Gif bandeirinha do Brasil
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Células - Tronco

CEZAR LIPER
A favor das pesquisas de Células Tronco
NÃO SE OMITA ! PARTICIPE ! ACESSE !
www.movitae.bio.br
O que é Células-Tronco
Terapia com Células-Tronco
Uso de Embriões
Links

Notícias

  1. Isabela descobriu há um ano que tinha Diabetes Tipo 1 e conseguiu ser incluída na pesquisa pioneira de células-tronco para esta doença. Depois de seis meses do implante de células-tronco adultas, ela está super bem e parou de tomar insulina. Leia mais a entrevista da apresentadora Ana Maria Braga com o médico responsável pelo implante.
  2. Centro de pesquisas do Rio começará a usar células-tronco na regeneração de osso
  3. Paraplégico volta a andar na Colômbia
  4. O Super-Homem poderia ter voltado a andar?
  5. Células-tronco originam óvulos e espermatozóides
  6. Recife usa método inédito com células-tronco para reconstrução de nervos periféricos
  7. Cegos recuperam visão com células-tronco
  8. Pesquisas com células-tronco são chance de recuperação para doentes
  9. Câmara aprova a pesquisa com células-tronco
  10. Terapia celular para tratar doenças do coração pode chegar ao SUS se eficácia for comprovada
  11. Site Cryopaxis - Banco de sangue do cordão umbilical
  12. Doenças do Sistema Nervoso Central, como a hidrocefalia, mielomeningoceles -Vejam os estudos sobre Células-Tronco realizados pelo Instituto do Milênio de Bioengenharia
  13. Brasil faz o primeiro transplante de célula-tronco para tratar mal de Chagas
  14. Leiam e-mail criticando Cezar Liper, por ser a favor das Células-Tronco e a resposta do mesmo.
  15. Implante Cura Diabetes
  16. Matéria exibida no Globo Reporter - 14/01/2005 sobre o avanço da cura com Células-Tronco
  17. Site com todas as pesquisas realizadas com Celulas-Tronco
  18. Transplante de pâncreas inédito
  19. Médicos implantam células-tronco no pâncreas
  20. Pesquisa constata regeneração de células do pâncreas
  21. Como as pesquisas atuais podem contribuir para a substituição da função das células produtoras de insulina
  22. HC faz transplante de células-tronco inédito no País
  23. Brasil testa células-tronco contra diabete
  24. Mulher recebe célula-tronco e volta a andar
  25. O risco dos falsos tratamentos
  26. Brasil testará célula-tronco contra anemia
  27. O superman das Células-tronco
  28. Espanha libera uso de célula-tronco de embrião
  29. Eleitores da Califórnia apóiam iniciativa sobre células-tronco
  30. Secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan apóia uso de células-tronco embrionárias
  31. Pesquisa indica nova esperança de cura para o diabetes
  32. Transplante de células-tronco cura cego
  33. Células-tronco recuperam unidades destruídas pela quimioterapia
  34. Bancos Públicos de armazenamento de sangue de cordão umbilical
  35. Menino italiano é curado de anemia com célula-tronco tirada de irmão

IMPORTANTE

Não deixe de visitar os Links sobre Células-Tronco, pois existem informações preciosas sobre o tema. Clique aqui.


O que é célula-tronco


Depois que um óvulo é fertilizado, começa a se dividir. Quando chega ao estágio de ter 140 células, há umas poucas células no meio da bola que ficam penduradas, como um pequeno candelabro. Estas são as células-tronco. São pluripotenciais. Pegue uma célula-tronco e implante-a num coração, e ela se tornará uma célula de coração. Coloque-a em um fígado, e se transformará em uma célula de fígado. Ponha-a em um cérebro, e ela se torna uma célula cerebral.

Há dois tipos de células-tronco: HESC e HEGC. As células-tronco embriônicas humanas originam-se do estágio de 140 células. Células germinais embriônicas humanas vêm da crista germinal do embrião em crescimento, do qual se desenvolvem as gônadas, os órgãos masculino-feminino. Estas células também são pluripotenciais. Também podem ser implantadas em um órgão, e amadurecer como células do órgão hospedeiro.

É entusiasmante registrar a velocidade com a qual esta pesquisa tem progredido. As células-tronco foram primeiro descobertas em novembro de 1997. Até então, ninguém sabia o que eram estas células; ninguém as tinha estudado antes. Pesquisa e tratamento neste campo têm decolado a tal ponto que agora temos relatórios surpreendentes como esses:

Célula-tronco faz potencial terapia do nervo. [1]

Células-tronco mostram seu potencial. Uma célula-tronco cerebral pode tornar-se uma célula do sangue para alguém que tenha um problema na medula óssea. [2]

Células-tronco da córnea podem fazer crescer novas córneas em pessoas que não puderam receber um transplante de córnea com sucesso. [3]

Células-tronco podem tornar-se células musculares, portanto a nova terapia oferece esperança para o tratamento de distrofia muscular. [4]

As datas destes anúncios são: julho de 1999, setembro de 1999. Os milagres continuam a se desdobrar perante nossos olhos.

Condenada pela Igreja

A Igreja empregou todo seu poder e forçou o governo americano a proibir o uso de células-tronco de embrião no estágio de 140 células. A Halachá (Lei Judaica) não faz objeção ao uso de um embrião em estágio tão primário. Mas como este estágio possui o potencial de tornar-se um embrião, a Igreja forçou o governo a emitir uma liminar que proíbe o uso de fundos governamentais para esta finalidade. Na revista Ciência de 10 de dezembro de 1999, a decisão final do governo americano, baseado na orientação do Serviço Nacional de Saúde, foi publicada: "Derivar novas células de embriões será proibido."

[Em 09 de agosto de 2001 o presidente norte-americano George W. Bush finalmente autorizou o financiamento federal para pesquisas com células-tronco embrionárias, mas restringiu-as a 60 linhagens já existentes.]

Sendo uma democracia, entretanto, o governo americano não pode controlar pesquisa privada e desenvolvimento de linhas de células-tronco de embriões derivadas privadamente. Portanto, o que está acontecendo? Dinheiro particular está sendo investido - e é grande o potencial de ganhar dinheiro com isso. Não em pegar uma célula e com ela fazer um ser humano. Não há dinheiro investido nisso. Mas para implantar uma célula-tronco em um coração doente e curar este coração porque células novas estão agora se contraindo. Ou curar um fígado doente implantando algumas células-tronco e deixando que aquele fígado agora gere novas células de fígado. É aí que o dinheiro está sendo aplicado!

O uso de células-tronco para clonagem reprodutiva está proibido, embora não seja possível pegar uma célula-tronco e a partir dela, fazer um ser humano.

A Igreja conseguiu até mesmo condenar o uso de óvulos fertilizados não usados, criados pela fertilização in vitro. Quando uma mulher passa por tratamento para fertilização artificial, geralmente há mais óvulos fertilizados do que os necessários. Agora é proibido usá-los para pesquisa e tratamento de células-tronco, porque a Igreja veio com uma "cerca ao redor da lei". Se isso fosse permitido, temia-se que as pessoas fariam aquilo. Portanto, proibiram qualquer uso de embriões, mesmo se o embrião for jogado fora. Você pode jogá-lo fora, mas não pode usá-lo para conseguir uma célula-tronco para curar um paciente que está morrendo.

A Halachá é bem clara. Este tipo de pesquisa deve ser encorajado. Um óvulo fertilizado numa placa de Petri não tem "humanidade". Sem a implantação em um útero, permanece um "zigoto", ou pré-embrião, e não é visto como um "aborto", como a Igreja considera.

O papel de Dolly

A disponibilidade de dinheiro de investidores tem incrementado a pesquisa de células-tronco visando a terapia. Geron Corporation apoiou a primeira pesquisa feita em células-tronco embriônicas humanas. Uma equipe da Universidade Johns Hopkins em Baltimore trabalhou com uma contribuição privada de Geron.

Aqueles que possuem ações de Geron Corporation ficaram muito ricos. As ações valem mil vezes mais que o preço original, devido à descoberta bem-sucedida da célula fonte embriônica humana.

Segundo o New York Times de 5 de maio de 1999, a Geron Corporation doou 20 milhões de dólares ao Laboratório Roslin na Escócia, que clonou a ovelha Dolly, e ninguém entende o porquê. O que querem eles daqueles que clonaram a ovelha Dolly? Eles têm células embriônicas humanas.

A associação destes dois laboratórios revela o plano de pesquisa dos cientistas do Laboratório Geron. Eles desejam fazer crescer um fígado em um frasco. Desejam ser capazes de fazer crescer um coração ou um músculo do coração. Como se faz isso? Pegue uma célula-tronco e coloque-a perto de células do coração, e ela se tornará célula do coração. Há apenas um problema. Se eu a pusesse em um ser humano, aquela célula-tronco veio de um outro ser humano. A menos que seja tratado com drogas imunosupressoras, como em qualquer transplante, o corpo do receptor o rejeitará. Sim, não preciso encontrar um doador de órgão, mas o paciente terá de passar pelos mesmos problemas de rejeição que todo transplantado passa.

Portanto, Geron Corporation decidiu-se por uma nova abordagem. Pegue uma célula somática (por exemplo, da pele) do receptor enfermo, usando a técnica da ovelha Dolly, e insira o núcleo daquela célula em um óvulo sem núcleo, para fazer um embrião. Quando ele chega ao estágio de 140 células, tire a célula-tronco e injete-a no coração doente, onde a célula-tronco se transformará em células cardíacas novas, rejuvenescidas. Mas para fazer isso, precisam de alguém que saiba como tirar uma célula de um adulto e fazê-la fertilizar um óvulo, ou fazê-la agir como um óvulo fertilizado. Onde isso tem sido feito? O Laboratório Roslin fizeram isso com Dolly. Eles têm a técnica para fazer uma célula madura não reprodutiva comportar-se como um espermatozóide ou um óvulo.

Mas Roslin não foi muito bem sucedido. Conseguiram fazer Dolly após 276 tentativas. As outras Dollies tinham quatro cabeças, seis pernas, apenas metade de um corpo. Formaram-se monstruosidades. Conseguiram apenas uma boa. Não se pode fazer isso com humanos, mas quem liga para isso? Não quero fazer Dollies. Preciso apenas de um pedacinho de Dolly. Um coração, ou pulmão. E é aí que está o dinheiro.

