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CEZAR
LIPER A favor das pesquisas de Células Tronco NÃO SE OMITA ! PARTICIPE ! ACESSE ! www.movitae.bio.br |
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Notícias
IMPORTANTE
Há dois tipos de células-tronco: HESC e HEGC. As células-tronco embriônicas humanas originam-se do estágio de 140 células. Células germinais embriônicas humanas vêm da crista germinal do embrião em crescimento, do qual se desenvolvem as gônadas, os órgãos masculino-feminino. Estas células também são pluripotenciais. Também podem ser implantadas em um órgão, e amadurecer como células do órgão hospedeiro. É entusiasmante registrar a velocidade com a qual esta pesquisa tem progredido. As células-tronco foram primeiro descobertas em novembro de 1997. Até então, ninguém sabia o que eram estas células; ninguém as tinha estudado antes. Pesquisa e tratamento neste campo têm decolado a tal ponto que agora temos relatórios surpreendentes como esses: Célula-tronco faz potencial terapia do nervo. [1] Células-tronco mostram seu potencial. Uma célula-tronco cerebral pode tornar-se uma célula do sangue para alguém que tenha um problema na medula óssea. [2] Células-tronco da córnea podem fazer crescer novas córneas em pessoas que não puderam receber um transplante de córnea com sucesso. [3] Células-tronco podem tornar-se células musculares, portanto a nova terapia oferece esperança para o tratamento de distrofia muscular. [4] As datas destes anúncios são: julho de 1999, setembro de 1999. Os milagres continuam a se desdobrar perante nossos olhos. Condenada pela Igreja A Igreja empregou todo seu poder e forçou o governo americano a proibir o uso de células-tronco de embrião no estágio de 140 células. A Halachá (Lei Judaica) não faz objeção ao uso de um embrião em estágio tão primário. Mas como este estágio possui o potencial de tornar-se um embrião, a Igreja forçou o governo a emitir uma liminar que proíbe o uso de fundos governamentais para esta finalidade. Na revista Ciência de 10 de dezembro de 1999, a decisão final do governo americano, baseado na orientação do Serviço Nacional de Saúde, foi publicada: "Derivar novas células de embriões será proibido." [Em 09 de agosto de 2001 o presidente norte-americano George W. Bush finalmente autorizou o financiamento federal para pesquisas com células-tronco embrionárias, mas restringiu-as a 60 linhagens já existentes.] Sendo uma democracia, entretanto, o governo americano não pode controlar pesquisa privada e desenvolvimento de linhas de células-tronco de embriões derivadas privadamente. Portanto, o que está acontecendo? Dinheiro particular está sendo investido - e é grande o potencial de ganhar dinheiro com isso. Não em pegar uma célula e com ela fazer um ser humano. Não há dinheiro investido nisso. Mas para implantar uma célula-tronco em um coração doente e curar este coração porque células novas estão agora se contraindo. Ou curar um fígado doente implantando algumas células-tronco e deixando que aquele fígado agora gere novas células de fígado. É aí que o dinheiro está sendo aplicado! O uso de células-tronco para clonagem reprodutiva está proibido, embora não seja possível pegar uma célula-tronco e a partir dela, fazer um ser humano. A Igreja conseguiu até mesmo condenar o uso de óvulos fertilizados não usados, criados pela fertilização in vitro. Quando uma mulher passa por tratamento para fertilização artificial, geralmente há mais óvulos fertilizados do que os necessários. Agora é proibido usá-los para pesquisa e tratamento de células-tronco, porque a Igreja veio com uma "cerca ao redor da lei". Se isso fosse permitido, temia-se que as pessoas fariam aquilo. Portanto, proibiram qualquer uso de embriões, mesmo se o embrião for jogado fora. Você pode jogá-lo fora, mas não pode usá-lo para conseguir uma célula-tronco para curar um paciente que está morrendo. A Halachá é bem clara. Este tipo de pesquisa deve ser encorajado. Um óvulo fertilizado numa placa de Petri não tem "humanidade". Sem a implantação em um útero, permanece um "zigoto", ou pré-embrião, e não é visto como um "aborto", como a Igreja considera. O papel de Dolly A disponibilidade de dinheiro de investidores tem incrementado a pesquisa de células-tronco visando a terapia. Geron Corporation apoiou a primeira pesquisa feita em células-tronco embriônicas humanas. Uma equipe da Universidade Johns Hopkins em Baltimore trabalhou com uma contribuição privada de Geron. Aqueles que possuem ações de Geron Corporation ficaram muito ricos. As ações valem mil vezes mais que o preço original, devido à descoberta bem-sucedida da célula fonte embriônica humana. Segundo o New York Times de 5 de maio de 1999, a Geron Corporation doou 20 milhões de dólares ao Laboratório Roslin na Escócia, que clonou a ovelha Dolly, e ninguém entende o porquê. O que querem eles daqueles que clonaram a ovelha Dolly? Eles têm células embriônicas humanas. A associação destes dois laboratórios revela o plano de pesquisa dos cientistas do Laboratório Geron. Eles desejam fazer crescer um fígado em um frasco. Desejam ser capazes de fazer crescer um coração ou um músculo do coração. Como se faz isso? Pegue uma célula-tronco e coloque-a perto de células do