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Células - Tronco
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Programa
Mais Você ![]() Rede Globo 03/11/2006 |
Surge uma Luz Ana
Maria Braga conversou em seu programa com o médico imunologista,
dr. Ricardo Ribeiro dos Santos, que é presidente
da Associação Brasileira de Terapia Celular. Ele
coordena na Bahia duas pesquisas com células tronco na FIOCRUZ,
em Salvador. |
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As irmãs Isabela e Bárbara da Silva Julião
estiveram no Mais Você para relatarem suas experiências. Isabela
descobriu há um ano que tinha Diabetes Tipo 1 e conseguiu ser incluída
na pesquisa pioneira de células-tronco para esta doença.
Depois de seis meses do implante de células-tronco adultas, ela
está super bem e parou de tomar insulina.
Sua irmã, Bárbara, tem Diabetes Tipo 1 desde os nove anos. Na época não existia nenhuma pesquisa. E hoje ela não poderia participar mais da pesquisa pois o implante de células- tronco só pode ser feito nas primeiras seis semanas da descoberta da doença. O pai delas, Osvaldo, logo que descobriram a doença em Bárbara, começou a pesquisar a respeito. Recentemente, ficou sabendo sobre a pesquisa com células-tronco adultas para pacientes com diabetes tipo 01 na cidade de Ribeirão Preto. Quando soube que outra filha, a Isabela, sofria de Diabetes, Osvaldo fez contato imediatamente com o médico e conseguiu com que ela fosse incluída no grupo de pacientes. Não
foi nada fácil para Isabela. Ela teve que ficar três meses
em Ribeirão Preto fazendo controle, usava máscara, fazia
sessões de quimioterapia que duravam em média doze horas,
por conta disso seu cabelo caiu. Como perdeu toda a sua imunidade por
causa da quimioterapia, o perigo era pegar uma infecção.
Depois dos três meses, Isabela voltou para a casa. Hoje leva uma
vida normal, e, o melhor, não precisa tomar insulina. Dr. Ricardo diz que existe uma gama de pesquisas grande no mundo inteiro, onde estão sendo estudadas outras possibilidades na base de célula-tronco, mas ressalta que o Brasil está bem adiantado nas pesquisas. Segundo ele, existem quatro áreas que têm obtido sucesso com as pesquisas: doenças do coração, especialmente Doença de Chagas, com resultados maiores, doenças cerebrais (derrames), no entanto, os resultados são bons desde que feitos precocemente, na fase aguda, pacientes com problemas no fígado (transplante) e Diabetes Tipo 1. O pesquisador acredita que irão surgir primeiro tratamentos para as complicações causadas pela Diabetes Tipo 1 e que, melhor tem se mostrado do que a célula do cordão umbilical, é a da polpa do dente-de-leite, com resultados excelentes. |
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Direito à esperança O
Dia - 06/03/2005 A lei permite o uso de embriões humanos para a pesquisa de células-tronco. Ainda na fase de estudos, as células-tronco embrionárias são capazes de originar todos os tecidos do organismo e representam a esperança de chegar, no futuro, a tratamentos eficazes para problemas hoje sem solução.
Um
importante primeiro passo No entanto, para as pesquisas serem postas em prática é preciso ainda que a Lei de Biossegurança seja sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Herbert
lutou pela aprovação “Herbert diz que o horizonte dele está mais iluminado. Sempre lutamos por isso. É uma grande esperança para quem tem algum problema de saúde saber que pode apresentar melhora”, diz Hermano Vianna, pai do cantor.
Ajuda
a Camila e outras vítimas Sensibilizada com a situação de Camila e de tantos outros brasileiros que vêem nas pesquisas com células-tronco embrionárias uma chance de cura, a fonoaudióloga Cláudia Cóssio, 38, já anunciou que está disposta a colaborar com os estudos. Ela tem dois embriões congelados e quer doá-los. “Realizei o sonho de ter um filho. Quero poder dar esperança a outras pessoas”, diz Cláudia.
Biotecnologia - 29/06/2006 - Agência CT
“Vamos encurtar o tempo que existia entre pesquisa científica e aplicação clínica”, comemorou o diretor-geral do Into, Sérgio Côrtes. As células-tronco vão ajudar, principalmente, no tratamento de três problemas ortopédicos que já são alvo de pesquisas do Into. São eles: os ossos que não se calcificam seis meses após a fratura; a recomposição óssea em torno de próteses que precisam ser recolocadas; e a revascularização de tecido ósseo necrosado. Nova
sede A nova sede
do Into, que ocupará o antigo prédio do Jornal do Brasil,
na Avenida Brasil, no Caju, terá 256 leitos, 126 a mais que hoje.