Geron Corporation deu 20 milhões a Roslin somente pelo know-how de como clonar uma célula adulta. Geron deseja oferecer esta terapia: Um paciente tem um coração doente. Tiro uma célula de sua pele, coloco-a em um óvulo do qual foi removido o núcleo, portanto agora tenho o começo de um clone. Este clone receberá as condições para se desenvolver até o estágio das 140 células. Extraio as células-tronco, e as implanto onde quer que o paciente as necessite. Se o paciente precisa de um coração, injeto algumas células-tronco em seu coração. Por ter feito uma célula-tronco a partir de uma das células da pele do paciente, posso oferecer um transplante sem medo de rejeição.

Uma célula-tronco é imortal. Exceto por dois tipos de células, todas as células humanas morrem após cinqüenta divisões. As células do câncer e as células-tronco não morrem. Portanto, se eu tiver uma linha de células-tronco, posso fornecer células-tronco para o mundo inteiro. O problema é: qualquer outra pessoa rejeitará as células-tronco porque são de um outro organismo. Eis porque uma célula somática do receptor tem de ser clonada para tornar-se uma célula-tronco antes de ser transplantada em um órgão doente.

É uma notável pesquisa que salva vidas! Eis porque a revista Science votou na pesquisa da célula-tronco como a mais importante pesquisa biológica feita neste milênio. Ninguém duvida do potencial sucesso deste esforço. Em outras palavras, ninguém vê como pode dar errado. Deveriam estar certos, e que D'us ajude a guiar as mãos deles.

Esperança na pesquisa do câncer

No processo de conduzir a pesquisa da célula-tronco, estamos também aprendendo como as células formam órgãos. Aprender como as células formam órgãos - organogênese - dá uma grande, grande percepção sobre como as células se diferenciam. Também nos ensinará por que algumas células recusam-se a diferenciar e tornam-se células cancerosas. Poderei então descobrir por que algumas células não se diferenciam.

Portanto, olharemos para a pesquisa da célula-tronco como a única estrada aberta para a pesquisa do câncer atualmente.

Fonte: http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/transplante/home.html

Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmas.

Por causa destas duas capacidades, as células-tronco são objeto de intensas pesquisas hoje, pois poderiam no futuro funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.

As células tronco são células que possuem a capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido, portanto podem significar a cura para várias doenças e a própria vida para milhares de crianças e jovens.

A pesquisa com células tronco (stem cells) é a esperança praticada pela ciência.

As células-tronco são classificadas como:

Totipotentes ou embrionárias - São as que conseguem se diferenciar em todos os 216 tecidos (inclusive a placenta e anexos embrionários) que formam o corpo humano.

Pluripotentes ou multipotentes - São as que conseguem se diferenciar em quase todos os tecidos humanos, menos placenta e anexos embrionários. Alguns trabalhos classificam as multipotentes como aquelas com capacidade de formar um número menor de tecidos do que as pluripotentes, enquanto outros acham que as duas definições são sinônimas.

Oligopotentes - Aquelas que conseguem diferenciar-se em poucos tecidos.

Unipotentes - As que conseguem diferenciar-se em um único tecido.

Quais as funções naturais das células-tronco no corpo humano?

Elas funcionam como células curingas, ou seja, teriam a função de ajudar no reparo de uma lesão. As células-tronco da medula óssea, especialmente, têm uma função importante: regenerar o sangue, porque as células sangüíneas se renovam constantemente.

Onde ficam as células-tronco?

As células-tronco totipotentes e pluripotentes (ou multipotentes) só são encontradas nos embriões.

As totipotentes são aquelas presentes nas primeiras fases da divisão, quando o embrião tem até 16 - 32 células (até três ou quatro dias de vida). As pluripotentes ou multipotentes surgem quando o embrião atinge a fase de blastocisto (a partir de 32 -64 células, aproximadamente a partir do 5.o dia de vida) - as células internas do blastocisto são pluripotentes enquanto as células da membrana externa do blastocisto destinam-se a produzir a placenta e as membranas embrionárias.

As células-tronco oligopotentes ainda são objeto de pesquisas, mas podemos dizer como exemplo que são encontradas no trato intestinal.

As unipotentes estão presentes no tecido cerebral adulto e na próstata, por exemplo.

Onde podemos encontrar células tronco ou stem cells?

As células tronco existem em:

a) vários tecidos humanos (sangue, medula e outros tecidos) mas em quantidade muito pequena;

b) no cordão umbilical e na placenta (em quantidades bem maiores);

c) em embriões nas fases iniciais da divisão celular, isto é, na fase de blastócito.

Importante: As células tronco retiradas do próprio paciente, não servem para tratar portadores de doenças genéticas como as distrofias musculares ou atrofias espinhais.

Isto porque nas doenças genéticas o problema está em todas as células, apesar de só se expressar em tecidos específicos. Os embriões descartados em clínicas de fertilização têm um papel fundamental para a evolução da pesquisa pela cura. E isso tem que ser regulamentado o mais rápido possível!

Nosso tempo é outro...nós temos pressa!

O que torna a célula-tronco capaz de formar um tecido ou outro?

A ordem ou comando que determina, durante o desenvolvimento do embrião humano, que uma célula-tronco pluripotente se diferencie em um tecido específico, como fígado, osso, sangue etc, ainda é um mistério que está sendo objeto de inúmeras pesquisas.

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O que é terapia com células-tronco


Quem responde é Mayana Zatz, professora titular de Genética, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano - Depto. de Biologia, Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP)


-
É uma terapia celular para tratar doenças e lesões através da substituição de tecidos doentes por células saudáveis.

Por exemplo, o transplante de medula óssea para tratar pacientes com leucemia é um método de terapia celular já conhecido e comprovadamente eficiente. A medula óssea do doador contém células-tronco sangüíneas que vão fabricar novas células sangüíneas sadias.

A terapia com células-tronco poderá no futuro tratar muitas doenças degenerativas, hoje incuráveis, causadas pela morte prematura ou mau-funcionamento de tecidos, células ou órgãos.

Como exemplo, podemos citar as doenças neuromusculares, diabetes, doenças renais, cardíacas ou hepáticas. Para isso, estão sendo feitas inúmeras pesquisas no mundo todo para descobrir como fazer as células-tronco se diferenciarem no tecido que está doente.

É possível programar as células-tronco para que se diferenciem nos tecidos que precisam ser reparados?

Existem substâncias ou fatores de diferenciação que, quando colocados em culturas de células-tronco in vitro (isto é, cultivadas em laboratório), determinam que elas se diferenciem em um certo tecido.

Uma outra possibilidade que está sendo investigada é se células-tronco, em contato com um tecido diferenciado, transformam-se naquele tecido. Por exemplo: células-tronco obtidas de embriões, cordão umbilical ou medula, se colocadas em contato com um músculo, conseguem diferenciar-se em músculo?

Isso já foi demonstrado com células-tronco embrionárias, mas ainda não sabemos qual é o potencial que células-tronco de sangue de cordão (adultas) têm de se diferenciar em vários tecidos.

Essa é uma das pesquisas em andamento no nosso laboratório, com células-tronco obtidas de cordão umbilical que estão sendo cultivadas juntamente com células musculares.

Trata-se ainda de pesquisas experimentais e que ainda não constituem um tratamento comprovado a ser aplicado em seres humanos.

Como é o uso de células-tronco adultas?

As células-tronco adultas são encontradas em vários tecidos (como medula óssea, sangue, fígado, polpa dentárea) de crianças e adultos, e também no cordão umbilical e na placenta. Entretanto, ainda não sabemos em que tecidos elas são capazes de se diferenciar.

Um estudo recente com células-tronco retiradas da medula e injetadas no coração da própria pessoa, o auto-transplante, sugere uma melhora aparente do quadro clínico em pessoas com insuficiência cardíaca. Mas a questão é se essas células são capazes de formar tecido cardíaco ou só promover uma neo-vascularização (fabricar novos vasos sangüíneos).

De qualquer forma, a maior limitação quando usadas células da própria pessoa é que não serviria para portadores de doenças genéticas, pois o defeito está presente em todas as células daquela pessoa.

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Como é o uso de células-tronco de embriões?

As pesquisas com células-tronco embrionárias estão sendo feitas nos países que permitem esses estudos.

As células-tronco embrionárias têm o potencial de formar todos os tecidos humanos. Elas podem ser retiradas de:

a) embriões excedentes que são descartados em clínicas de fertilização, por não terem qualidade para implantação ou por terem sido congelados por muito tempo;

b) pela técnica de clonagem terapêutica.

Objetivo

  • Lutar pela criação de leis que dispõem o uso de células-tronco embrionárias para fins terapêuticos
  • Incentivar a doação das células embrionárias remanescentes das clínicas de fertilização assistida para fins de pesquisa científica;
  • Esclarecer a sociedade civil sobre a importância da liberação do uso de células embrionárias para fins terapêuticos;
  • Informar e divulgar os avanços das terapias com células-tronco embrionárias e adultas;
  • Incentivar a criação de Bancos Públicos de Sangue do Cordão Umbilical e Placentário em todos os Estados Brasileiros;
  • Incentivar, por meio de campanhas educativas, a doação de sangue voluntária;
  • Manter Casa de Apoio na qual o paciente e seu cuidador poderão ficar por um período pré-determinado quando houver necessidade de diagnóstico e/ou tratamento;
  • Congregar esforços na busca de recursos nas áreas governamental, empresarial e comunidade, a fim de que todas nossas metas sejam alcançadas.

O que são células embrionárias?

Após a fusão das células reprodutivas, começa a se formar um aglomerado de células.

Este primeiro grupo de células são chamadas de totipontente por terem a capacidade de originar qualquer parte do organismo de um ser humano, além de terem também a capacidade de formar o acessório tal como placenta e tecidos de sustentação necessário para o desenvolvimento do embrião no útero e portanto podem se transformar em outro indivíduo gêmeo.

Em aproximadamente 4 dias, estas células começam a formar uma estrutura esférica, chamada de Blástula, apresentando duas partes, uma interna e outra externa.

A parte externa formará a placenta e a parte interna formará o embrião. É na parte interna que estão as células capazes de gerar todas as células do organismo de um indivíduo.

Estas células são chamadas de células pluripotentes e são estas as células-tronco ou "stem cells" que tanto se fala ultimamente, por serem esperança de cura para milhões de pessoas portadoras de doenças genéticas ou adquiridas, por terem a capacidade de tratar lesões ou disfunções de órgãos como o cérebro, coração, ossos, músculos e pele.

Após a segunda semana, o processo de diferenciação celular se define, ou seja, as células vão adquirindo posições e funções biológicas específicas, são denominadas multipotentes e cada uma pode dar origem a tipos específicos de células, como por exemplo a todos os tipos de células sangüíneas.