coração, e ela se tornará célula do coração. Há apenas um problema. Se eu a pusesse em um ser humano, aquela célula-tronco veio de um outro ser humano. A menos que seja tratado com drogas imunosupressoras, como em qualquer transplante, o corpo do receptor o rejeitará. Sim, não preciso encontrar um doador de órgão, mas o paciente terá de passar pelos mesmos problemas de rejeição que todo transplantado passa. Portanto, Geron Corporation decidiu-se por uma nova abordagem. Pegue uma célula somática (por exemplo, da pele) do receptor enfermo, usando a técnica da ovelha Dolly, e insira o núcleo daquela célula em um óvulo sem núcleo, para fazer um embrião. Quando ele chega ao estágio de 140 células, tire a célula-tronco e injete-a no coração doente, onde a célula-tronco se transformará em células cardíacas novas, rejuvenescidas. Mas para fazer isso, precisam de alguém que saiba como tirar uma célula de um adulto e fazê-la fertilizar um óvulo, ou fazê-la agir como um óvulo fertilizado. Onde isso tem sido feito? O Laboratório Roslin fizeram isso com Dolly. Eles têm a técnica para fazer uma célula madura não reprodutiva comportar-se como um espermatozóide ou um óvulo. Mas Roslin não foi muito bem sucedido. Conseguiram fazer Dolly após 276 tentativas. As outras Dollies tinham quatro cabeças, seis pernas, apenas metade de um corpo. Formaram-se monstruosidades. Conseguiram apenas uma boa. Não se pode fazer isso com humanos, mas quem liga para isso? Não quero fazer Dollies. Preciso apenas de um pedacinho de Dolly. Um coração, ou pulmão. E é aí que está o dinheiro. Geron Corporation deu 20 milhões a Roslin somente pelo know-how de como clonar uma célula adulta. Geron deseja oferecer esta terapia: Um paciente tem um coração doente. Tiro uma célula de sua pele, coloco-a em um óvulo do qual foi removido o núcleo, portanto agora tenho o começo de um clone. Este clone receberá as condições para se desenvolver até o estágio das 140 células. Extraio as células-tronco, e as implanto onde quer que o paciente as necessite. Se o paciente precisa de um coração, injeto algumas células-tronco em seu coração. Por ter feito uma célula-tronco a partir de uma das células da pele do paciente, posso oferecer um transplante sem medo de rejeição. Uma célula-tronco é imortal. Exceto por dois tipos de células, todas as células humanas morrem após cinqüenta divisões. As células do câncer e as células-tronco não morrem. Portanto, se eu tiver uma linha de células-tronco, posso fornecer células-tronco para o mundo inteiro. O problema é: qualquer outra pessoa rejeitará as células-tronco porque são de um outro organismo. Eis porque uma célula somática do receptor tem de ser clonada para tornar-se uma célula-tronco antes de ser transplantada em um órgão doente. É uma notável pesquisa que salva vidas! Eis porque a revista Science votou na pesquisa da célula-tronco como a mais importante pesquisa biológica feita neste milênio. Ninguém duvida do potencial sucesso deste esforço. Em outras palavras, ninguém vê como pode dar errado. Deveriam estar certos, e que D'us ajude a guiar as mãos deles. Esperança na pesquisa do câncer No processo de conduzir a pesquisa da célula-tronco, estamos também aprendendo como as células formam órgãos. Aprender como as células formam órgãos - organogênese - dá uma grande, grande percepção sobre como as células se diferenciam. Também nos ensinará por que algumas células recusam-se a diferenciar e tornam-se células cancerosas. Poderei então descobrir por que algumas células não se diferenciam. Portanto, olharemos para a pesquisa da célula-tronco como a única estrada aberta para a pesquisa do câncer atualmente. Fonte: http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/transplante/home.html Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmas. Por causa destas duas capacidades, as células-tronco são objeto de intensas pesquisas hoje, pois poderiam no futuro funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes. As células tronco são células que possuem a capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido, portanto podem significar a cura para várias doenças e a própria vida para milhares de crianças e jovens. A pesquisa com células tronco (stem cells) é a esperança praticada pela ciência. As células-tronco são classificadas como: Totipotentes ou embrionárias - São as que conseguem se diferenciar em todos os 216 tecidos (inclusive a placenta e anexos embrionários) que formam o corpo humano. Pluripotentes ou multipotentes - São as que conseguem se diferenciar em quase todos os tecidos humanos, menos placenta e anexos embrionários. Alguns trabalhos classificam as multipotentes como aquelas com capacidade de formar um número menor de tecidos do que as pluripotentes, enquanto outros acham que as duas definições são sinônimas. Oligopotentes - Aquelas que conseguem diferenciar-se em poucos tecidos. Unipotentes - As que conseguem diferenciar-se em um único tecido. Quais as funções naturais das células-tronco no corpo humano? Elas funcionam como células curingas, ou seja, teriam a função de ajudar no reparo de uma lesão. As células-tronco da medula óssea, especialmente, têm uma função importante: regenerar o sangue, porque as células sangüíneas se