Biotecnologia - 28/06/2006 - Agência CT
Se o método receber o aval de uma revista científica - promessa dos autores para os próximos meses - e se o experimento for repetido por outros grupos, essa será a primeira vez que células sexuais maduras são formadas artificialmente com as células-tronco em uma única fornada. Como as células de camundongo são parecidas com as humanas, o trabalho abre a possibilidade de experimentar a técnica para o tratamento de problemas de fertilidade em humanos. O caminho, porém, pode incitar um debate ético quente. Primeiro, pela forma de obtenção das células-tronco, que exige a destruição do embrião. A prática é permitida no Brasil sob determinadas regras, mas nem por isso é largamente aceita. Segundo, pelo próprio ato de se criar artificialmente células sexuais, passo visto por grupos conservadores como uma inversão da natureza. Irina e o marido, Alexandre Kerkis, que trabalha no Centro de Pesquisa Roger Abdelmassih (onde ela presta consultoria), preferem nem pensar em aplicações práticas do feito por enquanto, pelo menos em pessoas. Ele fala que o trabalho não foi pensado para tratar a infertilidade humana e sim como uma maneira de se conhecer melhor a biologia celular. Ela já visualiza o uso veterinário. "A ciência também existe para ser útil", diz Irina. Os
dois observaram o surgimento dos gametas em uma mesma placa de Petri,
usada em laboratório para cultivar as células-tronco, que
têm o potencial de formar qualquer tecido do corpo: sexual, muscular,
ósseo, neural.
Sexta-feira,
29 de abril de 2005 - 11h23 - Estadão Desenvolvido no Rio Grande do Sul, método usado para reconstituir nervos periféricos é único no mundo
A expectativa é de que Jaílson recupere em pouco tempo o movimento do ombro, do braço e da mão esquerdos, afetados por lesões no nervo radial (no braço) e no plexo braquial (conjunto de nervos localizados no pescoço) sofridas em um acidente de moto em dezembro. A técnica foi usada pela primeira vez no Nordeste há oito dias, no mesmo hospital, quando o estudante Édson Tiago Xavier de Souza, de 18 anos, e o auxiliar de almoxarife Redivaldo José da Silva, de 37, se beneficiaram da cirurgia, que não apresenta risco de rejeição - as células-tronco utilizadas são retiradas da medula óssea do paciente -, e oferece uma recuperação muito mais rápida das funções do nervo afetado. A primeira cirurgia do gênero no mundo foi realizada em fevereiro, no Rio Grande do Sul, por Braga, especialista em cirurgia da mão e microcirurgia reconstrutiva, e conseguiu restabelecer a ligação de um nervo rompido na altura do antebraço de um paciente de 22 anos. A recuperação do movimento dos dedos se deu um mês e meio depois da cirurgia, quando pelo método tradicional seriam necessários pelo menos seis meses. Em Pernambuco, a técnica está sendo aplicada pelos médicos Rui Ferreira e Mauri Cortez. São Paulo será o próximo Estado a realizar cirurgia em nervos periféricos com células-tronco. Os dois especialistas pernambucanos serão os responsáveis pela intervenção, que deverá ocorrer em maio, no Hospital Especializado de Ribeirão Preto. Redivaldo José da Silva sofreu um corte no pulso direito, em um acidente de trabalho no dia 16 deste mês e se submeteu à cirurgia no dia 21, no SOS Mão. Na quinta-feira, quando foi refazer o curativo, afirmou que já sentia os dedos da mão direita que haviam ficado sem movimento. Ele se submete a sessões de fisioterapia e, otimista, espera poder voltar logo ao trabalho. Setenta por cento dos acidentes de trabalho comprometem a mão, segundo Cortez. Rio,
30 de abril de 2005 - O
Globo
Operações recentes feitas em dez pacientes revelaram que a técnica foi capaz de restaurar a visão em sete pessoas que ficaram cegas depois de terem sido atingidas por ácido e metal fundido ou mesmo por problemas congênitos. Alguns dos pacientes, tratados no Centro da Visão, do Hospital Rainha Vitória, haviam sido informados previamente de que não recuperariam a visão. Outros haviam passado por transplantes de córnea mal sucedidos. Os pacientes que participaram da experiência não apresentavam células-tronco na córnea em razão do dano sofrido. A técnica consiste em obter células-tronco dos olhos de doadores e cultivá-las em laboratório. Posteriormente, elas foram transplantadas para a superfície do olho do paciente. O oftalmologista Sheraz Daya, que passou cinco anos aperfeiçoando a técnica e coordenou a equipe, disse que os médicos ficaram impressionados com a capacidade das células de induzir a regeneração natural das áreas danificadas do olho. Testes realizados nos pacientes um ano depois da cirurgia não revelaram a presença do DNA do doador de células-tronco. Isso significa, explicou o médico, que a recuperação foi feita pelas próprias células do paciente, o que descarta a necessidade do uso prolongado de drogas imunossupressoras. — A técnica funciona e não há presença do tecido do doador, o que realmente nos impressionou. Aparentemente, as células transplantadas foram substituídas pelas do próprio paciente. Mas é como se elas estivessem mais potentes — afirmou Daya. Técnica pode ser aplicada a outros órgãos Os cientistas buscam agora entender melhor o processo para poder aplicar a técnica em outros tecidos danificados do corpo. Os detalhes da nova cirurgia foram revelados este mês, numa conferência internacional de oftalmologistas nos Estados Unidos. Edward Bailey, de 65 anos, que perdeu a visão no olho esquerdo ao ser atingido por soda cáustica na fábrica em que trabalhava, disse que a operação mudou sua vida: — Foi um momento muito emocionante. Não conseguia acreditar. Por dez anos, tudo o que eu conseguia ver eram sombras negras e cinzas. Logo depois da operação, quando a enfermeira entrou no quarto, eu vi um flash azul de seu uniforme. Fui pra casa e quando tirei o curativo definitivamente, eu tinha minha visão de volta. De acordo com os especialistas, é possível que a técnica possa ser reproduzida em outros órgãos, reduzindo a necessidade de transplantes. |