O que é o sangue do cordão umbilical e placentário (SCUP)?

É o sangue que circula através da placenta e cordão umbilical, levando oxigênio e nutrientes do sangue materno para o feto e retornando para a placenta para ser purificado.

A função da placenta na troca de gases para o feto é semelhante à do sistema respiratório; há uma membrana separando duas correntes de sangue e a transferência de gases é feita por difusão.

A glicose e outros nutrientes atravessam a membrana das vilosidades placentárias para o feto e os elementos de excreção fetal, passam no sentido oposto, por mecanismos de difusão.

CORDÃO UMBILICAL NÃO É LIXO HOSPITALAR

Chegou a hora de resgatar o cordão umbilical da lata de lixo.
O cordão, que hoje em dia é tratado como um lixo hospitalar, é uma fonte viável para o tratamento de muitas doenças.
Portanto investir em bancos de sangue de cordões umbilicais e placentários em todo o Brasil deveria ser uma prioridade do ministério da saúde, porque poderão, imediatamente, curar os milhares de brasileiros afetados por leucemia.

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Links Sobre Células-Tronco

PARA ASSINAR O DOCUMENTO PELO LIVRE EXERCÍCIO DA PESQUISA CIENTÍFICO CLIQUE: http://www.movitae.bio.br/objetivos.htm

Para saber mais: http://www.movitae.bio.br/
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/
http://www.cordvida.com.br/

Site Cryopaxis - Banco de sangue do cordão umbilical

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Notícias

02/03/2005 - 22h32 / FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília - Publicidade


Câmara aprova a pesquisa com células-tronco

A Câmara dos Deputados aprovou hoje a pesquisa científica com células-troco embrionárias, desde que obtidas em fertilização in vitro e congeladas há mais de três anos, exatamente como fez o Senado no final do ano passado.

A votação fazia parte dos destaques apresentados ao texto básico da Lei de Biossegurança, que, entre outras coisas, permite a produção e a comercialização de produtos geneticamente modificados.

Continua proibida a produção de embriões para pesquisa por meio da clonagem terapêutica.

A pesquisa com células-tronco foi aprovada por 366 votos favoráveis, 59 contrários e três abstenções.

A votação foi acompanhada por integrantes da Associação Brasileira de Distrofia Muscular e do Movitae (Movimento em Prol da Vida) que defendia a matéria e viram na aprovação do texto uma chance de cura para suas doenças.

No plenário, estavam familiares e crianças em cadeiras de rodas, que sofrem de distrofia muscular-- doença que se caracteriza pela degeneração progressiva do tecido muscular. Também acompanhou a votação o médico Drauzio Varella, autor de "Carandiru".

Com a aprovação, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A pesquisa é considerada pelos médicos como fundamental para pesquisas de tratamento de doenças como o diabetes, o mal de Parkinson e Alzheimer.

"Nós temos competência reconhecida nas universidades, que têm de ser apoiadas por essa lei", afirmou antes da votação o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos. "Essas pesquisas vão atender a 5 milhões de brasileiros [contingente que pode ser beneficiado pelas pesquisas]", afirmou.

A Lei de Biossegurança tenta regulamentar duas polêmicas de uma só vez --a produção e comercialização de organismos geneticamente modificados e a pesquisa com células-tronco.

Os transgênicos são aqueles produtos acrescidos de um novo gene ou fragmento de DNA para que desenvolva uma característica em particular, como mudanças do valor nutricional ou resistência a pragas.

A polêmica em torno do plantio e da comercialização dos transgênicos passa pelos campos econômico, social e ambiental. Os defensores dos OGM argumentam que a biotecnologia aumentaria a produção de alimentos, o que, por sua vez, reduziria a quantidade de brasileiros vítimas da fome.

No outro lado, estão os críticos dos transgênicos. Ambientalistas e algumas organizações de cientistas argumentam que seus efeitos na saúde humana e no meio ambiente ainda são desconhecido.

O texto da lei define que a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) deve analisar tecnicamente o pedido para o plantio dos transgênicos. E um conselho de 11 ministros, por fim, vai analisar se permite ou não a comercialização desses produtos.

Células-tronco

A outra polêmica refere-se às pesquisas científicas com células-tronco. Essas células são como curingas, ou seja, células neutras que ainda não possuem características que as diferenciem como uma célula da pele ou do músculo, por exemplo, e que podem ser usadas para gerar um outro órgão.

Hoje, as pesquisas no país se restringem às células da medula óssea e do cordão umbilical. Mas essas células originam apenas alguns tecidos do corpo.

A lei, aprovada pelo Senado, permite a pesquisa em células-tronco de embriões obtidos por fertilização in vitro e congelados há mais de três anos. Mas, para que o estudo seja feito, os pais devem autorizar a pesquisa expressamente.

Atualmente, esses embriões, ao completarem quatro anos de congelamento, são descartados. Essas células, ao contrário das provenientes da medula e do cordão umbilical, se mostram mais eficazes para formar qualquer tecido do corpo.

Leia o que já foi publicado sobre a lei de biosegurança
http://search.folha.com.br/search?q=%22lei+de+biosseguran%E7a%22&site=online&src=redacao

Jornal O dia 02/02/2005 - Daniella Daher

Terapia celular para tratar doenças do coração pode chegar ao SUS se eficácia for comprovada

Quatro estudos sobre o efeito das células-tronco da medula óssea no tratamento de doenças do coração começarão após o Carnaval. Se os resultados forem bons, o método será oferecido nos hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os estudos serão feitos por 50 centros do País e abrangerão doenças isquêmicas crônicas (pacientes com seqüelas após infarto), doenças isquêmicas agudas (infarto recente), dilatação do coração e doença de Chagas. A coordenação é do Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras (INCL), que inaugura hoje o Laboratório de Células-Tronco.

De acordo com o médico Antonio Carlos Campos de Carvalho, chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa do INCL, a pesquisa, patrocinada pelo Ministério da Saúde, tem o objetivo de comprovar a eficácia das células-tronco no tratamento de cada um desses quatro tipos de doenças do coração. Serão acompanhados 1.200 pacientes, 300 para cada patologia.

“Em cada grupo, metade dos pacientes receberá tratamento convencional, e os demais, além do tratamento convencional, implante de células-tronco”, explica ele. Para que o aspecto psicológico não influencie nos resultados, a divisão dos grupos será feita por sorteio – médicos e pacientes não saberão quem vai receber o implante.

A segurança do procedimento já foi testada numa fase anterior do projeto. “Nenhum paciente apresentou complicação decorrente do implante de células-tronco”, informou o médico.

Pacientes serão acompanhados durante 12 meses

A pesquisa começará com um número menor de pacientes. A seleção do total de doentes será feita num período que varia de seis meses a dois anos, e todos serão acompanhados por 12 meses após o procedimento. “Acredito que a seleção dos pacientes enfartados seja concluída em seis meses. Já para atingir 300 portadores de doença de Chagas a estimativa é que demore dois anos. Para cada tipo de cardiopatia há critérios de inclusão e de exclusão nos estudos”, explicou o médico Antonio Carlos Campos de Carvalho.

Cada estudo está sob a responsabilidade de uma instituição. O INCL ficou responsável pelo de cardiopatia dilatada, quando o coração aumenta de tamanho e torna-se fraco, incapaz de fazer o bombeamento adequado do sangue. Doença isquêmica crônica é o alvo do Instituto do Coração (SP). O Hospital Santa Isabel e a Fundação Oswaldo Cruz (BA) vão coordenar o estudo com portadores do mal de Chagas e o Hospital do Fundão e o Pró-Cardíaco são responsáveis pela pesquisa com pacientes recém-enfartados.

O tratamento já apresentou ótimos resultados nos pacientes com seqüelas de infarto anterior. Mais de 10 receberam transplante de células-tronco da medula óssea (retiradas do osso do quadril e injetadas no músculo cardíaco) e deixaram de ser candidatos a um transplante de coração. O método também vem sendo testado em pacientes com infarto recente. Essas duas experiências estão sendo feitas no Hospital Pró-Cardíaco com a UFRJ.

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Jornal da Ciência

Brasil faz o primeiro transplante de célula-tronco para tratar mal de Chagas

Num procedimento inédito no mundo, médicos brasileiros fizeram, em Salvador, o primeiro transplante de células-tronco num paciente com insuficiência cardíaca decorrente da doença de Chagas

Roberta Jansen escreve para 'O Globo':

As células-tronco são capazes de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo e, se tudo correr bem, os especialistas esperam que elas sejam capazes de regenerar o coração do paciente - um homem de 52 anos de idade que sofre de grave insuficiência cardíaca. Testes feitos em animais apontam uma recuperação de até 80% das funções do coração.

Técnica similar foi testada com sucesso no ano passado, no RJ, onde especialistas conseguiram regenerar áreas lesionadas do coração de pacientes em estado grave por meio da terapia celular. Neste caso, no entanto, a lesão cardíaca era localizada e as células-tronco foram injetadas diretamente no local afetado.

'Na doença de Chagas, no entanto, o problema é generalizado em todo o coração - explicou o imunologista da Fiocruz Ricardo Ribeiro dos Santos, diretor do Instituto do Milênio de Bioengenharia Tecidual, que coordena as experiências com célula-tronco.

Cerca de 6 milhões sofrem da doença no Brasil

Os especialistas, então, decidiram injetar células-tronco nas três coronárias que irrigam o coração. Dessa forma, explicou Santos, asseguraram que as células fossem distribuídas igualmente por todo o órgão. As células usadas são retiradas da medula do próprio paciente e são injetadas por meio de um cateter introduzido em sua perna.

O paciente teve alta ontem, mas os médicos só poderão saber se a terapia, de fato, funcionou dentro de dois meses.

'Os testes feitos em animais, no entanto, mostraram que a partir do quinto dia as células já começam a se transformar em tecido cardíaco', afirmou Santos.

'Mostraram também que a terapia não apenas regenera os tecidos, como controla a inflamação no coração que, no caso dos pacientes de Chagas, é muito séria.'

Atualmente, cerca de seis milhões de brasileiros (a maioria em idade produtiva) sofrem do mal de Chagas, causado pelo protozoário Trypanosoma cruzi.

Na maioria dos casos, a doença não traz maiores conseqüências, mas, em 30% deles ela evolui para uma cardiopatia grave. Os pacientes apresentam alterações do ritmo cardíaco ou insuficiência cardíaca (falência do músculo do coração) que podem levar à morte.