renovam constantemente. Onde ficam as células-tronco? As células-tronco totipotentes e pluripotentes (ou multipotentes) só são encontradas nos embriões. As totipotentes são aquelas presentes nas primeiras fases da divisão, quando o embrião tem até 16 - 32 células (até três ou quatro dias de vida). As pluripotentes ou multipotentes surgem quando o embrião atinge a fase de blastocisto (a partir de 32 -64 células, aproximadamente a partir do 5.o dia de vida) - as células internas do blastocisto são pluripotentes enquanto as células da membrana externa do blastocisto destinam-se a produzir a placenta e as membranas embrionárias. As células-tronco oligopotentes ainda são objeto de pesquisas, mas podemos dizer como exemplo que são encontradas no trato intestinal. As unipotentes estão presentes no tecido cerebral adulto e na próstata, por exemplo. Onde podemos encontrar células tronco ou stem cells? As células tronco existem em: a) vários tecidos humanos (sangue, medula e outros tecidos) mas em quantidade muito pequena; b) no cordão umbilical e na placenta (em quantidades bem maiores); c) em embriões nas fases iniciais da divisão celular, isto é, na fase de blastócito. Importante: As células tronco retiradas do próprio paciente, não servem para tratar portadores de doenças genéticas como as distrofias musculares ou atrofias espinhais. Isto porque nas doenças genéticas o problema está em todas as células, apesar de só se expressar em tecidos específicos. Os embriões descartados em clínicas de fertilização têm um papel fundamental para a evolução da pesquisa pela cura. E isso tem que ser regulamentado o mais rápido possível! Nosso tempo é outro...nós temos pressa! O que torna a célula-tronco capaz de formar um tecido ou outro? A ordem ou comando que determina, durante o desenvolvimento do embrião humano, que uma célula-tronco pluripotente se diferencie em um tecido específico, como fígado, osso, sangue etc, ainda é um mistério que está sendo objeto de inúmeras pesquisas. Por exemplo, o transplante de medula óssea para tratar pacientes com leucemia é um método de terapia celular já conhecido e comprovadamente eficiente. A medula óssea do doador contém células-tronco sangüíneas que vão fabricar novas células sangüíneas sadias. A terapia com células-tronco poderá no futuro tratar muitas doenças degenerativas, hoje incuráveis, causadas pela morte prematura ou mau-funcionamento de tecidos, células ou órgãos. Como exemplo, podemos citar as doenças neuromusculares, diabetes, doenças renais, cardíacas ou hepáticas. Para isso, estão sendo feitas inúmeras pesquisas no mundo todo para descobrir como fazer as células-tronco se diferenciarem no tecido que está doente. É possível programar as células-tronco para que se diferenciem nos tecidos que precisam ser reparados? Existem substâncias ou fatores de diferenciação que, quando colocados em culturas de células-tronco in vitro (isto é, cultivadas em laboratório), determinam que elas se diferenciem em um certo tecido. Uma outra possibilidade que está sendo investigada é se células-tronco, em contato com um tecido diferenciado, transformam-se naquele tecido. Por exemplo: células-tronco obtidas de embriões, cordão umbilical ou medula, se colocadas em contato com um músculo, conseguem diferenciar-se em músculo? Isso já foi demonstrado com células-tronco embrionárias, mas ainda não sabemos qual é o potencial que células-tronco de sangue de cordão (adultas) têm de se diferenciar em vários tecidos. Essa é uma das pesquisas em andamento no nosso laboratório, com células-tronco obtidas de cordão umbilical que estão sendo cultivadas juntamente com células musculares. Trata-se ainda de pesquisas experimentais e que ainda não constituem um tratamento comprovado a ser aplicado em seres humanos. Como é o uso de células-tronco adultas? As células-tronco adultas são encontradas em vários tecidos (como medula óssea, sangue, fígado, polpa dentárea) de crianças e adultos, e também no cordão umbilical e na placenta. Entretanto, ainda não sabemos em que tecidos elas são capazes de se diferenciar. Um estudo recente com células-tronco retiradas da medula e injetadas no coração da própria pessoa, o auto-transplante, sugere uma melhora aparente do quadro clínico em pessoas com insuficiência cardíaca. Mas a questão é se essas células são capazes de formar tecido cardíaco ou só promover uma neo-vascularização (fabricar novos vasos sangüíneos). De qualquer forma, a maior limitação quando usadas células da própria pessoa é que não serviria para portadores de doenças genéticas, pois o defeito está presente em todas as células daquela pessoa. Como é o uso de células-tronco de embriões? As pesquisas com células-tronco embrionárias estão sendo feitas nos países que permitem esses estudos. As células-tronco embrionárias têm o potencial de formar todos os tecidos humanos. Elas podem ser retiradas de: a) embriões excedentes que são descartados em clínicas de fertilização, por não terem qualidade para implantação ou por terem sido congelados por muito tempo; b)
pela técnica de clonagem terapêutica. Objetivo
