de pâncreas inédito Médicos
implantam células-tronco no pâncreas - O
Estadão O transplante foi realizado há uma semana na cidade de Rosario (300km ao norte de Buenos Aires). As células-tronco foram implantadas através de vasos sanguíneos do pâncreas, seguindo uma técnica concebida por Roberto Fernández Viñas e desenvolvido tecnicamente por seu colega Néstor Sosa. O paciente tem 42 anos e já recebeu alta. Ele não era dependente de insulina e nem tinha necessidade de se submeter à operação. Esse tipo de transplante vem sendo usado há mais tempo em casos de doenças cardíacas. Segundo a Efe, a experiência argentina contou com o aval da Universidade de Stanford e do Hospital Emby Anderson de Houston (EUA), e do Hospital George Pompidou, de Paris.
“Trata-se de uma técnica inédita porque emprega células-tronco não-embrionárias, ao contrário do que se fazia até agora. E o implante é feito por indução, já que escolhemos uma artéria direta e não uma via periférica”, explicou Fernández Viña.
A terapia para reverter o diabete é resultado de uma pesquisa que começou em 2003 na Argentina, a partir do implante de células-tronco no coração para reparar tecidos enfartados.
Resultados
em dois meses Pacientes diabéticos sofrem de carência de células beta no pâncreas, encarregadas de produzir a insulina, que regula os níveis de açúcar no sangue.
Pesquisa
constata regeneração de células do pâncreas
Los Angeles - Em todo mundo há cerca de 171 milhões de diabéticos. Um novo estudo publicado na revista britânica Nature poderá ajudar 10% deles, que têm diabete tipo 1, a ter uma vida melhor no futuro. A pesquisa mostrou que as células beta do pâncreas, responsáveis por liberar insulina na corrente sanguínea, podem se regenerar. Com a quantidade certa delas no pâncreas, o que ocorre numa pessoa normal, diabéticos tipo 1 não teriam de tomar insulina - nesse tipo de diabete, o sistema imunológico ataca e destrói as células especializadas que produzem a insulina. O estudo, feito por Douglas Melton, da Universidade de Harvard, e colegas, colocou sinalizadores nas células beta e as seguiu ao longo de suas vidas em camundongos adultos. Eles descobriram que as células beta são criadas principalmente a partir de outras células beta já existentes no pâncreas.
Alguns especialistas discordam da conclusão de que as células-tronco adultas não têm um papel na regeneração dessas células. "Temos de manter todas as opções abertas", disse Vijay Ramiya, da Universidade da Flórida. Não fica claro também se as células beta podem se multiplicar em número suficiente para serem úteis. A pesquisa não fala da diabete tipo 2, relacionado à obesidade, responsável por 90% da diabete no mundo. Diabetes
Hoje Grandes
progressos foram feitos nos últimos anos a respeito da fisiopatologia
e de novas drogas, visando o controle do diabetes. No entanto, as terapias
atuais, incluindo o uso de insulina, são todas paliativas e não
leva em conta a lesão básica da doença, que é
o dano nas células beta do pâncreas. Assim sendo, o ponto
fundamental da cura, deve ser a substituição da função
das células produtoras de insulina. 1.
Transplante pancreático 1.
O transplante pancreático Nos
últimos dois anos, graças as estes agentes, a sobrevivência
dos transplantes atingiu 90% dentro de 1 ano. O grande problema ainda
são os doadores. Os transplantes duplos são atualmente realizados
em pessoas com lesões muito graves e que regridem muito pouco após
a cirurgia. 2. Transplantes de ilhotas Segundo alguns autores, esta é a técnica mais promissora para a cura do diabetes. Muitos trabalhos têm sido feitos na área, visando a sua utilização num grande número de pessoas com diabetes. As técnicas atuais isolam e encapsulam as ilhotas produtoras. O recipiente poroso deve permitir a passagem da glicose para dentro da cápsula, estimulando a liberação da insulina para fora. Além disto, a membrana da cápsula deveria bloquear a passagem dos anticorpos, evitando a rejeição da mesma. Uma abordagem alternativa, que tem sido utilizada, é fazer transplantes de ilhotas e usar os imunosupressores. Existem alguns protocolos em andamento - cujo resultado foi publicado na coluna Diabetes Hoje - com alguns relatos do grupo da cidade canadense de Edmonton. Os melhores resultados são obtidos quando as ilhotas são isoladas e um grande número delas transferidas rapidamente. São usados imunosupressores de baixa toxicidade. São necessários dois doadores para cada paciente. Metade
dos pacientes necessita de um segundo transplante e alguns de um terceiro.
Assim são necessários quatro doadores por paciente. Um esforço para aumentar o número de células disponíveis é a aumentar a neo-formação de células betas. No passado, acreditava-se que as células betas não se replicavam. Hoje se sabe que elas se renovam na velocidade de 2% ao mês e se estudam mecanismos que possam aumentar esta velocidade. Outro
caminho é o uso de células-tronco fetal ou de cordão
umbilical que possam ser modificadas, cultivadas in-vitro e re-implantadas.
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