Os médicos do Hospital Santa Izabel esperam testar a terapia em mais quatro pacientes até o fim de julho com o objetivo de verificar possíveis efeitos colaterais. A segunda fase do estudo prevê que, até dezembro, mais 25 pessoas sejam submetidas à terapia.
(O Globo, 21/6)


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Instituto do Milênio de Bioengenharia Tecidual - Terapias celulares para doenças crônico-degenerativas

Vejam os estudos sobre Células-Tronco realizados pelo Instituto do Milênio de Bioengenharia Tecidual Terapias celulares para doenças crônico-degenerativas

Através de pesquisas que tenho realizado, concluo que as Células - Tronco poderão atuar nas doenças do Sistema Nervoso Central, como a hidrocefalia, mielomeningoceles.
Nada específico sobre estas doenças eu consegui encontrar em nenhuma literatura, no entanto, se estas doenças fazem parte das doenças do Sistema Nervoso Central e se esta conclusão estiver certa, algo deverá acontecer, não sabemos ainda de que forma, mas acredito que algo bom acontecerá.
De qualquer forma, ao encontrar estes estudos, acho que temos motivos para comemorar, pois é certo que os estudos já estão acontecendo, leiam abaixo. Bravo ! Que Deus ilumine os nossos médicos e cientistas ! Cezar Liper


PROGRAMA DO CURSO
Bioengenharia tecidual - aplicações e modelos experimentais

AULAS GERAIS: (8:30-10:15)

01. Introdução geral e apresentação do curso (Ricardo Ribeiro dos Santos, FIOCRUZ/Ba) (18/11)
02. Conceito geral da célula tronco-progenitora (Ana Cumano, Instituto Pasteur, Paris) (19/11)
03. Células tronco embrionárias, células tronco germinativas, teratocarcinomas (R. Borojevic, UFRJ) (20/11)
04. Células tronco do sistema linfo-hematopoiético (Ana Cumano, I. Pasteur, Paris) (21/11)
05. Sistemas de células tronco mesenquimais (Paolo Bianco, Universitá La Sapienza, Roma) (22/11)
06. Células tronco da medula óssea - obtenção, purificação, caracterização (Ma. Isabel Rossi, UFRJ) (25/11)
07. Células tronco do sistema nervoso (Rosália Otero, UFRJ) (26/11)
08. Células tronco de tecidos epiteliais (Paolo Bianco, Universitá La Sapienza, Roma) (27/11)
09. Células tronco de tecidos glandulares (fígado, pâncreas, mama) (Radovan Borojevic, UFRJ) (28/11)
10. Células tronco e câncer (Radovan Borojevic, UFRJ) (29/11)

CONFERÊNCIAS: (10:30-12:00)

01. Terapias celulares - presente e futuro (Ricardo Ribeiro dos Santos, FIOCRUZ/Ba) (18/11)
02. Terapias celulares em doenças autoimunes (Ana Cumano, I. Pasteur, Paris) (19/11)
03. Células tronco do sistema hematopoiético no desenvolvimento embrional (José Mengel, USP) (20/11)
04. Células tronco no tratamento de infarto cardíaco (Antonio C. C. Carvalho, UFRJ) (21/11)
05. A célula-tronco na terapia de cardiopatia chagásica (Ricardo Ribeiro dos Santos, FIOCRUZ/Ba) (22/11)
06. Terapias celulares de tecidos cutâneos e de mucosas (Christina Takiya, UFRJ) (25/11)
07. Células tronco em terapias do sistema nervoso central (Luis E. Melo, UNIFESP) (26/11)
08. Biologia das células-tronco neurais e suas aplicações em doenças do sistema nervoso central (Fernando Pitossi, Argentina) (26/11)
09. Terapias celulares do tecido ósseo (P. Bianco, Universitá La Sapienza, Roma) (27/11)
10. Terapia gênica e células-tronco (Osvaldo Podhajcer, Argentina) (27/11)
11. Terapia celulares em lesões e patologias do tecido cartilaginoso (Ma. Eugênia Duarte, UFRJ) (28/11)

AULAS PRÁTICAS: (13:00-17:30)

Grupo 1 de aula prática:
Atividades: análise de lâminas - histopatologia de material humano e experimental
Professores: Paolo Bianco, Christina Takiya, Washington L.C. dos Santos, Ma. Eugênia Duarte, Ricardo Ribeiro dos Santos

Modelos de estudo in vivo

1) Substitutos de Pele - Compostos dermo-epidérmico. Equivalentes de pele constituídos por substratos tridimensionais como colágeno bovino e de rato para cobertura (curativo temporário). Caracterização da diferenciação queratinocítica e proteínas de adesão.
Nas aulas práticas serão apresentados preparados histológicos representativos das diversas etapas da preparação do composto; caracterização ultra-estrutural e imunohistoquímica.
Professor responsável: Cristina Takyia

2) Células tronco no tratamento da cardiopatia chagásica e isquêmica. Modelo experimental de cardiomiopatia chagásica crônica. Modelo experimental de cardiopatia isquêmica por catecolaminas. Terapia com células tronco de medula óssea em camundongos com cardiomiopatia chagásica crônica e com lesão por cardiopatia isquêmica.
Nas aulas práticas serão apresentados preparados histológicos representativos dos modelos experimentais e da regeneração do miocárdio pós-terapia com células tronco.
Professores responsáveis: Ricardo Ribeiro dos Santos e Washington L. C. dos Santos

3) Manipulação de cartilagem humana para obtenção de condrócitos para tratamento de lesões da articulação do joelho - Isolamento das células utilizando o protocolo aprovado para uso em humanos. Expansão celular e caracterização do fenótipo condrocítico.
Nas aulas práticas serão demonstrados preparados de cultura de células em diferentes estágios de proliferação e diferenciação; demonstração de cultivo primário de condrócitos em matrizes tri-dimensionais (alginato).
Professor responsável: Maria Eugênia Duarte

4) Indução de formação óssea por biomateriais como a hidroxiapatita - Implantes em animais experimentais de hidroxiapatita celularizada com osteoblastos, que serão caracterizados e avaliados em preparados histológicos.
Nas aulas práticas os alunos participarão do implante nos animais e avaliarão a resposta in vivo ao biomaterial em implantes realizados previamente.
Professor responsável: Maria Eugênia Duarte
Grupo 2 de aula prática:

Professores: Márcia Cury el Cheikh, Ana Cumano, José Mengel, Ma. Isabel Rossi, Milena B. P. Soares, Elisabeth Cirne-Lima, José Geraldo Mill, Masako Masuda, Regina Goldenberg, Marcello Santiago, Rosália Mendez Otero, Elisabete Mattos.

Modelos de estudo in vitro: As aulas práticas consistirão da demonstração de modelos in vivo, em camundongos e ratos.

Os grupos de trabalho devem ser pequenos (máximo 3-4 alunos) correndo várias aulas em paralelo.

Hematopoietic Stem Cells (Ana Cumano, Márcia Cury el Cheikh)

- Long-term bone marrow cultures (LTBMC): tem como objetivo principal produzir um modelo ex vivo artificial de hematopoiese, o mais próximo do fisiológico. Podem ser mantidas por 6 meses ou mais, permitindo um estudo mais aprofundado das células hematopoiéticas, assim como manipulação.
Cronograma: Devem ser preparadas 4 semanas antes.

- Long-term repopulating ability (LTRA); long-term culture initiating cells (LTC-IC); long-term culture cobblestone-area-forming cells (LTC-CAFC): ensaios que têm como principal objetivo avaliar e enumerar as células hematopoiéticas mais primitivas, mais indiferenciadas, utilizando modelos in vivo (LTRA - longo prazo) e in vitro (LTC-IC e LTC-CAFC - curto prazo).
Cronograma: LTRA (6 meses); LTC-IC (5 semanas); LTC-CAFC (5 semanas).

- Cultura em meio semi-sólido (ágar e metilcelulose): permitem avaliar e quantificar a clonalidade de progenitores hematopoiéticos já comprometidos, multipotentes, à curto prazo. São ensaios baseados na utilização de fatores de crescimento e citocinas para induzir a proliferação e diferenciação dos mesmos.
Cronograma: ágar (7 a 12 dias); metilcelulose (8 a 14 dias).

Mesenchymal Stem Cells (MSC)

- Extração de mesenchymal stem cells: permite isolar e expandir em cultura, na ausência de células hematopoiéticas e endoteliais, células tronco mesenquimais da medula óssea, que possuem capacidade de se diferenciar em fenótipos mesenquimais específicos in vitro. (Regina Goldenberg)
Cronograma: 1 a 2 semanas.

- Diferenciação in vitro: utilizando as MSCs isoladas, poderemos, utilizando fatores de crescimento específicos, induzir a diferenciação destas células em adipócitos, osteoblastos e condroblastos, testando, assim, sua multipotencialidade.
Cronograma: Até 28 dias.

- Diferenciação in vivo: Utilizando as técnicas de cultura em gel de colágeno e implante subcutâneo, pode-se avaliar a capacidade das MSCs de formarem um novo tecido ósseo, com estrutura organizada (osso cortical e medula óssea), semelhante ao in vivo.
Cronograma: De 3 a 6 semanas.

Muscle satellite cells - Regina Goldberg

- Extração e Diferenciação in vitro: permite isolar as células satélites (stem cells musculares) de músculos esqueléticos de animais adultos, expandi-las e utilizá-las para análises de diferenciação in vitro. (Regina Goldenberg)

Embryonic stem cells (ES) - Elisabeth Cirne-Lima

- Isolamento e cultura de células embrionárias de blastocistos de camundongos para expandi-las e utilizá-las para análises de diferenciação in vitro.

Modelos de cardiopatia isquêmica

- Isquemia induzida por ligadura da artéria coronária descente anterior esquerda e por tratamento com catecolaminas (José Geraldo Mill, Milena B. P. Soares, Washington L. C. dos Santos)

- Tratamento com células tronco de medula óssea de ratos e camundongos com cardiopatia isquêmica e avaliação por eletrocardiografia, ecocardiografia e histopatologia (José Geraldo Mill, Christina Takiya, Washington L. C. dos Santos, Masako A. Masuda, Elisabete Mattos)

Mapeamento e caracterização de células tronco no sistema nervoso central adulto

- Utilização de anticorpos monoclonais na identificação de áreas neurogênicas no sistema nervoso central de rato adulto (Rosália Mendes Otero, Marcello Santiago)

Obs: Uma parte de material será trazida do Rio de Janeiro ou preparada antecipadamente.