O que são células embrionárias? Após a fusão das células reprodutivas, começa a se formar um aglomerado de células. Este primeiro grupo de células são chamadas de totipontente por terem a capacidade de originar qualquer parte do organismo de um ser humano, além de terem também a capacidade de formar o acessório tal como placenta e tecidos de sustentação necessário para o desenvolvimento do embrião no útero e portanto podem se transformar em outro indivíduo gêmeo. Em aproximadamente 4 dias, estas células começam a formar uma estrutura esférica, chamada de Blástula, apresentando duas partes, uma interna e outra externa. A parte externa formará a placenta e a parte interna formará o embrião. É na parte interna que estão as células capazes de gerar todas as células do organismo de um indivíduo. Estas células são chamadas de células pluripotentes e são estas as células-tronco ou "stem cells" que tanto se fala ultimamente, por serem esperança de cura para milhões de pessoas portadoras de doenças genéticas ou adquiridas, por terem a capacidade de tratar lesões ou disfunções de órgãos como o cérebro, coração, ossos, músculos e pele. Após a segunda semana, o processo de diferenciação celular se define, ou seja, as células vão adquirindo posições e funções biológicas específicas, são denominadas multipotentes e cada uma pode dar origem a tipos específicos de células, como por exemplo a todos os tipos de células sangüíneas. O que é o sangue do cordão umbilical e placentário (SCUP)? É o sangue que circula através da placenta e cordão umbilical, levando oxigênio e nutrientes do sangue materno para o feto e retornando para a placenta para ser purificado. A função da placenta na troca de gases para o feto é semelhante à do sistema respiratório; há uma membrana separando duas correntes de sangue e a transferência de gases é feita por difusão. A glicose e outros nutrientes atravessam a membrana das vilosidades placentárias para o feto e os elementos de excreção fetal, passam no sentido oposto, por mecanismos de difusão. CORDÃO
UMBILICAL NÃO É LIXO HOSPITALAR PARA ASSINAR O DOCUMENTO PELO LIVRE EXERCÍCIO DA PESQUISA CIENTÍFICO CLIQUE: http://www.movitae.bio.br/objetivos.htm Para
saber mais: http://www.movitae.bio.br/
02/03/2005 - 22h32 / FELIPE RECONDO
A Câmara dos Deputados aprovou hoje a pesquisa científica com células-troco embrionárias, desde que obtidas em fertilização in vitro e congeladas há mais de três anos, exatamente como fez o Senado no final do ano passado. A votação fazia parte dos destaques apresentados ao texto básico da Lei de Biossegurança, que, entre outras coisas, permite a produção e a comercialização de produtos geneticamente modificados. Continua proibida a produção de embriões para pesquisa por meio da clonagem terapêutica. A pesquisa com células-tronco foi aprovada por 366 votos favoráveis, 59 contrários e três abstenções. A votação foi acompanhada por integrantes da Associação Brasileira de Distrofia Muscular e do Movitae (Movimento em Prol da Vida) que defendia a matéria e viram na aprovação do texto uma chance de cura para suas doenças. No plenário, estavam familiares e crianças em cadeiras de rodas, que sofrem de distrofia muscular-- doença que se caracteriza pela degeneração progressiva do tecido muscular. Também acompanhou a votação o médico Drauzio Varella, autor de "Carandiru". Com a aprovação, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A pesquisa é considerada pelos médicos como fundamental para pesquisas de tratamento de doenças como o diabetes, o mal de Parkinson e Alzheimer. "Nós
temos competência reconhecida nas universidades, que têm de
ser apoiadas por essa lei", afirmou antes da votação
o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos. "Essas
pesquisas vão atender a 5 milhões de brasileiros [contingente
que pode ser beneficiado pelas pesquisas]", afirmou. Os transgênicos são aqueles produtos acrescidos de um novo gene ou fragmento de DNA para que desenvolva uma característica em particular, como mudanças do valor nutricional ou resistência a pragas. A polêmica em torno do plantio e da comercialização dos transgênicos passa pelos campos econômico, social e ambiental. Os defensores dos OGM argumentam que a biotecnologia aumentaria a produção de alimentos, o que, por sua vez, reduziria a quantidade de brasileiros vítimas da fome. No outro lado, estão os críticos dos transgênicos. Ambientalistas e algumas organizações de cientistas argumentam que seus efeitos na saúde humana e no meio ambiente ainda são desconhecido. O texto da lei define que a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) deve analisar tecnicamente o pedido para o plantio dos transgênicos. E um conselho de 11 ministros, por fim, vai analisar se permite ou não a comercialização desses produtos. Células-tronco A outra polêmica refere-se às pesquisas científicas com células-tronco. Essas células são como curingas, ou seja, células neutras que ainda não possuem características que as diferenciem como uma célula da pele ou do músculo, por exemplo, e que podem ser usadas para gerar um outro órgão. Hoje, as pesquisas no país se restringem às células da medula óssea e do cordão umbilical. Mas essas células originam apenas alguns tecidos do corpo. A lei, aprovada pelo Senado, permite a pesquisa em células-tronco de embriões obtidos por fertilização in vitro e congelados há mais de três anos. Mas, para que o estudo seja feito, os pais devem autorizar a pesquisa expressamente. Atualmente, esses embriões, ao completarem quatro anos de congelamento, são descartados. Essas células, ao contrário das provenientes da medula e do cordão umbilical, se mostram mais eficazes para formar qualquer tecido do corpo. Leia