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----- Original Message -----
From: Cezar Liper
To: rosemary sales
Sent: Saturday, January 29, 2005 9:11 PM
Subject: Resposta: ROSEMARY - UM CLAMOR DE DEUS!


Cara Rosemary,

Eu sou ungido como evangélico, batizado nas águas, sou batizado na igreja católica, passei pelo passe de desobsessão no centro espírita, fui harmonizado por pelos Mantos Amarelos do Oriente, recebi johrei, fui Rosa Cruz, etc...

Não aceito esta opinião de impedir as pesquisas com CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS, sou uma pessoa de Deus, só faço o bem e exatamente por isso, acredito esta ser a melhor solução.

Não posso nem imaginar o que seria do mundo se a China não tivesse feito o controle da natalidade. Não estou baseado em "achismos", os dados são científicos, qualquer superpopulação é sempre sacrificada. A falta de consciência da vida, a promiscuidade, a banalização do ato sexual, geram vidas de pessoas que não deveriam nascer, não pelo de não se gostar de crianças, muito pelo contrário, pelo fato de gostar das que já estão vivas.
Para mim isto é um latrocínio em nome de Deus, da vida dos que já nasceram. Isso acontece, mas as igrejas não sustentam os que agonizam de fome, muito pelo contrário, seus dízimos ou caixinhas são muito bem usados na construção dos templos religiosos e nas mordomias dos pastores e padres.

Em nome de Deus e com o PODER dele próprio, conseguiremos aprovar o direito de que as pesquisas com CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS sejam aprovadas SIM.

Sugiro a todos os religiosos, de todas as religiões, que considerem que isso é algo que o homem está fazendo por querer ser Deus, que não usem as células tronco para si ou para as suas famílias, mas tenham noção de que no Brasil o Estado Laico prevalece, a política não pode ser influenciada por crenças religiosas, graças à Deus não vivemos nos países árabes e nem queremos viver aqui com as crenças mandando na política.

Vou orar pela libertação da mente de todas as pessoas que são contra as pesquisas com CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS.

Atenciosamente,
Cezar Liper




----- Original Message -----
From: "rosemary sales"
To: cezar liper
Sent: Thursday, January 27, 2005 11:40 AM
Subject: Re: ROSEMARY -UM CLAMOR DE DEUS!


Caro Cezar Liper,
A IGREJA E SANTA NAIS O SEU POVO E PECADOR POR ISSO DEUS E SANTO. NOSSAS OPNIOES NAO A FORMAMOS HUMANAMENTE E SIM PELA UNCAO DO DIVINO ESPITIRO SANTO POIS JESUS DISSE: EU VOU MAS ENVIAREI O ESPIRITO SANTO DE DEUS PARA LHE ENSINAR TODAS AS COISAS E LIBERTA-LO DE TODA A ESCAVIDAO POIS CONHECEREIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARA POIS.DO MESMO JEITO QUE EXISTEM PASTORES COMETENDO TANTAS BARBARIDADES EXISTEM PADRES TAMBEM OU NAO SOMOS HUMANOS COM DIREITO A PECAR EA RECEBER O PERDAO DE DEUS, POIS SANTO E O SENHOR JESUS E NAO
TEMOS TAMBEM MUITOS SANTOS QUE DERAM A VIDA PELA VERDADE DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO.
UM ESPERMATOZOIDE QUANDO SE LIGUE A UM OVULO O EMBRIAO JA FOI CONCEBIDO ELE TEM VIDA POIS UM CELULA NAO TEM VIDA? DO JEITO QUE AS CELULAS TRONCOS EMBRIONARIAS SE LIGARA E FORMARA OUTROS TECIDOS, UM EMBRIAO SE DEIXA-LO PROGREDIR ELE VIRARA UM SER VIVO O SEU FILHO,SEU NETO,BISNETO,TATARANETO..., POR ISSO QUE NAO PODEMOS E NAO TEMOS O DIREITO DE MANIPULAR A VIDA,
ISSO CABE A DEUS, POIS ELE DEU A SABEDORIA P/ OS CIENTISTAS DESCOBRIREM A UTILIDADE DA CEL. TRONCO AGORA ELES QUEREM ULTRAPASSAR O QUE DEUS CONCEDEU. A INSEMINACAO ARTIFICIAL O NOME JA DIZ POIS E ARTIFICIAL, NAO E NATURAL,NAO ESTA NA VONTADE DE DEUS POR ISSO QUE VEM 2,3,4 CRIANCAS.COMO DEUS DISSE: DESDE A SUA "CONCEPCAO EU JA CONHECIA EO AMAVA"A IGREJA TAMBEM E CONTRA OS ANTICONCEPCIONAIS POIS IMPEDEM O NASCIMENTO DE UMA FORMA NAO NATURAL POIS DEUS E NATURAL, MAIS COMO DEUS TAMBEM DIZ:"DEUS CRIOU O HOMEM RETO E ELE POR SI SO ENTRARAM EM COMPLICACOES TAMANHAS". PECO QUE REFLITA SOBRE O QUE DEUS ABORDOU AQUI POIS IREMOS JUNTOS ENCONTRAR SOLUCOES P/ CEL TRONCOS P/ SALVAR VIDAS MAS NAO PASSANDO POR CIMA DA LEI DE DEUS
PARA QUE NAO VENHA UM CASTIGO MAIOR COMO O DAQUELE POVO DO TSUNAMI QUE ADORAM ATE VACA! ESTOU REZANDO POR VC PARA QUE O DIVINO ESPIRITO SANTO CRIE ESSA UNIDADE!FIQUE COM DEUS.

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Jornal Estadão - 03/01/2005

HC faz transplante de células-tronco inédito no País

Técnica é usada para tratamento de doença que mata neurônios e atrofia músculos. Resultado vai determinar início de novos transplantes

Ribeirão Preto (SP) - Um transplante inédito no Brasil, usando células-tronco, foi realizado nesta segunda-feira no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O paciente é um homem de 60 anos, de Recife, que sofre há um ano e meio de esclerose lateral amiotrófica, doença que mata os neurônios que coordenam os músculos, causando atrofia muscular e levando à morte entre três e quatro anos.

Segundo o coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea do HC, Júlio Voltarelli, antes deste transplante apenas outros seis foram realizados nos últimos três anos, num hospital dos Estados Unidos. O paciente selecionado pelo HC também tem uma pré-leucemia.

Há um mês, células-tronco da sua medula óssea foram retiradas e congeladas. Depois, o paciente fez quimioterapia para neutralizar seu sistema imunológico e, nesta segunda, as células-tronco foram injetadas em seu sangue, num procedimento que demorou cerca de 30 minutos.

Agora, espera-se que as células-tronco cheguem até a medula óssea, transformando-se em parte saudável deste tecido. O paciente perdeu a fala e teve diminuição da deglutição por causa da doença.

Voltarelli disse que o paciente ficará internado durante dez dias e, depois, ficará dois meses em observação, numa casa, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), sendo acompanhado pela equipe médica.

Nos seis casos de transplante desse tipo nos Estados Unidos, disse Voltarelli, houve uma certa resposta positiva para metade dos pacientes. "A doença foi descoberta há quase cem anos, mas são os primeiros transplantes feitos para tentar a cura", disse o médico.

O transplante faz parte de um programa cooperativo entre o HC e o Hospital Albert Einstein, de São Paulo.
Voltarelli aguarda o resultado e espera em breve fazer uma fila de espera para novos procedimentos.

Também em cooperação com o Einstein, o HC faz transplantes de células-tronco para tratamento de esclerose múltipla. Foram cerca de 30 transplantes desde 2001 e Voltarelli informa que a maioria está bem, mas que ocorreram alguns óbitos.

O HC também está fazendo transplantes de células-tronco para tratamento de diabéticos.

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Rio, 02 de dezembro de 2004- O Globo


Brasil testa células-tronco contra diabete

Roberta Jansen

Cientistas brasileiros deram mais um passo significativo no desenvolvimento de terapias com células-tronco maduras. Um grupo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, coordenado pelo imunologista Julio Voltarelli, começou a testar com sucesso o uso dessas células no tratamento da diabete. Segundo ele, é a primeira vez no mundo que se testa a terapia celular para a doença.

O teste de fase 1 (para averigüar a segurança do tratamento) começou no início deste ano e vai envolver 12 pacientes. Até agora, quatro pessoas em estágios iniciais da doença receberam o tratamento. Três delas apresentaram melhora considerável e deixaram de tomar insulina.

— Veja bem, não estou falando em cura — frisou Voltarelli, que participou ontem do seminário “Células-tronco e Terapia Celular”, na UFRJ. — Estou dizendo apenas que o sistema imunológico dessas pessoas parou de destruir as células produtoras de insulina e que, por isso, elas não precisam receber a substância.

De acordo com o especialista, os pacientes ainda estão sendo acompanhados para que se avalie se a situação vai perdurar.

Antes da terapia, sistema imunológico é destruído

A diabete ocorre quando, em razão de um problema, o sistema imunológico passa a atacar as células do organismo responsáveis pela produção de insulina — um hormônio importante no metabolismo dos açúcares. A terapia desenvolvida pelo grupo de Voltarelli consiste, inicialmente, em destruir o sistema imunológico deficiente.

— Fazemos isso usando quimioterapia ou imunoterapia — explicou.

O segundo passo é fazer o transplante de células-tronco. Retiradas da medula do próprio paciente, as células são injetadas uma única vez, em sua jugular. Como são células primitivas, capazes de criar todos os tecidos do corpo, a idéia é fazer com que elas reconstituam o sistema imunológico do paciente.

— O paciente não nasceu com a doença, ele a desenvolveu ao longo da vida, então é como se voltássemos no tempo — resumiu Voltarelli.

O grupo de Ribeirão Preto desenvolve ainda terapias celulares contra esclerose múltipla e doenças reumáticas, condições também decorrentes de problemas no sistema imunológico. No caso da esclerose múltipla já foram testados 30 pacientes em estado grave, que não apresentavam resposta ao tratamento convencional.

— Nesse caso, não se trata de uma terapia inédita. Reproduzimos um procedimento de outros países — ressaltou o especialista. — De dois terços a três quartos dos pacientes apresentaram estabilização na progressão da doença ou mesmo melhora.

O procedimento envolve também a destruição do sistema imunológico e a posterior injeção de células.

— Estamos constatando uma regeneração das células sangüíneas e do sistema imunológico — disse o médico.

O próximo passo do grupo é testar a terapia para esclerose lateral amiotrófica, doença para a qual não há cura.