o que já foi publicado sobre a lei de biosegurança Jornal O dia 02/02/2005 - Daniella Daher Terapia
celular para tratar doenças do coração pode chegar
ao SUS se eficácia for comprovada De acordo com o médico Antonio Carlos Campos de Carvalho, chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa do INCL, a pesquisa, patrocinada pelo Ministério da Saúde, tem o objetivo de comprovar a eficácia das células-tronco no tratamento de cada um desses quatro tipos de doenças do coração. Serão acompanhados 1.200 pacientes, 300 para cada patologia. “Em cada grupo, metade dos pacientes receberá tratamento convencional, e os demais, além do tratamento convencional, implante de células-tronco”, explica ele. Para que o aspecto psicológico não influencie nos resultados, a divisão dos grupos será feita por sorteio – médicos e pacientes não saberão quem vai receber o implante. A
segurança do procedimento já foi testada numa fase anterior
do projeto. “Nenhum paciente apresentou complicação
decorrente do implante de células-tronco”, informou o médico. Cada estudo está sob a responsabilidade de uma instituição. O INCL ficou responsável pelo de cardiopatia dilatada, quando o coração aumenta de tamanho e torna-se fraco, incapaz de fazer o bombeamento adequado do sangue. Doença isquêmica crônica é o alvo do Instituto do Coração (SP). O Hospital Santa Isabel e a Fundação Oswaldo Cruz (BA) vão coordenar o estudo com portadores do mal de Chagas e o Hospital do Fundão e o Pró-Cardíaco são responsáveis pela pesquisa com pacientes recém-enfartados. O tratamento já apresentou ótimos resultados nos pacientes com seqüelas de infarto anterior. Mais de 10 receberam transplante de células-tronco da medula óssea (retiradas do osso do quadril e injetadas no músculo cardíaco) e deixaram de ser candidatos a um transplante de coração. O método também vem sendo testado em pacientes com infarto recente. Essas duas experiências estão sendo feitas no Hospital Pró-Cardíaco com a UFRJ. Brasil
faz o primeiro transplante de célula-tronco para tratar mal de
Chagas Roberta Jansen escreve para 'O Globo': As células-tronco são capazes de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo e, se tudo correr bem, os especialistas esperam que elas sejam capazes de regenerar o coração do paciente - um homem de 52 anos de idade que sofre de grave insuficiência cardíaca. Testes feitos em animais apontam uma recuperação de até 80% das funções do coração. Técnica similar foi testada com sucesso no ano passado, no RJ, onde especialistas conseguiram regenerar áreas lesionadas do coração de pacientes em estado grave por meio da terapia celular. Neste caso, no entanto, a lesão cardíaca era localizada e as células-tronco foram injetadas diretamente no local afetado. 'Na doença de Chagas, no entanto, o problema é generalizado em todo o coração - explicou o imunologista da Fiocruz Ricardo Ribeiro dos Santos, diretor do Instituto do Milênio de Bioengenharia Tecidual, que coordena as experiências com célula-tronco. Cerca de 6 milhões sofrem da doença no Brasil Os especialistas, então, decidiram injetar células-tronco nas três coronárias que irrigam o coração. Dessa forma, explicou Santos, asseguraram que as células fossem distribuídas igualmente por todo o órgão. As células usadas são retiradas da medula do próprio paciente e são injetadas por meio de um cateter introduzido em sua perna. O paciente teve alta ontem, mas os médicos só poderão saber se a terapia, de fato, funcionou dentro de dois meses. 'Os testes feitos em animais, no entanto, mostraram que a partir do quinto dia as células já começam a se transformar em tecido cardíaco', afirmou Santos. 'Mostraram também que a terapia não apenas regenera os tecidos, como controla a inflamação no coração que, no caso dos pacientes de Chagas, é muito séria.' Atualmente, cerca de seis milhões de brasileiros (a maioria em idade produtiva) sofrem do mal de Chagas, causado pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Na maioria dos casos, a doença não traz maiores conseqüências, mas, em 30% deles ela evolui para uma cardiopatia grave. Os pacientes apresentam alterações do ritmo cardíaco ou insuficiência cardíaca (falência do músculo do coração) que podem levar à morte. Os
médicos do Hospital Santa Izabel esperam testar a terapia em mais
quatro pacientes até o fim de julho com o objetivo de verificar
possíveis efeitos colaterais. A segunda fase do estudo prevê
que, até dezembro, mais 25 pessoas sejam submetidas à terapia.
Instituto
do Milênio de Bioengenharia Tecidual
- Terapias celulares para doenças crônico-degenerativas Vejam
os estudos sobre Células-Tronco realizados pelo Instituto do Milênio
de Bioengenharia Tecidual Terapias celulares para doenças crônico-degenerativas AULAS GERAIS: (8:30-10:15) 01.
Introdução geral e apresentação do curso (Ricardo
Ribeiro dos Santos, FIOCRUZ/Ba) (18/11) CONFERÊNCIAS: (10:30-12:00) 01.
Terapias celulares - presente e futuro (Ricardo Ribeiro dos Santos, FIOCRUZ/Ba)
(18/11) AULAS PRÁTICAS: (13:00-17:30) Grupo
1 de aula prática: Modelos de estudo in vivo 1)
Substitutos de Pele - Compostos dermo-epidérmico. Equivalentes
de pele constituídos por substratos tridimensionais como colágeno
bovino e de rato para cobertura (curativo temporário). Caracterização
da diferenciação queratinocítica e proteínas
de adesão. 2)
Células tronco no tratamento da cardiopatia chagásica e
isquêmica. Modelo experimental de cardiomiopatia chagásica
crônica. Modelo experimental de cardiopatia isquêmica por
catecolaminas. Terapia com células tronco de medula óssea
em camundongos com cardiomiopatia chagásica crônica e com
lesão por cardiopatia isquêmica. 3)
Manipulação de cartilagem humana para obtenção
de condrócitos para tratamento de lesões da articulação
do joelho - Isolamento das células utilizando o protocolo aprovado
para uso em humanos. Expansão celular e caracterização
do fenótipo condrocítico. 4)
Indução de formação óssea por biomateriais
como a hidroxiapatita - Implantes em animais experimentais de hidroxiapatita
celularizada com osteoblastos, que serão caracterizados e avaliados
em preparados histológicos. Professores: Márcia Cury el Cheikh, Ana Cumano, José Mengel, Ma. Isabel Rossi, Milena B. P. Soares, Elisabeth Cirne-Lima, José Geraldo Mill, Masako Masuda, Regina Goldenberg, Marcello Santiago, Rosália Mendez Otero, Elisabete Mattos. Modelos de estudo in vitro: As aulas práticas consistirão da demonstração de modelos in vivo, em camundongos e ratos. Os grupos de trabalho devem ser pequenos (máximo 3-4 alunos) correndo várias aulas em paralelo. Hematopoietic Stem Cells (Ana Cumano, Márcia Cury el Cheikh) -
Long-term bone marrow cultures (LTBMC): tem como objetivo principal produzir
um modelo ex vivo artificial de hematopoiese, o mais próximo do
fisiológico. Podem ser mantidas por 6 meses ou mais, permitindo
um estudo mais aprofundado das células hematopoiéticas,
assim como manipulação. -
Long-term repopulating ability (LTRA); long-term culture initiating cells
(LTC-IC); long-term culture cobblestone-area-forming cells (LTC-CAFC):
ensaios que têm como principal objetivo avaliar e enumerar as células
hematopoiéticas mais primitivas, mais indiferenciadas, utilizando
modelos in vivo (LTRA - longo prazo) e in vitro (LTC-IC e LTC-CAFC - curto
prazo). -
Cultura em meio semi-sólido (ágar e metilcelulose): permitem
avaliar e quantificar a clonalidade de progenitores hematopoiéticos
já comprometidos, multipotentes, à curto prazo. São
ensaios baseados na utilização de fatores de crescimento
e citocinas para induzir a proliferação e diferenciação
dos mesmos. Mesenchymal Stem Cells (MSC) -
Extração de mesenchymal stem cells: permite isolar e expandir
em cultura, na ausência de células hematopoiéticas
e endoteliais, células tronco mesenquimais da medula óssea,
que possuem capacidade de se diferenciar em fenótipos mesenquimais
específicos in vitro. (Regina Goldenberg) -
Diferenciação in vitro: utilizando as MSCs isoladas, poderemos,
utilizando fatores de crescimento específicos, induzir a diferenciação
destas células em adipócitos, osteoblastos e condroblastos,
testando, assim, sua multipotencialidade. -
Diferenciação in vivo: Utilizando as técnicas de
cultura em gel de colágeno e implante subcutâneo, pode-se
avaliar a capacidade das MSCs de formarem um novo tecido ósseo,
com estrutura organizada (osso cortical e medula óssea), semelhante
ao in vivo. Muscle satellite cells - Regina Goldberg - Extração e Diferenciação in vitro: permite isolar as células satélites (stem cells musculares) de músculos esqueléticos de animais adultos, expandi-las e utilizá-las para análises de diferenciação in vitro. (Regina Goldenberg) Embryonic stem cells (ES) - Elisabeth Cirne-Lima - Isolamento e cultura de células embrionárias de blastocistos de camundongos para expandi-las e utilizá-las para análises de diferenciação in vitro. Modelos de cardiopatia isquêmica - Isquemia induzida por ligadura da artéria coronária descente anterior esquerda e por tratamento com catecolaminas (José Geraldo Mill, Milena B. P. Soares, Washington L. C. dos Santos) - Tratamento com células tronco de medula óssea de ratos e camundongos com cardiopatia isquêmica e avaliação por eletrocardiografia, ecocardiografia e histopatologia (José Geraldo Mill, Christina Takiya, Washington L. C. dos Santos, Masako A. Masuda, Elisabete Mattos) Mapeamento e caracterização de células tronco no sistema nervoso central adulto - Utilização de anticorpos monoclonais na identificação de áreas neurogênicas no sistema nervoso central de rato adulto (Rosália Mendes Otero, Marcello Santiago) Obs: Uma parte de material será trazida do Rio de Janeiro ou preparada antecipadamente.