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MULHER RECEBE CÉLULA-TRONCO E VOLTA A ANDAR
19/11/2004 - O Globo

Vítima de derrame recupera a fala e o controle dos movimentos depois de fazer tratamento experimental

Uma terapia inédita testada pela primeira vez no Brasil indica que as células-tronco podem ser eficazes na recuperação de vítimas de acidente vascular cerebral — problema que afeta principalmente pessoas idosas e para o qual não há tratamento. Depois de se submeter à terapia, uma mulher paralisada por um derrame voltou a andar em 17 dias, uma recuperação considerada excepcionalmente rápida por especialistas.

A paciente testada com sucesso é a primeira de uma experiência que englobará outras 14 pessoas e está sendo conduzida por uma equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Hospital Pró-Cardíaco — a mesma que já testou com sucesso o uso de células-tronco na recuperação de cardíacos. O teste, de fase 1, foi concebido para avaliar a segurança da terapia, mas os médicos consideraram o resultado bastante promissor no que diz respeito à eficácia.

Médico disse que paciente jamais voltaria a andar

Uma experiência com apenas uma pessoa é ainda muito incipiente e não significa que os resultados positivos se repetirão em outros pacientes. Ainda assim, dizem os cientistas, já pode ser considerada um marco dados o ineditismo e as perspectivas de tratamento.

— Eu diria que estamos iniciando uma nova era na busca do tratamento para essa doença — afirmou o coordenador do estudo, Hans Fernando Dohmann, diretor científico do Pró-Cardíaco. — Trata-se de apenas um caso no mundo inteiro e, é claro, precisamos ser cautelosos, mas estamos muito animados.

A dona-de-casa Maria das Graças Pomaceno, de 54 anos, sofreu um derrame em agosto e foi atendida no Hospital Lourenço Jorge. Ela teve todo o lado direito do corpo paralisado, não falava e tinha grande dificuldade de compreensão.

— O médico disse que ela ficaria com o lado direito do corpo paralisado — lembrou o vigilante Márcio da Costa Filho, de 34 anos, filho da paciente. — Foi horrível ouvir que ela não voltaria a andar e a falar.

No dia seguinte, entretanto, o médico contou sobre o estudo que estava sendo realizado no Pró-Cardíaco.

— Ele disse que ela seria a primeira pessoa a passar por esse tipo de implante e que, antes dela, a técnica só tinha sido usada em animais de laboratório — lembrou Costa. — Ele explicou que havia riscos, mas achamos que valia a pena. Seria horrível ela ter que passar o resto da vida numa cadeira de rodas, sem conseguir se comunicar.

Cinco dias depois de sofrer o derrame, ela recebeu o implante de células-tronco adultas retiradas de sua própria medula óssea. Em pouco mais de duas semanas, já caminhava, conseguia falar algumas palavras e apresentava bem menos dificuldade de compreensão.

— O resultado foi maravilhoso — comemorou Costa. — Ela está andando, entende bem o que a gente diz e, quando fica irritada, fala algumas coisas. Já varre a casa e toma banho sozinha.


As células foram injetadas por meio de um cateter introduzido pela artéria femoral da paciente, na virilha. Elas foram liberadas só na artéria cerebral média, onde normalmente ocorrem as obstruções que causam o derrame.

— Ao injetar essas células, nossa expectativa não era de que virassem neurônios — disse Rosália Mendez-Otero, chefe do Laboratório de Neurobiologia Celular e Molecular da UFRJ.

Quando um paciente sofre um derrame, os neurônios da parte mais afetada do cérebro morrem em 15 segundos. Uma grande área ao redor dessa lesão irrecuperável também é danificada, mas pode ser salva se for devidamente revascularizada. É justamente essa área que os especialistas visam em seu estudo. As células-tronco implantadas nessa região se mostraram capazes de formar novos vasos sangüíneos.

— Com a geração de novas pequenas artérias, aumenta a vascularização da região e a oferta de oxigênio, glicose e de outras substâncias que ajudam a recuperar os neurônios — observou a especialista.

Exames realizados antes e depois do procedimento, revelaram uma atividade crescente na área lesionada. Para os especialistas, um sinal de que a técnica pode revolucionar o tratamento dos derrames a médio prazo.

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O RISCO DOS FALSOS TRATAMENTOS
19/11/2004 -
O Globo


Cientistas alertam para as falsas promessas de tratamento com células-tronco que começam a aparecer no Brasil. Um dos pioneiros no estudo de células-tronco, Radovan Borojevic, da UFRJ, ressalta que não existem terapias aprovadas para aplicação em pacientes.

— Todos os procedimentos são experimentais e pouquíssimos centros estão capacitados a fazer esse tipo


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BRASIL TESTARÁ CÉLULA-TRONCO CONTRA ANEMIA
18/11/2004 - O Globo

Terapia desenvolvida por cientistas do Rio e da Bahia promete melhorar qualidade de vida de pacientes


Uma terapia com células-tronco extraídas dos próprios paciente promete aliviar o sofrimento de pessoas com anemia falciforme, uma grave doença genética do sangue sem cura ou tratamento específico. Ela causa a destruição das hemácias e provoca fortes dores nas vítimas. Testes com uma terapia desenvolvida por cientistas das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Bahia (UFBA) foram aprovados esta semana pelo Ministério da Saúde.

A anemia falciforme atinge principalmente a população negra. O motivo está na seleção natural. O mesmo gene que quando defeituoso leva à doença também dá aos portadores resistência à malária. E a malária por séculos afeta a África. Pessoas com só uma cópia alterada do gene não ficam doentes, mas podem transmitir o defeito aos filhos. Para que alguém tenha anemia falciforme, precisa herdar duas cópias defeituosas.

— Os sobreviventes da malária muitas vezes eram e são pessoas com apenas uma cópia defeituosa do gene. Isso fez com que a anemia falciforme pudesse se espalhar em regiões do mundo afetadas pela malária, como a África — explica o coordenador do estudo, Radovan Borojevic, chefe do Laboratório de Proliferação e Diferenciação Celular da UFRJ, pioneiro nos estudos de células-tronco no Brasil.

A terapia que Borojevic e seus colegas desenvolvem não promete a cura. O objetivo é reduzir as dores fortíssimas causadas por lesões nos ossos e na pele dos membros inferiores. Ao deformar as hemácias, essa forma de anemia leva à formação de dolorosos trombos. Estes obstruem os vasos sangüíneos e prejudicam a circulação.

— Os danos mais comuns são úlceras nas pernas e lesões ósseas. São dolorosos e não têm tratamento específico. O paciente sofre por muito tempo — explica Borojevic.

A meta da terapia celular é reconstituir a pele e os ossos destruídos. O primeiro passo é extrair amostras da medula óssea e purificá-las em laboratório. Como as células-tronco perfazem apenas uma pequena parcela das células do sangue, o processo não é simples.

Uma vez obtida uma amostra com uma concentração razoável de células-tronco, esta é reinjetada nas áreas lesionadas. O procedimento precisa ser feito com anestesia. Se tudo correr como o esperado, as células-tronco originarão novas células ósseas e da pele. As células-tronco “aprendem” com o meio. Por exemplo, uma vez em meio ósseo, originarão células ósseas. No entanto, os mecanismos que levam à formação de novas células ainda não são bem compreendidos.

— Em janeiro, começaremos a recrutar voluntários para os primeiros testes, de segurança. Eles serão realizados no Hospital Universitário Professor Edgard Santos da UFBA. O projeto consumirá alguns anos. Não se trata de prometer milagres, mas de melhorar a qualidade de vida — observa o pesquisador.

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O SUPERMAN DAS CÉLULAS-TRONCO

O Estado de S. Paulo, 19/10/2004

Andrea Kauffmann-Zeh*


É uma trágica ironia que o ator Christopher Reeve, falecido no domingo passado aos 52 anos, tenha ficado famoso por dois papéis contrastantes: o super-homem, um espécime de físico supremo, e o tetraplégico, paralisado da garganta para baixo.

Foi a vida real - e não um filme - que deu ao ator a possibilidade de estrelar em seu maior papel: como vítima de rompimento de nervos da coluna vertebral e como defensor de pesquisas sobre células-tronco.

Até recentemente acreditávamos que o cérebro fosse incapaz de se reparar porque, quando as células e fibras nervosas fossem feridas, elas morreriam ou não conseguiriam se regenerar e reconstruir as conexões nervosas.

Mas, em 1999, cientistas conseguiram persuadir células embrionárias a se transformarem em células nervosas, inclusive aquelas que fazem a mielina, a capa isolante dos prolongamentos dos neurônios (axônios).

Pode-se dizer que mais progresso foi obtido nesta área nos últimos 5 anos do que nos 50 anos anteriores. A razão foi o advento das pesquisas em células-tronco.

Células-tronco compõem os embriões em seu estágio inicial e são capazes de transformar-se em células de todos os tecidos do organismo - células nervosas, musculares, ósseas e assim por diante.

São encontradas também no adulto, como, por exemplo, na pele. Se a pele for ferida, ela se recuperará logo, pois o tecido epitelial contém células-tronco capazes de gerar células novas.

A flexibilidade das células-tronco extraídas de embriões oferecem a esperança de recuperar tecidos danificados de pacientes tetraplégicos, como Reeve, e de inúmeros outros portadores de doenças incuráveis, como os males de Parkinson e Alzheimer.

Infelizmente, estas células são também foco de debate, particularmente nos Estados Unidos. O governo de George W. Bush permite pesquisas com células adultas, mas proíbe o uso de fundos públicos para estudos com células embrionárias.

O argumento é que, ao utilizar estas células, estaríamos destruindo uma vida humana em potencial.

O contra-argumento é que um embrião em estágio inicial (menos do que 14 dias de vida) não tem sistema nervoso completamente formado - provavelmente não sente nada - nem tem o conhecimento de que é um ser vivo.

É importante considerar cuidadosamente as questões éticas que derivam dos avanços científicos. Os embriões usados nessas pesquisas não seriam normalmente transplantados para um útero para, então, completarem sua jornada, tornando-se um ser
humano.

São embriões que sobraram dos tratamentos de fertilidade, doados por casais para a pesquisa e que, se não forem usados, serão descartados.

Não seria melhor optar pelo uso de células-tronco adultas? Embora capazes de gerar vários tipos celulares, elas não conseguem gerar todos os tipos de células que compõem o organismo.

Além disso, são raras e, conseqüentemente, difíceis de isolar. Também não se multiplicam bem e podem conter mais anormalidades em seu DNA - danos acumulados causados pela luz solar ou toxinas.