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Original Message -----
Jornal Estadão - 03/01/2005 HC faz transplante de células-tronco inédito no País Técnica é usada para tratamento de doença que mata neurônios e atrofia músculos. Resultado vai determinar início de novos transplantes Ribeirão Preto (SP) - Um transplante inédito no Brasil, usando células-tronco, foi realizado nesta segunda-feira no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O paciente é um homem de 60 anos, de Recife, que sofre há um ano e meio de esclerose lateral amiotrófica, doença que mata os neurônios que coordenam os músculos, causando atrofia muscular e levando à morte entre três e quatro anos. Segundo o coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea do HC, Júlio Voltarelli, antes deste transplante apenas outros seis foram realizados nos últimos três anos, num hospital dos Estados Unidos. O paciente selecionado pelo HC também tem uma pré-leucemia. Há um mês, células-tronco da sua medula óssea foram retiradas e congeladas. Depois, o paciente fez quimioterapia para neutralizar seu sistema imunológico e, nesta segunda, as células-tronco foram injetadas em seu sangue, num procedimento que demorou cerca de 30 minutos. Agora, espera-se que as células-tronco cheguem até a medula óssea, transformando-se em parte saudável deste tecido. O paciente perdeu a fala e teve diminuição da deglutição por causa da doença. Voltarelli disse que o paciente ficará internado durante dez dias e, depois, ficará dois meses em observação, numa casa, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), sendo acompanhado pela equipe médica. Nos seis casos de transplante desse tipo nos Estados Unidos, disse Voltarelli, houve uma certa resposta positiva para metade dos pacientes. "A doença foi descoberta há quase cem anos, mas são os primeiros transplantes feitos para tentar a cura", disse o médico. O
transplante faz parte de um programa cooperativo entre o HC e o Hospital
Albert Einstein, de São Paulo. Também em cooperação com o Einstein, o HC faz transplantes de células-tronco para tratamento de esclerose múltipla. Foram cerca de 30 transplantes desde 2001 e Voltarelli informa que a maioria está bem, mas que ocorreram alguns óbitos. O HC também está fazendo transplantes de células-tronco para tratamento de diabéticos.
Rio,
02 de dezembro de 2004-
O Globo Roberta Jansen Cientistas brasileiros deram mais um passo significativo no desenvolvimento de terapias com células-tronco maduras. Um grupo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, coordenado pelo imunologista Julio Voltarelli, começou a testar com sucesso o uso dessas células no tratamento da diabete. Segundo ele, é a primeira vez no mundo que se testa a terapia celular para a doença. O teste de fase 1 (para averigüar a segurança do tratamento) começou no início deste ano e vai envolver 12 pacientes. Até agora, quatro pessoas em estágios iniciais da doença receberam o tratamento. Três delas apresentaram melhora considerável e deixaram de tomar insulina. — Veja bem, não estou falando em cura — frisou Voltarelli, que participou ontem do seminário “Células-tronco e Terapia Celular”, na UFRJ. — Estou dizendo apenas que o sistema imunológico dessas pessoas parou de destruir as células produtoras de insulina e que, por isso, elas não precisam receber a substância. De acordo com o especialista, os pacientes ainda estão sendo acompanhados para que se avalie se a situação vai perdurar. Antes da terapia, sistema imunológico é destruído A diabete ocorre quando, em razão de um problema, o sistema imunológico passa a atacar as células do organismo responsáveis pela produção de insulina — um hormônio importante no metabolismo dos açúcares. A terapia desenvolvida pelo grupo de Voltarelli consiste, inicialmente, em destruir o sistema imunológico deficiente. — Fazemos isso usando quimioterapia ou imunoterapia — explicou. O segundo passo é fazer o transplante de células-tronco. Retiradas da medula do próprio paciente, as células são injetadas uma única vez, em sua jugular. Como são células primitivas, capazes de criar todos os tecidos do corpo, a idéia é fazer com que elas reconstituam o sistema imunológico do paciente. — O paciente não nasceu com a doença, ele a desenvolveu ao longo da vida, então é como se voltássemos no tempo — resumiu Voltarelli. O grupo de Ribeirão Preto desenvolve ainda terapias celulares contra esclerose múltipla e doenças reumáticas, condições também decorrentes de problemas no sistema imunológico. No caso da esclerose múltipla já foram testados 30 pacientes em estado grave, que não apresentavam resposta ao tratamento convencional. — Nesse caso, não se trata de uma terapia inédita. Reproduzimos um procedimento de outros países — ressaltou o especialista. — De dois terços a três quartos dos pacientes apresentaram estabilização na progressão da doença ou mesmo melhora. O procedimento envolve também a destruição do sistema imunológico e a posterior injeção de células. — Estamos constatando uma regeneração das células sangüíneas e do sistema imunológico — disse o médico. O próximo passo do grupo é testar a terapia para esclerose lateral amiotrófica, doença para a qual não há cura. MULHER
RECEBE CÉLULA-TRONCO E VOLTA A ANDAR Vítima
de derrame recupera a fala e o controle dos movimentos depois de fazer