Mesmo assim, já usamos essas células no tratamento de leucemias e outras doenças do trato sanguíneo.

A pergunta que não quer calar é: seria Reeve curado por terapias que utilizem célula-tronco? A esperança seria introduzir células-tronco na área danificada, assim retornando os nervos da espinha dorsal a uma condição parecida com aquela encontrada durante o desenvolvimento embrionário.

Nessa situação, as células-tronco, diferenciadas em células nervosas, poderiam crescer através da ferida e formar conexões funcionais novas.

Reeve era otimista sobre as chances de cura, mas tinha razões para isso: há alguns anos, um grupo da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, conseguiu que células-tronco embrionárias recuperassem parcialmente as conexões de ratos
paraplégicos.

Reparar conexões funcionais e estender axônios é uma das tarefas mais difíceis que se pode dar às células-tronco.

Qual a probabilidade de outros pacientes alcançarem em breve a cura que Reeve tanto desejou? Pode-se dizer que estamos mais próximos hoje da cura do que estávamos há nove anos, quando Reeve iniciou sua campanha. Devemos essa caminhada em parte a ele.

Nos próximos três anos, estudos clínicos comandados por um grupo da University College London estarão testando células-tronco para ajudar pessoas severamente debilitadas a recuperar seus movimentos.

Não haverá memorial mais contundente para Reeve se sua morte impulsionar a pesquisa envolvendo células-tronco, pela qual lutou tão entusiasticamente.

Na minha opinião não seria 'viajar' demais acreditar que os frutos de tais pesquisas poderão um dia replicar na medicina os grandes feitos salva-vidas que o super-homem executou no cinema.

O super-homem está morto, mas sua luta vive.

*Andrea Kauffmann-Zeh é superintendente do Núcleo de Relações Institucionais e Desenvolvimento de Oportunidades da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).



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ESPANHA LIBERA USO DE CÉLULA-TRONCO DE EMBRIÃO

Embriões têm de estar congelados há pelo menos 5 anos

O governo espanhol liberou ontem as pesquisas científicas com células-tronco de embriões humanos, ao anunciar as regras para a atuação dos pesquisadores nesta área. Poderão ser usados apenas os embriões já congelados, há pelo menos cinco anos, nas clínicas de reprodução assistida, com autorização expressa dos genitores.

Os pesquisadores terão, ainda, de contar com a aprovação do pedido de pesquisa numa comissão de especialistas, que avaliará caso a caso o uso de embriões.

E os genitores terão, além de autorizar o uso, renunciar formalmente a qualquer ganho ou benefício financeiro que possa advir das pesquisas com os embriões - incluindo patentes de produtos e procedimentos.

As regras foram anunciadas pela vice-primeira-ministra espanhola, Maria Teresa Fernandez de la Vega, e pela ministra da Saúde, Elena Salgado.

"Este é um passo importante para as pesquisas com células-tronco, que são um dos campos mais promissores na luta contra doenças hoje incuráveis", disse Maria Teresa após a reunião semanal do gabinete ministerial, na qual a medida foi aprovada.

As células-tronco, sobretudo retiradas de embriões com poucos dias de desenvolvimento (chamados de blastocistos), são consideradas a maior promessa para reconstituir tecidos humanos deficientes ou degenerados, o que pode ajudar na cura de doenças como Alzheimer, diabete e Parkinson.

Risco político

A decisão do governo socialista espanhol confronta a posição da Igreja Católica e é arriscada do ponto de vista político, porque 90% dos espanhóis são católicos, apesar de os valores liberais ganharem espaço.

Os religiosos são contra qualquer tipo de utilização de embriões humanos, considerados seres vivos, e só apóiam o uso de células-tronco adultas, obtidas no sangue do cordão umbilical e na medula, por exemplo.

O governo anterior, conservador, havia imposto enormes restrições às pesquisas com células embrionárias, proibindo até o uso de embriões existentes há mais de cinco anos.

Além disso, o governo do Partido Popular nunca chegou a anunciar qualquer medida efetiva que permitisse aos cientistas iniciar suas pesquisas.

O que são:

Célula-tronco: Pode se transformar em diferentes tecidos. Poderia substituir tecidos lesionados ou doentes ou células que o organismo deixa de produzir por deficiência.

Terapia com células-tronco: Substituição de tecidos doentes por células saudáveis, como no transplante de medula óssea para tratar leucemia. A medula óssea do doador contém células-tronco sanguíneas que vão fabricar novas células sanguíneas sadias. No futuro poderá tratar muitas doenças degenerativas, hoje incuráveis, como Alzheimer e Parkinson.

Células-tronco adultas: Encontradas em vários tecidos de crianças e adultos, no cordão umbilical e na placenta. Ainda não se sabe em que tecidos são capazes de se diferenciar. Não serviria para portadores de doenças genéticas, pois o defeito está presente em todas as células da pessoa.

Células-tronco de embriões: Pode formar todos os tecidos humanos. Podem ser obtidas de embriões excedentes, descartados em clínicas de fertilização, ou pela técnica de clonagem terapêutica.

Clonagem terapêutica: Transferência de núcleos de uma célula para um óvulo sem núcleo. O novo óvulo, ao dividir-se, gera, em laboratório, células-tronco. Evita rejeição, se o doador for a própria pessoa.

(Reuters e AP).

(O Estado de SP, 30/10/2004).

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ELEITORES DA CALIFÓRNIA APÓIAM INICIATIVA SOBRE CÉLULAS-TRONCO

LOS ANGELES (Reuters) - Uma iniciativa polêmica da Califórnia, que prevê a destinação de 3 bilhões de dólares para um programa de dez anos sobre a pesquisa com células-tronco, obteve vitória expressiva na quarta-feira, segundo resultados preliminares.

A iniciativa, endossada pelo governador do Estado, Arnold Schwarzenegger, e que pode deixá-lo em uma posição delicada em relação ao Partido Republicano e à administração Bush, conquistou 59 por cento de aprovação entre os 74 por cento de votos apurados até então.

Os defensores da medida dizem que o programa dará um salto importante rumo à cura de doenças e colocará a Califórnia à frente das pesquisas com células-tronco, ao lado de Cingapura e Grã-Bretanha.

A pesquisa com células-tronco atraiu a atenção de todo o país, ainda mais depois da morte repentina do ator Christopher Reeve, que era tetraplégico e defendia a pesquisa como forma de chegar a uma possível cura para a paralisia.

Enquanto isso, o ator Mel Gibson e a Igreja católica se opuseram à iniciativa argumentando que ela desviaria recursos de causas mais urgentes.

A iniciativa da Califórnia, conhecida como Proposta 71, destinará 3 bilhões de dólares para lançar títulos isentos de impostos que serão usados para formar o Instituto de Medicina Regenerativa e financiar dez anos de pesquisas com células-tronco.

(Reuters)

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Rio, 22 de outubro de 2004

ANNAN APÓIA USO DE CÉLULA DE EMBRIÃO HUMANO

NOVA YORK. A pesquisa médica com células-tronco extraídas de embriões humanos ganhou ontem o apoio oficial do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. A posição de Annan bate de frente com a do governo do presidente americano, George W. Bush, que defende a proibição mundial desse tipo de pesquisa.

Annan fez o pronunciamento favorável ao uso de células-tronco embrionárias durante uma reunião do comitê da ONU que prepara a versão preliminar de um tratado mundial sobre clonagem. Os Estados Unidos e a Costa Rica apresentaram uma versão de tratado que proíbe qualquer forma de clonagem de seres humanos e o uso de células de embriões. Todavia, muitos países defendem a aprovação do uso da chamada clonagem terapêutica, na qual embriões humanos seriam clonados para a obtenção de células-tronco.

Há consenso de que o tratado deve banir totalmente a chamada clonagem reprodutiva, aquela cujo objetivo é produzir bebês cópias de outras pessoas. O tratado é discutido na ONU desde 2001, mas até agora não há consenso sobre a clonagem terapêutica e o uso células-tronco embrionárias, de forma geral.

— Obviamente, trata-se de uma questão para os países-membros da ONU decidirem, mas minha opinião pessoal é que a clonagem terapêutica deve ser permitida — disse Annan.

O presidente George W. Bush se opõe totalmente às pesquisas com células tiradas de embriões humanos, alegando razões morais e religiosas. Por isso, o governo americano proibiu a concessão de fundos públicos para esse tipo de pesquisa. Todavia, não há lei nos EUA que impeça o estudo de células-tronco humanas embrionárias pela iniciativa privada e muitas empresas de alta tecnologia têm investido na área. A opinião pública americana, segundo pesquisas, apóia fortemente esse tipo de estudo.

Na ONU, os defensores das pesquisas com embriões humanos, um grupo liderado pela Bélgica e por outros 21 países, argumentam que essa linha de estudo oferece esperança de cura para milhões de pessoas no mundo, vítimas de doenças hoje incuráveis, como diabetes, mal de Parkinson e danos neurológicos causadores de paralisia.

Devido à falta de acordo, a ONU adiou a votação do tratado para o início de 2005.

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Fonte: http://oglobo.globo.com/jornal/ciencia/default.asp

Pesquisa indica nova esperança de cura para o diabetes
Quarta, 05 de junho de 2002, 14h42 - Notícias Terra


Pesquisadores da Flórida induziram células-tronco do fígado de ratos a se transformarem em células pancreáticas produtoras de insulina. Esse resultado abre a possibilidade de, no futuro, os médicos usarem células do próprio paciente para tratar a diabete. A pesquisa está longe de ter uma aplicação clínica, mas sugeriu que as células-tronco apresentam uma flexibilidade maior do que se imaginava anteriormente, afirmou Lijun Yang, da Universidade da Flórida, em Gainesville.

No futuro, pode se tornar possível tratar a diabete por meio da geração de células produtoras de insulina a partir de células extraídas da própria pessoa, disse Yang, que é coordenadora do estudo atual. "Estamos no começo da curva de aprendizagem da biologia das células-tronco adultas. Esse estudo é o primeiro passo nessa direção", explicou a pesquisadora.

A diabete tipo 1 também é chamada de diabete juvenil porque, em geral, afeta pessoas mais jovens que a forma mais comum da doença, a diabete tipo 2. Na diabete tipo 1, o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem insulina. O distúrbio provoca a redução ou a eliminação da produção desse hormônio, que regula o nível de açúcar no sangue. As vítimas dessa forma da doença precisam receber injeções diárias de insulina.

Para recuperar-se da diabete tipo 1, o organismo necessita da reposição do suprimento de células produtoras de insulina. Agora, a equipe de Yang descobriu uma nova forma de fazer isso - ao menos em ratos. Com base no conhecimento de que as células pancreáticas e as hepáticas são originadas pelo mesmo grupo de células embriônicas, os pesquisadores testaram a possibilidade de transformar células-tronco do fígado de ratos adultos em células do pâncreas produtoras de insulina.

As células-tronco são mais abundantes nos estágios mais iniciais de desenvolvimento dos seres vivos, mas alguns tecidos adultos contêm reservatórios desse tipo de célula, que é altamente adaptável. As células-tronco retiradas do fígado de ratos adultos foram cultivadas em um ambiente rico em açúcar, destinado a imitar as condições do pâncreas. Essas estruturas começaram a se diferenciar e, diferentemente das células hepáticas, conseguiram produzir insulina.

Após o transplante para o pâncreas de ratos diabéticos, os níveis sanguíneos de açúcar desses animais voltaram ao normal em dez dias, segundo artigo publicado na edição on-line antecipada da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A pesquisa abre a possibilidade de que células da medula óssea da própria pessoa sejam usadas para tratar diabete. Yang explicou que estudos anteriores demonstraram que células-tronco de medula óssea podem originar células-tronco de fígado. "Se as células-tronco derivadas de medula óssea puderem se transformar em células produtoras de insulina, as células-tronco de medula de pacientes com diabete tipo 1 poderão ser utilizadas como fonte para o doente obter suas próprias estruturas que fabricam insulina", disse Yang. Nessa caso, não haveria necessidade de usar medicamentos imunossupressores para evitar que o organismo rejeite as células, disse a especialista.

Essa terapia ainda está distante. Atualmente, a equipe avalia, em modelo animal, a eficiência dessas células na reversão da diabete. "A principal questão é determinar se uma injeção de células vai durar toda a vida ou se serão necessárias várias injeções", disse a coordenadora da pesquisa. Yang acrescentou que os pesquisadores ainda precisam determinar se a transformação das células hepáticas é permanente ou se eventualmente elas retomarão suas funções originais.

Também precisamos nos certificar de que o transplante de células derivadas do fígado não provocará efeitos colaterais, disse Yang. "Sempre que uma célula é colocada em cultura, ela é alterada. Por isso, há risco de que, ao implantar essa célula em um organismo, ela possa gerar um tumor", explicou a especialista. A equipe coordenada por Yang desenvolve também um estudo para determinar se essas células produtoras de insulina derivadas de células-tronco permanecem normais.

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Células-tronco recuperam unidades destruídas pela quimioterapia.
Saúde e Movimento



A cada passo da pesquisa científica, descobrem-se novos potenciais a serviço da medicina. As células-tronco presentes em embriões, na medula óssea e no cordão umbilical de recém-nascidos possuem o potencial de regeneração e adaptação capaz de recuperar tecidos mortos e elementos destruídos por doenças incuráveis. Além de auxiliar no tratamento do câncer, em especial a leucemia, e ser a chance mais próxima de cura a diabéticos, estas células são estudadas para recuperar órgãos e músculos como o coração, a medula espinhal e estruturas neurológicas. Atualmente, está comprovado que as células-tronco auxiliam na regeneração de unidades destruídas pela quimioterapia.

De acordo com o médico hematologista Nelson Tatsui, diretor da Criogênesis, primeiro Banco de Sangue do Brasil a congelar o material de recém-nascidos, estas células podem substituir o transplante de medula óssea em pessoas com câncer no sangue. "A biomedicina constatou a eficácia das células-tronco no tratamento da leucemia quando, ao implantar o material em alguns pacientes, células cancerosas foram substituídas por outras completamente saudáveis", explica.

A quimioterapia é um forte aliado no combate à proliferação de células doentes, graças a seu alto poder de destruição. No entanto, o tratamento destrói também as células sadias, debilitando o paciente. É neste cenário que as células-tronco podem auxiliar a reconstruir o que foi atingido. "A medula óssea é uma fonte deste material, mas nem sempre é possível encontrar doadores compatíveis", afirma Dr. Nelson.

Segundo o hematologista, ao armazenar o sangue do cordão umbilical de um recém-nascido, os pais não precisam mais de doadores de medula óssea, uma vez que o cordão é fonte rica em células-tronco. No Brasil, existem bancos de sangue particulares que se dedicam exclusivamente ao congelamento deste material, como é o caso da Criogênesis. Quem opta por este serviço, tem o material disponível com exclusividade para a família em casos de eventuais enfermidades.

Bancos Públicos

O Ministério da Saúde está criando a Brasilcord, rede pública de armazenamento de sangue de cordão umbilical, com 10 unidades no país. Até agora, o único serviço público que armazena o material é o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário do Inca, Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro. Neste caso, o sangue fica disponível para todo cidadão que precisar. O único impasse é que o serviço do Inca comporta cerca de 500 cordões. Por questão de compatibilidade biológica-que está abaixo de 1% devido à miscigenação brasileira-seriam necessárias, no mínimo, 20 mil amostras de sangue para garantir uma estocagem razoável.

Enquanto os investimentos federais aos bancos públicos estão em andamento, famílias com condições financeiras apostam nas clínicas particulares. "Casos com histórico familiar de doenças auto-imunes, fertilização in vitro e filhos únicos são recorrentes nos registros de nosso Banco de Sangue", conta Dr Nelson. A Criogênesis realiza cerca de 50 coletas todos os meses nos mais variados territórios do Brasil, graças a parcerias com representantes em cidades como Goiânia, Fortaleza, Porto Alegre, Campinas, São José dos Campos, Taubaté e Bandeirantes, no Paraná.

Cerca de 2.500 transplantes do sangue do cordão umbilical já foram realizados desde o primeiro caso bem sucedido, em 1988, numa criança com Anemia de Falcone. A coleta é simples e acontece no momento do parto. "Uma equipe especializada se desloca até a maternidade, e, 15 minutos após o nascimento, retira cerca de 100 mililitros de sangue do cordão, que seria jogado no lixo hospitalar. Depois, o conteúdo é transportado ao laboratório e adaptado a uma temperatura de 190º, como ficará por anos, até que, eventualmente, o paciente precise utilizá-lo", conta.

Texto: Tais Laporta

Publicado em: 07/10/2004

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Transplante de células-tronco cura cego
BBC Brasil
Operação consistiu em transplantar células tronco da córnea e do limbo
Um homem voltou a enxergar dois anos depois de ser submetido a um transplante de células tronco, segundo um estudo publicado na revista Nature Neuroscience.

Hoje com 45 anos, o californiano Mike May era cego desde os três, quando perdeu um olho e ficou cego do outro em um acidente.

Durante esse período, ele manteve uma certa sensibilidade à luz, mas não conseguia ver formas ou contrastes.

A operação consistiu em transplantar células tronco da córnea (parte do olho que reveste a íris e a pupila) e do limbo (parte transparente do olho por onde a luz entra) para o olho direito de May.

No entanto, o californiano ainda tem dificuldades para enxergar formas complexas e imagens em três dimensões e para reconhecer pessoas e objetos.

Esqui

Antes um exímio esquiador quando cego, May passou a temer o esporte, com medo de bater em alguma coisa.

Antes da operação, ele se guiava por instruções verbais. Depois da operação, começaram a ensiná-lo a estimar o tamanho da montanha pelas formas das sombras.

Mas May não se sente absolutamente confortável com a nova vista.

"A diferença entre hoje e dois anos atrás é que eu tenho mais condições de saber o que eu estou vendo. O que não mudou é que eu continuo adivinhando", afirmou May.

May também começou a ter medo de atravessar a rua, o que fazia normalmente quando era cego.

Pesquisadores acompanharam o pós-operatório de May para observar como ele aprendeu a enxergar novamente.

Eles avaliaram a sua percepção espacial e a maneira de ele perceber forma e imagens tridimensionais.

Cinco meses após a cirurgia, May conseguia perceber movimentos leves de uma barra e já era capaz de reconhecer formas simples como círculos e quadrados.

Passados dois anos, ele consegue ver formas, cor e movimentos quase normalmente, mas sua percepção tridimensional é precária e ele tem dificuldades para reconhecer rostos e objetos.

May identificava apenas um quarto dos objetos que lhe são mostrados.

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Rio, 07 de setembro de 2004 - O Globo


Menino italiano é curado de anemia com célula-tronco tirada de irmãos


ROMA e LONDRES. Um menino italiano foi curado de um tipo potencialmente letal de anemia por meio de uma inédita terapia com células-tronco retiradas da placenta de seus irmãos gêmeos, nascidos recentemente. O anúncio foi feito ontem pelo Ministério da Saúde da Itália. Na Grã-Bretanha, o casal que recebeu autorização do governo para gerar um bebê programado para salvar o irmão começará a selecionar embriões até o fim do mês.

O garoto italiano, de 5 anos de idade, sofria de talassemia, uma doença genética que faz com que o corpo não produza em volume suficiente hemoglobina — uma substância do sangue responsável pelo transporte de oxigênio para as células.

Os médicos responsáveis pelo tratamento usaram para a extração das células-tronco duas diferentes amostras de sangue da placenta de cada um dos gêmeos. Uma das amostras era rica em células-tronco, as células mais primitivas do corpo, capazes de se desenvolverem em qualquer tipo de tecido. A outra amostra foi alterada em laboratório de forma que o sangue apresentasse substâncias capazes de combater a doença.

Bebê é programado para salvar vida de irmão

Os pacientes de talassemia são normalmente tratados com transfusões de sangue e, em último caso, com transplante de medula óssea. A nova terapia, segundo especialistas, representa uma alternativa eficaz de tratamento.

Ontem foi anunciado ainda que os pais de um menino britânico que também sofre de um tipo raro e potencialmente letal de anemia deram início a um tratamento de fertilização e seleção de embriões cujo objetivo é gerar uma criança programada para salvar a vida do irmão.

Joshua, de 2 anos, não produz glóbulos vermelhos saudáveis. Mas, segundo os médicos, a terapia com células-tronco é capaz de estimular seu organismo a produzi-los. O problema é que as células dos pais e do irmão de 5 anos não são compatíveis.

Por meio de um tratamento convencional de fertilização serão gerados 12 embriões. Para selecionar quais serão implantados no útero da mãe de Joshua será feita uma análise para apontar os que são compatíveis geneticamente com o menino doente.

Em julho, a Autoridade de Fertilização e Embriologia da Grã-Bretanha relaxou as regras para o nascimento dos chamados “bebês programados” com o objetivo de ajudar irmãos doentes.

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