tratamento experimental A paciente testada com sucesso é a primeira de uma experiência que englobará outras 14 pessoas e está sendo conduzida por uma equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Hospital Pró-Cardíaco — a mesma que já testou com sucesso o uso de células-tronco na recuperação de cardíacos. O teste, de fase 1, foi concebido para avaliar a segurança da terapia, mas os médicos consideraram o resultado bastante promissor no que diz respeito à eficácia. Médico disse que paciente jamais voltaria a andar Uma experiência com apenas uma pessoa é ainda muito incipiente e não significa que os resultados positivos se repetirão em outros pacientes. Ainda assim, dizem os cientistas, já pode ser considerada um marco dados o ineditismo e as perspectivas de tratamento. — Eu diria que estamos iniciando uma nova era na busca do tratamento para essa doença — afirmou o coordenador do estudo, Hans Fernando Dohmann, diretor científico do Pró-Cardíaco. — Trata-se de apenas um caso no mundo inteiro e, é claro, precisamos ser cautelosos, mas estamos muito animados. A dona-de-casa Maria das Graças Pomaceno, de 54 anos, sofreu um derrame em agosto e foi atendida no Hospital Lourenço Jorge. Ela teve todo o lado direito do corpo paralisado, não falava e tinha grande dificuldade de compreensão. — O médico disse que ela ficaria com o lado direito do corpo paralisado — lembrou o vigilante Márcio da Costa Filho, de 34 anos, filho da paciente. — Foi horrível ouvir que ela não voltaria a andar e a falar. No dia seguinte, entretanto, o médico contou sobre o estudo que estava sendo realizado no Pró-Cardíaco. — Ele disse que ela seria a primeira pessoa a passar por esse tipo de implante e que, antes dela, a técnica só tinha sido usada em animais de laboratório — lembrou Costa. — Ele explicou que havia riscos, mas achamos que valia a pena. Seria horrível ela ter que passar o resto da vida numa cadeira de rodas, sem conseguir se comunicar. Cinco dias depois de sofrer o derrame, ela recebeu o implante de células-tronco adultas retiradas de sua própria medula óssea. Em pouco mais de duas semanas, já caminhava, conseguia falar algumas palavras e apresentava bem menos dificuldade de compreensão. — O resultado foi maravilhoso — comemorou Costa. — Ela está andando, entende bem o que a gente diz e, quando fica irritada, fala algumas coisas. Já varre a casa e toma banho sozinha.
— Ao injetar essas células, nossa expectativa não era de que virassem neurônios — disse Rosália Mendez-Otero, chefe do Laboratório de Neurobiologia Celular e Molecular da UFRJ. Quando um paciente sofre um derrame, os neurônios da parte mais afetada do cérebro morrem em 15 segundos. Uma grande área ao redor dessa lesão irrecuperável também é danificada, mas pode ser salva se for devidamente revascularizada. É justamente essa área que os especialistas visam em seu estudo. As células-tronco implantadas nessa região se mostraram capazes de formar novos vasos sangüíneos. — Com a geração de novas pequenas artérias, aumenta a vascularização da região e a oferta de oxigênio, glicose e de outras substâncias que ajudam a recuperar os neurônios — observou a especialista. Exames realizados antes e depois do procedimento, revelaram uma atividade crescente na área lesionada. Para os especialistas, um sinal de que a técnica pode revolucionar o tratamento dos derrames a médio prazo.
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Todos os procedimentos são experimentais e pouquíssimos
centros estão capacitados a fazer esse tipo BRASIL
TESTARÁ CÉLULA-TRONCO CONTRA ANEMIA
A anemia falciforme atinge principalmente a população negra. O motivo está na seleção natural. O mesmo gene que quando defeituoso leva à doença também dá aos portadores resistência à malária. E a malária por séculos afeta a África. Pessoas com só uma cópia alterada do gene não ficam doentes, mas podem transmitir o defeito aos filhos. Para que alguém tenha anemia falciforme, precisa herdar duas cópias defeituosas. — Os sobreviventes da malária muitas vezes eram e são pessoas com apenas uma cópia defeituosa do gene. Isso fez com que a anemia falciforme pudesse se espalhar em regiões do mundo afetadas pela malária, como a África — explica o coordenador do estudo, Radovan Borojevic, chefe do Laboratório de Proliferação e Diferenciação Celular da UFRJ, pioneiro nos estudos de células-tronco no Brasil. A terapia que Borojevic e seus colegas desenvolvem não promete a cura. O objetivo é reduzir as dores fortíssimas causadas por lesões nos ossos e na pele dos membros inferiores. Ao deformar as hemácias, essa forma de anemia leva à formação de dolorosos trombos. Estes obstruem os vasos sangüíneos e prejudicam a circulação. — Os danos mais comuns são úlceras nas pernas e lesões ósseas. São dolorosos e não têm tratamento específico. O paciente sofre por muito tempo — explica Borojevic. A meta da terapia celular é reconstituir a pele e os ossos destruídos. O primeiro passo é extrair amostras da medula óssea e purificá-las em laboratório. Como as células-tronco perfazem apenas uma pequena parcela das células do sangue, o processo não é simples. Uma vez obtida uma amostra com uma concentração razoável de células-tronco, esta é reinjetada nas áreas lesionadas. O procedimento precisa ser feito com anestesia. Se tudo correr como o esperado, as células-tronco originarão novas células ósseas e da pele. As células-tronco “aprendem” |